Pibid Letras Português: Práticas de Leitura, de Produção e de Reescrita
Palavras-chave:
PIBID, Narrativa, Fantástico, Produção, TextualResumo
O Programa de Iniciação à Docência (PIBID Letras e Línguas Adicionais) da Universidade Federal do Pampa, Campus Jaguarão promove oficinas semanalmente na Escola Municipal de Ensino Fundamental General Antônio de Sampaio (Jaguarão/RS). Este resumo apresenta a proposta desenvolvida em 10 encontros que ocorreram de maio a julho de 2026 em uma turma de 7º ano do ensino fundamental desta escola. A Metodologia utilizada nas aulas é a sequência didática proposta por Schneuwly, Dolz e Noverraz (2004), ou seja, [...] um conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual [...] (p. 97). O gênero escolhido para o desenvolvimento da leitura e da escrita foi o conto fantástico; escolha que deu-se primeiro em razão da extensão da narrativa, pois tal texto possibilita desenvolver as habilidades de leitura, de interpretação e de produção textual durante o curto período de uma aula. Uma segunda razão é que o fantástico é um estilo textual repleto de elementos imaginativos que estimula o desenvolvimento criativo do público alvo. A primeira etapa consistiu na explicação sobre os elementos narrativos (personagem, narrador, tempo, espaço e enredo) e sobre o conceito e as características do gênero fantástico. Em um segundo momento, propomos a leitura coletiva do conto A moça tecelã, de Marina Colasanti. A turma demonstrou uma série de problemas em relação à leitura oral, na medida em que os alunos não respeitavam as pausas e entonações propostas pelo texto. Em seguida, propomos questões interpretativas sobre o conto, no intuito de estimular o debate sobre os possíveis sentidos propostos pela narrativa. Esta atividade possibilitou notar que os discentes tiveram compreensão da história, no entanto, demonstraram dificuldades de escreverem suas respostas no papel. Neste sentido, propomos uma dinâmica, na qual os estudantes, de forma individual ou em duplas, deveriam descrever brevemente em uma folha aspectos de um personagem, de um período histórico e de um lugar/espaço. Tais folhas foram recolhidas e sorteadas entre duplas para que a partir delas fossem produzidos contos. Após a análise desses textos, percebemos então, que a grande dificuldade dos alunos era em relação à pontuação, acentuação gráfica, uso de parágrafos, na coesão e na organização das ideias. Sendo assim, nosso primeiro passo para trabalhar com essas noções, foi tecer comentários nas próprias folhas com os contos, sugerindo alterações e formas de aperfeiçoar a coesão e, consequentemente, a coerência do texto. Nesta perspectiva, propomos uma aula de análise coesiva, na qual destacamos trechos retirados dos contos produzidos pelos alunos e os corrigimos coletivamente no intuito de os tornarmos mais coerentes. Como explica Antunes (2003, p. 54), a produção textual é uma atividade que não se limita ao ato de escrever em si, e sim passa por uma série de etapas que precisam ser contempladas, isto é: o planejamento, a escrita, a revisão e a reescrita. As oficinas não possuem ainda resultados integrais porque encontram-se em andamento, porém, até esta etapa é possível afirmar que a escolha do gênero funcionou porque os alunos demonstraram interesse e criatividade; além disso, demonstraram no coletivo entenderem os elementos de coesão que lhes foi ensinado. Concluímos que as oficinas oferecidas pelo PIBID têm sido benéficas tanto para os alunos, pois eles participam e demonstram evolução em seus textos, como também para os bolsistas, pois planejam e desenvolvem na prática os aspectos da língua.Downloads
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Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Pibid Letras Português: Práticas de Leitura, de Produção e de Reescrita. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/122541. Acesso em: 30 out. 2026.