Ensino de análise linguística no Ensino Fundamental: pesquisa-ação

Autores

  • Andressa Marchesan
  • Leila Bom Camillo

Palavras-chave:

Linguística, Aplicada, análise, linguística, escola, Região, Central, Rio, Grande, Sul

Resumo

Neste Siepe, compartilharemos a pesquisa que realizamos no Trabalho de Conclusão de Curso do curso de Letras Português da Unipampa, defendido e aprovado em julho de 2026. O trabalho foi orientado pela Profa. Dra. Leila Bom Camillo. A pesquisa teve como tema o ensino de análise linguística no Ensino Básico. O objetivo geral foi investigar como acontece o ensino de análise linguística no 8º ano do Ensino Fundamental, em uma escola da Região Central do Rio Grande do Sul. Os objetivos específicos foram: a) descrever o ensino de análise linguística praticado em uma ação; e b) descrever e comparar o ensino de análise linguística observado no Estágio I e o ensino de análise linguística realizado na Regência, Estágio II. A metodologia adotada foi a pesquisa-ação, pois a própria ação tornou-se objeto de investigação, subsidiando a produção de conhecimentos sobre si mesma (Jordão, 2004, p. 9). Seguimos as quatro fases da pesquisa-ação conforme Tripp (2005): 1) planejar; 2) agir; 3) descrever; e 4) avaliar. Na etapa 1, planejamos a implementação do ensino de análise linguística. No Estágio Supervisionado I, que ocorreu em maio de 2025, observamos as aulas de Língua Portuguesa em uma escola municipal de Santa Maria/RS. Nesse local, verificamos que o ensino se baseou, predominantemente, em classificações, frases isoladas, sem levar em consideração um texto e sem desenvolver o funcionamento que o uso de uma determinada classe gramatical produz no texto. Ainda na etapa 1, selecionamos o conteúdo a ser ministrado, voltado à análise linguística. A etapa 2, ação, ocorreu em outubro e novembro de 2025, no Estágio Supervisionado II, período em que tivemos a primeira experiência como professora em formação. A partir da etapa 1, foi possível agir, colocar em prática a ação pretendida. A etapa 3 foi a descrição tanto da observação quanto da ação desenvolvida em sala de aula. Para tanto, utilizamos a codificação, a fim de categorizar o texto descrito no relatório final de Estágio, identificando e registrando passagens que exemplificaram o tema abordado. A análise contrastiva pretendida foi efetiva no momento em que foram apresentadas as duas descrições por meio de passagens do texto investigado (Gibbs, 2009). A etapa 4 foi a avaliação da observação e da ação. O estudo teve como fundamentação teórica os seguintes autores: Geraldi (1991), Antunes (2003), Suassuna (2012) e Ciavolella e Menegassi (2024), bem como a Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018), um documento norteador do ensino no Brasil. A abordagem adotada foi a abordagem interacionista. Comparando as ações observada e realizada, verificamos que os exercícios estão presentes em ambas as ações, porém a abordagem é diferente, e é justamente isso que nos faz acreditar que a nossa proposta e sua implementação em sala de aula foi válida, está em conformidade com a ideia de ensino de análise linguística sugerida pela estudiosa da linguagem Antunes (2003), em que o professor de Língua Portuguesa ensina regras que tenham uma função nas práticas sociais de escrita e de fala no dia a dia dos alunos. O ensino de análise linguística é possível de ser implementado em sala de aula, na prática docente, porém pode enfrentar dificuldade, que acontece quando há reflexão sobre os sentidos que um uso ou outro de um conteúdo gramatical causa em determinado contexto. Essa dificuldade pode ser reduzida com o passar do tempo, pois quanto mais o ensino de análise linguística for aplicado, será de mais fácil compreensão para os alunos.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2026-10-02

Como Citar

Ensino de análise linguística no Ensino Fundamental: pesquisa-ação. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/122551. Acesso em: 24 out. 2026.