Estação de Ciências: o Uso da Técnica de Cromatografia para Ensino Científico na Educação Básica

Autores

  • Mateus Wazmuth
  • Maria Luiza Prause Trindade
  • Yanka Rocha de Lima
  • Laura Freire Mello
  • Rafael Lucyk Maurer

Palavras-chave:

Cromatografia, Química, Experimentação

Resumo

Ao elaborar os planos de aula de determinadas turmas, principalmente se tratando do ensino básico fundamental, fica evidente a necessidade da aplicação de metodologias que tragam exemplos práticos, visíveis e palpáveis aos alunos, sobretudo quando relacionados aos estudos de ciências - que através de métodos e fórmulas, descrevem desde a origem da vida aos fenômenos naturais que nos cercam no dia-a-dia. Com o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) pelo curso de Ciências da Natureza, na escola de Ensino Fundamental Heloísa Louzada, no município de Dom Pedrito, foi criado um espaço onde se pôde ver na prática as Ciências da Natureza através de suas três principais áreas (Biologia, Física e Química), em um formato mais dinâmico, onde através de experimentações, em uma estação das ciências montada em uma sala de aula, alunos de 8 turmas, do 6° ao 9° ano, de ambos os turnos da escola, puderam se aproximar, interagir e ver na prática sobre tais conteúdos. Na parte de Química, foi montado um pequeno estande onde os alunos puderam presenciar um experimento chamado de Cromatografia, uma técnica simples, porém bastante lúdica sobre separação de pigmentos. Nesta, em um recipiente, foi colocado etanol (sendo este chamado de fase móvel) e em seguida, em um pedaço de filtro de café foi pintado um círculo com caneta hidrográfica (sendo este chamado de fase estacionária), este último colocado dentro do recipiente por um palito de churrasco, com a cor pigmentada não tocando o álcool, mas próxima. Por resultante, como os pigmentos da caneta hidrográfica possui afinidade diferente do etanol, quando este entra em contato com o filtro, tendem a fazer um efeito chamado de capilaridade, que nada mais é quando o líquido se move pelo papel, o fazendo subir. Desta forma, os pigmentos da caneta hidrográfica se separam, criando um efeito de arco-íris no papel, formando várias cores diferentes na fase estacionária, onde mesmo pintado por uma única cor, os diferentes pigmentos que a compõe se desmisturam da original. Para um maior dinamismo e interação entre os alunos com o experimento, ao passo em que a primeira turma adentrou na estação de Ciências, os mesmos, em grupo, foram motivados a montar o experimento, podendo observar os frutos de seu próprio trabalho. As demais turmas que chegavam, ouviam a explicação do fenômeno químico e acompanhavam visualmente pelo próprio trabalho dos colegas de escola. Aplicando um questionário para compreender se os alunos (com idades entre 11 e 16 anos) compreenderam o processo químico e experimento, obtivemos 58 respostas em 4 questões, onde elas requerem: 1- Qual o principal da cromatografia em papel; 2- Na cromatografia em papel, o papel funciona como?; 3- Quando fazemos a cromatrografia com canetinha, podemos observar; 4- o Líquido utilizado para transportar as substâncias pelo papel é chamado de? Os resultados foram totalmente satisfatórios, quando em sua maioria, principalmente nas questões sobre o que é o solvente, o soluto e o que define está técnica teve em grande maioria respostas certas pelos alunos. Desta forma, percebendo um grande interesse pela técnica por parte dos alunos pessoalmente e, com base nos questionários e, até, entendendo ser um experimento que pode ser feito com materiais de fácil acesso em casa, mas bastante dinâmico, vê-se a Cromatografia como um experimento eficaz e lúdico, indicado para o ensino de ciências no ensino básico, de forma que é provocativo aos olhos escolares e de grande efeito ao trazer mais um conhecimento prático aos alunos.

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Publicado

2026-10-02

Como Citar

Estação de Ciências: o Uso da Técnica de Cromatografia para Ensino Científico na Educação Básica. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/122571. Acesso em: 28 out. 2026.