Produção Textual e Ressignificação Do(s) Erro(s): Desenvolvendo Autoria na Escrita
Palavras-chave:
produção, textual, autoria, criatividadeResumo
O respectivo resumo intitulado Produção Textual e Ressignificação do(s) Erro(s): desenvolvendo autoria na escrita possui como escopo principal a forma como o erro é compreendido pelos estudantes no contexto escolar, muitas vezes sendo associado como algo que remete a insegurança, ao sentimento de incapacidade e sobretudo ao medo de fracassar. Nesse cenário, a aprendizagem vincula-se em uma visão direcionada para o acerto e o erro, acarretando em uma busca desenfreada e constante por parte dos estudantes para terem uma validação docente. Nessa conjuntura, isso causa o receio de tentar diante da possibilidade de errar. Tais apontamentos foram observados durante as experiências vivenciadas no âmbito da docência por bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), Subprojeto Alfabetização da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), em duas turmas de 4°ano de uma escola do Sul do Rio Grande do Sul, totalizando 30 estudantes participantes nas atividades. Assim, o trabalho tem como enfoque a análise de como o medo de errar se manifesta em sala de aula e de uma intervenção pedagógica desenvolvida no âmbito do PIBID. Em vista disso, identificamos essas situações em que os estudantes hesitavam ao iniciarem as atividades que eram propostas, principalmente as que envolviam escrita, leitura ou oralidade, aparentavam também dificuldade para expressarem suas opiniões. Com isso, as duas bolsistas começaram a refletir sobre como essa insegurança de errar pode repercutir na participação, autonomia, criatividade e construção de saberes. Primeiramente, precisamos destacar que esta reflexão só ocorre realmente quando nós futuros docentes e os estudantes atuamos de forma colaborativa na resolução ou esclarecimento de um problema observado. Perante o exposto, o texto torna-se eixo central nos processos de ensino e de aprendizagem, pois a partir de práticas contextualizadas somos capazes de letrar, ou seja, desenvolver habilidades relacionadas a interpretação, produção de texto e leitura, como também apropriar-se de questões propícias da língua como: ortografia, consciência semântica, sintática e pragmática, bem como questões de coesão e coerência. No que concerne ao registro da nossa observação voltada para a situação-problema, desenvolvemos no PIBID reflexões mensais que nos ajudaram a observar, investigar, questionar, replanejar práticas e compreender os estudantes. Em relação ao processo do ensino de produção textual, observamos que estratégias como a revisão do texto em conjunto em que eles leiam seus textos em voz alta para o professor, auxilia no processo de aquisição de oralidade e faz com que os próprios estudantes percebam aquilo que estão errando. Outro processo que auxilia na melhora da escrita dos alunos é definir previamente aquilo que será observado nos textos escritos, definindo critérios de avaliação, já que na escrita de textos de opinião envolve muitos aspectos. Cabe ao professor desenvolver boas motivações prévias para a produção de texto, seja os alunos vivenciando e experimentando situações das quais eles tenham propriedade para que assim realizem suas escritas de textos. Citaremos uma estratégia realizada em sala de aula para a produção textual: mateada com os alunos. Durante a mateada, os alunos levaram comidas tradicionais, fotos, objetos e foram caracterizados com roupas típicas. Em seguida os discentes apresentaram oralmente na frente da turma seus pertences e explicaram o motivo daquele pertence ser da cultura gaúcha e os posicionavam em mesas no centro da sala. Logo após, eles realizaram a escrita em conjunto com a confraternização, em que comeram bergamotas e tomaram chimarrão, como também produziram seus textos baseados nas experiências vivenciadas, escrevendo sobre qual era o papel do gaúcho no bioma pampa. Esta intervenção tinha como intuito incentivar os estudantes a produzirem suas histórias, trabalharem a criatividade, compartilharem seus saberes, trazerem à tona suas identidades e bagagens culturais, despertarem a criticidade e criarem segurança sobre suas produções. Por fim, com as atividades que foram sendo produzidas, os estudantes começaram a compreender que a escrita é muito além de uma avaliação para pontuar, mas uma forma de expressão, conexão e aprendizado coletivo, capaz de inspirar e trazer à tona as nuances tanto da nossa identidade pessoal, quanto social.Downloads
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Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Produção Textual e Ressignificação Do(s) Erro(s): Desenvolvendo Autoria na Escrita. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/122452. Acesso em: 22 out. 2026.