Experiências da
Palavras-chave:
Memória, Patrimônio, RodaResumo
O presente trabalho trata da experiência relativa a uma atividade elaborada e aplicada ao longo da duração do edital 2024/2026 do projeto de Bolsa em Iniciação à Docência (PIBID), subprojeto de História do campus Jaguarão na Universidade Federal do Pampa, que visou trazer para o espaço da sala de aula uma discussão acerca de patrimonialidade, memória e história pessoal. Se relacionando com o projeto de temática história pública e como uma resposta à semana do patrimônio na cidade, foi empreendido junto, em um primeiro momento, à turma do nono ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Manoel Pereira Vargas do ano de 2025, sob supervisão da professora Kenya jessyca Martins de Paiva, supervisora no projeto orientado pelo professor Dr. Guinter Tlaija Leipnitz, a dinâmica da roda de memória. Ela foi aplicada após uma primeira aula de caráter expositivo que possuiu o propósito de balizar o terreno com os alunos aos apresentar alguns conceitos teóricos relativos à memória e patrimônio, pensados por Pollack (1989) e Schmidt e Mahfoud (1993) quando se reportam aos conceitos originalmente pensados por Halbwachs, a memória como uma dimensão constituinte da identidade individual e coletiva, cujo funcionamento se dá através dos processos de suscitação e esquecimento. A memória aqui, é pensada como esta dimensão da instituição de uma identidade que pode ser tanto coletiva quanto individual, mas seu funcionamento se dá de maneiras diferentes nessas duas dimensões. Ainda, nos amparamos os escritos de Meneses (2000) quando pensamos esta faceta latente da materialidade patrimonial como recurso latente em ambientes pedagógicos, ao serem instrumentalizados da maneira correta, visto que o patrimônio não é um material pedagógico a priori, tendo esta faceta revelada através da instrumentalização apropriada no âmbito educacional. No que diz respeito a oficina, nós os instruímos à levar duas peças de patrimônio que se relacionassem com a história pessoal de cada um, uma de patrimônio material e uma de imaterial, para que pudéssemos ao sentar em roda, socializar as histórias de cada objeto e como cada um deles se relacionava com a construção identitária de cada um. Os resultados da oficina acabaram sendo positivos, visto que seu caráter descontraído permitiu a instauração de um clima que fosse propício aos alunos se abrirem ao tratar de questões pessoais. Mesmo alunos que por forças externas acabaram não conseguindo levar até a sala de aula o objeto desejado, ainda conseguiram tomar parte da atividade através de registros fotográficos ou até mesmo na forma de relatos que teriam sido recordados justamente em função da atmosfera instaurada durante a aplicação da oficina. No mais, a atividade se mostrou como um exercício bem sucedido na empreitada de discutir as dimensões da importância da patrimonialidade como faceta constituinte da construção da memória, da compreensão da funcionalidade da memória no cotidiano de comunidades, e seu funcionamento tanto em uma dimensão pessoal quanto comunitária. A oficina ainda foi aplicada mais uma vez em um segundo momento, durante a edição de 2025 do Intrapibid no campus Bagé, onde pibidianos de diferentes subprojetos além da história também tiveram essa oportunidade de apresentar seus patrimônios pessoais, e fazer parte aplicação prática de um exercício de valoração da memória individual. Num geral, a oficina saiu bem sucedida, mostrando-se como uma ótima estratégia para a abordagem do tema no espaço da sala de aula, ao aproximar o conteúdo abordado da realidade pessoal dos alunos, e permitindo a instauração de um ambiente dentro de sala de aula que fornece abertura para participação ativa dos alunos na atividade, assim como facilitando seu entendimento acerca de conceitos que normalmente poderiam ser considerados difíceis, em função de seu caráter expressivamente abstrato, como se fazem o da memória e da patrimonialidade.Downloads
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Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Experiências da. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/122497. Acesso em: 23 out. 2026.