Consciência Fonológica e Gêneros Textuais: Estratégias para a Alfabetização nos Primeiros Anos do Ensino Fundamental

Autores

  • Alesandra Lauterio
  • Nathalia Nunes Campelo
  • Adrielly Noda Brum
  • Patricia dos Santos Moura

Palavras-chave:

Consciência, fonológica, Gêneros, textuais, Alfabetização, Ensino, fundamental

Resumo

A alfabetização nos primeiros anos do Ensino Fundamental envolve diferentes conhecimentos e práticas, como leitura, escrita, oralidade e compreensão do funcionamento do sistema de escrita alfabética. Nesse processo, o trabalho com a consciência fonológica contribui para que os estudantes percebam os sons das palavras, as sílabas, as rimas e as relações entre fala e escrita. O contato com diferentes gêneros textuais também possibilita compreender que a leitura e a escrita estão presentes em diversas situações do cotidiano e possuem diferentes funções. As atividades relatadas neste trabalho foram realizadas no contexto do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), em uma escola pública da rede municipal de Jaguarão/RS. Participaram das práticas três turmas dos anos iniciais: o 1º ano 11, com 21 alunos; o 2º ano, com 15 alunos; e o 4º ano 41, com 16 alunos, totalizando 52 estudantes. O objetivo foi promover práticas de alfabetização com gêneros textuais e consciência fonológica integrando leitura, escrita e oralidade , além de analisar a participação dos alunos e as estratégias pedagógicas empregadas. O trabalho caracteriza-se como um relato de experiência, de abordagem qualitativa e natureza descritiva, desenvolvido no contexto do PIBID, Subprojeto Alfabetização, em uma escola pública da rede municipal de Jaguarão/RS. As atividades foram realizadas com três turmas dos anos iniciais do Ensino Fundamental, sendo uma turma de 1º ano, uma de 2º ano e uma de 4º ano, totalizando 52 estudantes. As práticas foram planejadas pelas bolsistas, com acompanhamento das professoras responsáveis pelas turmas e da supervisora do PIBID. O planejamento considerou a faixa etária, os conhecimentos prévios e os diferentes níveis de aprendizagem dos estudantes. Foram utilizados livros de literatura, textos impressos, quadro, cartões com palavras e sílabas, imagens, materiais confeccionados pelas bolsistas e jogos pedagógicos. As propostas envolveram leitura compartilhada, conversas, interpretação de textos, identificação de palavras, separação de sílabas, reconhecimento de letras e sons, formação de palavras, produção escrita e atividades lúdicas. As práticas foram desenvolvidas de acordo com as características de cada turma, utilizando diferentes estratégias para trabalhar leitura, escrita, oralidade e consciência fonológica. No 1º ano, foi trabalhado o conto Menina Bonita do Laço de Fita, de Ana Maria Machado. Inicialmente, foi apresentado o livro e realizada uma conversa sobre a capa, as ilustrações e os personagens. Durante a leitura, foram feitas pausas para que os estudantes respondessem perguntas e comentassem os acontecimentos da história. Também foram abordadas questões relacionadas à identidade, diversidade e respeito às diferenças. Após a leitura, foram realizadas atividades com palavras presentes no conto, envolvendo rimas, separação silábica, identificação de letras e formação de palavras. Em seguida, foi realizado o jogo Monte a Palavra, utilizando cartões com figuras e sílabas. Alguns estudantes apresentaram dificuldades e precisaram de maior mediação. No 2º ano, foi trabalhado o gênero textual convite, utilizando a Festa Junina como contexto. Após a leitura coletiva de um convite, os alunos identificaram sua função e informações importantes, como data, horário, local e finalidade. Foram realizadas atividades de interpretação e escrita, além da Raspadinha da Festa Junina e da Pescaria da Leitura. No 4º ano, a prática teve como tema a Festa Junina e seus aspectos culturais e históricos. Após uma conversa sobre o tema, foi apresentado o texto informativo A História da Festa Junina, seguido de questões de interpretação. Também foi realizada uma produção textual com o tema Como seria a Festa Junina ideal da minha escola?, na qual alguns estudantes precisaram de auxílio na pontuação e organização dos parágrafos. As práticas foram fundamentadas nos estudos de Artur Gomes de Morais, que destaca a importância da consciência fonológica no processo de aprendizagem da escrita alfabética. Segundo Morais (2019, p. 187), as letras móveis constituem um importante recurso para que os aprendizes reflitam sobre a escrita alfabética. As propostas também consideraram as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), trabalhando leitura, escrita, oralidade e diferentes gêneros textuais. Os resultados mostram que cada turma teve suas características próprias. No 1º ano foi possível perceber a necessidade de mediação para alguns estudantes, principalmente em atividades e formação de palavras. No 2º ano houve maior participação dos alunos. No 4º ano os estudantes conseguiram ampliar as discussões com produção textual. A mediação das bolsistas foi importante para auxiliar quem apresentava dificuldades e para explicações quando necessárias. Atingiu-se o objetivo proposto à medida que as oficinas integraram leitura, escrita, oralidade e consciência fonológica por meio de diferentes gêneros textuais.

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Publicado

2026-10-02

Como Citar

Consciência Fonológica e Gêneros Textuais: Estratégias para a Alfabetização nos Primeiros Anos do Ensino Fundamental. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/122451. Acesso em: 27 out. 2026.