Entre Formação Docente, Equoterapia e Gamificação: Relato de Experiência Sobre Metodologias Inclusivas.

Autores

  • Denise Almeida
  • Bruna Nunes de Moura
  • Tatiane Goulart Coelho
  • Denise Silva Goerch

Palavras-chave:

Práticas, inclusivas, Formação, docente, Planejamento, pedagógico, Equoterapia, Gamificação

Resumo

A discussão sobre metodologias inclusivas tem se tornado cada vez mais necessária nos espaços de formação acadêmica, especialmente quando se considera que a inclusão não se limita à presença de estudantes nos ambientes educacionais, mas envolve participação, aprendizagem, acessibilidade pedagógica e reconhecimento das singularidades dos sujeitos. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência formativa desenvolvida na componente curricular Seminários Avançados linha 3, do Programa de Pós-Graduação em Ensino da UNIPAMPA, Campus Bagé, a partir da apresentação e discussão de três artigos que abordam, sob diferentes perspectivas, a relação entre metodologias, formação e inclusão. A experiência foi construída por três colegas com trajetórias acadêmicas e profissionais distintas: uma professora de Matemática, que trouxe o debate sobre gamificação e metodologias ativas; uma educadora especial com formação em Educação do Campo, que discutiu a equoterapia e suas interfaces com a inclusão; e uma advogada e professora do Ensino Médio, que problematizou a formação de professores para a inclusão de estudantes com altas habilidades/superdotação. Essa diversidade de percursos formativos possibilitou ampliar o debate e compreender a inclusão a partir de múltiplos olhares, articulando experiências docentes, práticas interdisciplinares, vivências profissionais e referenciais teóricos distintos. O primeiro artigo problematizou a formação de professores para a inclusão de estudantes com altas habilidades/superdotação, evidenciando a necessidade de identificação desses sujeitos e de planejamento pedagógico articulado às suas necessidades educacionais. O segundo artigo apresentou os efeitos de um programa de equoterapia no desenvolvimento psicomotor de crianças com indicativos de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, ampliando a compreensão sobre práticas metodológicas que envolvem corpo, movimento, estímulos sensoriais, vínculo e desenvolvimento integral. O terceiro artigo discutiu a gamificação e as histórias interativas em comparação à aula expositiva, apontando possibilidades de maior participação, engajamento e fixação do conhecimento por meio de metodologias ativas. Trata-se de um relato de experiência construído a partir das apresentações realizadas na componente, da escuta das discussões coletivas e da sistematização dos pontos de aproximação entre textos que, embora pertençam a campos temáticos diferentes, dialogam pela defesa de práticas pedagógicas mais sensíveis às necessidades dos sujeitos. A análise da experiência permitiu identificar que os três artigos, apesar de partirem de públicos, metodologias e contextos distintos, evidenciam que metodologias inclusivas não podem ser compreendidas como atividades isoladas ou adaptações pontuais, mas como práticas intencionais, planejadas e mediadas por profissionais que reconhecem as necessidades, interesses e potencialidades dos estudantes. Como resultados parciais da experiência, emergiram seis eixos de reflexão: a centralidade das singularidades dos sujeitos; a necessidade de formação docente e profissional para a inclusão; o planejamento pedagógico como condição para práticas acessíveis; a interdisciplinaridade entre educação, saúde e metodologias de ensino; a valorização da participação ativa dos estudantes; e a compreensão da metodologia como recurso de promoção da aprendizagem, da autonomia e da permanência. A diversidade dos temas apresentados também favoreceu o confronto entre diferentes modos de compreender a inclusão, permitindo perceber que a formação acadêmica se fortalece quando articula experiências pessoais, percursos profissionais e referenciais teóricos diversos. A experiência possibilitou deslocar a compreensão inicial de inclusão como simples adequação de atividades para uma perspectiva mais ampla, na qual a metodologia assume função ética, pedagógica e política no enfrentamento de barreiras educacionais. Conclui-se que as apresentações e discussões realizadas na componente contribuíram para a formação crítica das participantes, ao evidenciar que práticas metodológicas inclusivas exigem intencionalidade, escuta, articulação teórico-prática e compromisso com uma educação equitativa. Assim, o diálogo entre os três artigos fortaleceu a compreensão de que a inclusão se efetiva quando diferentes estratégias são mobilizadas para garantir não apenas o acesso à educação, mas a participação qualificada, o desenvolvimento e a aprendizagem dos sujeitos em suas múltiplas formas de existir e aprender.

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Publicado

2026-10-02

Como Citar

Entre Formação Docente, Equoterapia e Gamificação: Relato de Experiência Sobre Metodologias Inclusivas. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/122569. Acesso em: 27 out. 2026.