Radiação no Cotidiano: Abordagem Investigativa e Lúdica no Ensino de Química Através de Estações.
Palavras-chave:
Metodologias, Ativas, Ensino, Química, Formação, inicial, professoresResumo
O ensino de Química pode ser favorecido quando os conteúdos são relacionados a situações presentes no cotidiano dos estudantes, permitindo que conhecimentos científicos sejam construídos a partir de elementos que fazem parte de sua realidade. Foi considerada a perspectiva da aprendizagem significativa de Ausubel, partindo da ideia de que aquilo que o aluno já sabe possui importância fundamental para a construção de novos conhecimentos. Nesse sentido, o estudo das radiações apresenta grande potencial para uma abordagem contextualizada, uma vez que diferentes tipos de radiação estão presentes em situações e equipamentos utilizados diariamente. Diante deste contexto, o trabalho visa relatar o desenvolvimento de uma atividade realizada por uma bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) em uma turma de 3º ano do Ensino Médio de uma escola estadual de Bagé. A atividade pedagógica abrangeu o tema radiação, buscando possibilitar aos estudantes a identificação de fontes de radiação presentes no cotidiano, a diferenciação entre radiações ionizantes e não ionizantes e o desenvolvimento de uma visão mais crítica acerca dos benefícios e possíveis riscos relacionados às radiações. A atividade foi desenvolvida como uma prática investigativa, organizada em formato de jogo com estações. A turma foi dividida em seis grupos e os estudantes realizaram uma dinâmica de rotação pelos diferentes espaços preparados para a atividade. Em cada estação, os grupos tinham contato com situações e exemplos relacionados às radiações presentes no cotidiano e deveriam analisar as informações apresentadas. Para auxiliar na investigação, os estudantes escreveram uma tabela em seus cadernos, na qual registravam suas observações e classificações de acordo com as características de cada situação analisada. Durante o desenvolvimento do jogo, os estudantes foram incentivados a discutir entre si e levantar hipóteses sobre quais situações envolviam radiação, quais tipos de radiação estavam presentes e se essas radiações apresentavam riscos ou benefícios. Um dos momentos que mais chamou a atenção dos estudantes ocorreu quando foi discutido que ondas de rádio também passam pelo nosso corpo constantemente. A informação causou surpresa na turma, pois muitos estudantes relacionavam a palavra radiação exclusivamente a desastres nucleares ou a situações puramente perigosas e letais. Tal surpresa evidenciou de forma clara a forte existência de concepções alternativas e limitantes sobre o conceito científico em questão. A atividade foi bem recebida pelos estudantes, que demonstraram interesse e curiosidade ao longo da realização do jogo. Um dos principais resultados observados foi o envolvimento dos estudantes nas discussões e nas tentativas de identificar as diferentes fontes de radiação. A surpresa demonstrada quando foi informado que ondas de rádio passam pelo corpo das pessoas evidenciou a existência de concepções prévias sobre o conceito de radiação, principalmente a associação entre radiação e perigo. Nesse sentido, a intervenção atingiu seu objetivo ao permitir trabalhar justamente a desconstrução dessa associação, negativa e reducionista, mostrando cientificamente que as radiações fazem parte do cotidiano e podem apresentar diferentes características, aplicações e níveis de risco. A realização da atividade investigativa em formato de jogo mostrou-se uma estratégia adequada para abordar o conteúdo de radiação de maneira contextualizada e participativa. A utilização de situações e materiais relacionados ao cotidiano possibilitou aproximar o conteúdo científico da realidade dos estudantes.Downloads
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Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Radiação no Cotidiano: Abordagem Investigativa e Lúdica no Ensino de Química Através de Estações. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/122641. Acesso em: 22 out. 2026.