Recursos Digitais na Pré-Escola: Limites e Possibilidades no PIBID Alfabetização
Palavras-chave:
PIBID, Alfabetização, Educação, Infantil, Recursos, Digitais, Pré-escola, Tecnologias, Formação, Docente, Aprendizagem, Desenvolvimento, Práticas, PedagógicasResumo
O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) no Subprojeto Alfabetização, vinculado à Universidade Federal do Pampa (Unipampa). Essa iniciativa desempenha um papel fundamental no aprimoramento das práticas pedagógicas dos discentes do curso de licenciatura em Pedagogia da instituição. Este trabalho tem como objetivo principal apresentar e analisar os resultados de uma investigação originada a partir das vivências e observações sistemáticas de duas bolsistas integrantes do programa. A atuação prática ocorreu em turmas da pré-escola multietária, com foco direcionado para o uso pedagógico dos recursos digitais. O avanço acelerado das tecnologias digitais de informação tem gerado profundas transformações nos canais de comunicação, nas formas de interação social e nas dinâmicas contemporâneas de aprendizagem escolar. Nesse cenário em constante transformação, a Educação Infantil tem vivenciado amplos debates sobre a viabilidade, a presença física e o real papel pedagógico que as ferramentas digitais desempenham na primeira infância. Sabendo que essa etapa inicial da educação básica é indispensável para assegurar a formação integral da criança, torna-se essencial refletir criticamente sobre as possibilidades e os limites da introdução dessas mídias e suportes eletrônicos no cotidiano da sala de aula. Quando integrados de maneira planejada e com intencionalidade clara, esses recursos digitais mostram-se capazes de enriquecer a ação docente e expandir os horizontes de experiência dos estudantes. O problema central que norteia esta investigação busca compreender quais são, precisamente, as potencialidades e as barreiras que cercam o uso de recursos digitais com o público da pré-escola. Embora os artefatos tecnológicos estejam presentes de forma massiva no ambiente familiar dos educandos, ainda se percebe uma lacuna expressiva quanto à compreensão teórico-prática de como articulá-los na rotina da escola de forma integrada, evitando que sua presença canibalize momentos vitais da infância, como o brincar livre, o convívio presencial e a manipulação direta do meio físico. Metodologicamente, a pesquisa amparou-se em um levantamento de cunho bibliográfico e em relatos empíricos de observação, dialogando com aportes teóricos clássicos e contemporâneos da área que problematizam o desenvolvimento infantil e a inclusão das mídias. As principais contribuições mapeadas indicam que o uso direcionado de jogos educativos, plataformas de desenho animado, sonoridades e narrativas interativas digitais do estímulo à criatividade e curiosidade natas das crianças. Ademais, nota-se uma diversificação positiva das estratégias didáticas do docente, que passa a contar com vídeos e livros digitais para ampliar seu repertório expressivo. O fator de inclusão e acessibilidade também se destaca, visto que recursos de tecnologia assistiva facilitam consideravelmente a participação efetiva de educandos com necessidades específicas. Contudo, a introdução das tecnologias exige extrema cautela no planejamento. Os resultados apontam que as possibilidades de expressão e aprendizagem ativa são amplas, permitindo que a criança utilize a máquina para construir saberes de forma exploratória, aproximando-se da tecnologia como uma das múltiplas linguagens e formas de expressão infantil. Em contrapartida, os limites identificados envolvem o risco severo de substituição das brincadeiras corporais e o perigo do sedentarismo precoce. Há alertas consistentes sobre os malefícios fisiológicos da exposição prolongada às telas, com impactos negativos diretos na qualidade do sono, na capacidade de atenção concentrada e na saúde visual na infância. Soma-se a isso o desafio estrutural da exclusão digital e a recorrente carência de formação docente continuada para esse fim. Conclui-se que os recursos digitais na pré-escola operam como excelentes ferramentas complementares capazes de sofisticar o fazer pedagógico, desde que sua utilização seja estritamente equilibrada, crítica e mediada de forma consciente pelo professor, garantindo que o mundo concreto e as interações humanas permaneçam no centro da experiência escolar.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Downloads
Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Recursos Digitais na Pré-Escola: Limites e Possibilidades no PIBID Alfabetização. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/122449. Acesso em: 23 out. 2026.