Atividade Experimental Problematizada (aep) Teste de Chama Como Estratégia Didática: Uma Experiência no Pibid
Palavras-chave:
Palavras-chave, Experimentação, Ensino, Química, Formação, DocenteResumo
A pesquisa relatada e analisada neste resumo foi desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), subprojeto Q-F-M-CN do campus Caçapava do Sul. O Ensino de Química apresenta desafios relacionados à compreensão de conteúdos abstratos, especialmente aqueles referentes à estrutura da matéria e aos fenômenos que ocorrem em nível microscópico. Nesse contexto, o (PIBID) constitui um importante espaço de articulação entre universidade e escola, possibilitando aos licenciandos vivenciar práticas pedagógicas e desenvolver estratégias diferenciadas para o ensino. Este trabalho apresenta uma experiência desenvolvida por bolsistas do PIBID, a partir da utilização do teste de chama como estratégia didática em uma Atividade Experimental Problematizada (AEP) sobre o modelo atômico de Bohr. O objetivo foi analisar a utilização do teste de chama na AEP e sua contribuição para a problematização da atividade e compreensão dos conceitos relacionados aos níveis de energia dos elétrons. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter interpretativo, desenvolvida com duas turmas do 1º ano do Ensino Médio, durante o primeiro semestre de 2026. Os dados foram coletados por meio de questionários e registros produzidos durante a aplicação, sendo analisados qualitativamente por meio da Análise de Conteúdo de Bardin. A proposta foi planejada pelos bolsistas em articulação com a professora supervisora e estruturada a partir de uma situação-problema: Por que diferentes sais metálicos produzem diferentes colorações quando submetidos à chama e qual princípio físico-químico explica a emissão dessas cores? Inicialmente, os estudantes apresentaram conhecimentos prévios e formularam hipóteses para explicar o fenômeno. Em seguida, foram organizados em grupos e receberam orientações quanto aos procedimentos e às medidas de segurança. Para a realização dos ensaios, foram utilizados álcool, fósforos, cadinhos e diferentes sais metálicos. Os estudantes responderam às questões propostas na AEP, relacionando as observações aos conceitos do modelo atômico de Bohr e discutindo a aplicação desse fenômeno na produção/emissão das cores dos fogos de artifício. A experimentação possibilitou discutir que, ao receber energia, os elétrons podem passar para níveis de energia mais elevados e, ao retornarem a níveis inferiores, liberam a energia recebida na forma de luz. As diferentes cores observadas estão relacionadas às características dos elementos químicos e às diferenças entre seus níveis de energia. Durante a aplicação, observou-se participação dos estudantes na formulação de hipóteses, na execução dos procedimentos, no registro das observações e na discussão dos resultados. A utilização da AEP também possibilitou aos estudantes assumir uma postura mais ativa, confrontando conhecimentos prévios com as evidências obtidas experimentalmente e construindo explicações para o problema proposto. A proposta favoreceu a discussão coletiva dos resultados, permitindo comparar as hipóteses iniciais com as evidências observadas e identificar possíveis divergências entre as previsões e os resultados experimentais. Esse movimento contribuiu para que os estudantes compreendessem a experimentação como parte de um processo de investigação, e não apenas como demonstração de um conteúdo previamente explicado. Os resultados indicaram que a atividade apresentou potencial para promover a problematização. Para isso, contudo, é necessário que o professor planeje situações que provoquem questionamentos, estimulem a elaboração de hipóteses, promovam a investigação e favoreçam a construção de explicações pelos estudantes. Assim, a estratégia pode ser incorporada a uma AEP de maneira significativa quando articulada a uma situação-problema e a questões que conduzam à reflexão sobre o fenômeno observado. Para os bolsistas do PIBID, a experiência contribuiu para a formação docente inicial, possibilitando a participação no planejamento, na organização dos materiais, na mediação da atividade e na análise das respostas dos estudantes. Conclui-se que o teste de chama se mostrou uma estratégia didática pertinente para abordar o modelo atômico de Bohr, favorecendo a articulação entre teoria e prática e possibilitando relacionar a emissão de luz aos níveis de energia dos elétrons. Entretanto, os resultados reforçam que a efetividade de uma AEP depende do planejamento e da mediação docente. Portanto, mais importante do que a escolha isolada de determinada estratégia é a maneira como ela é integrada à proposta pedagógica, de modo a promover questionamentos, investigação e construção de conhecimentos. A experiência também evidenciou a contribuição do PIBID para a aproximação entre universidade e escola, fortalecendo a formação inicial dos licenciandos e proporcionando reflexões sobre práticas de ensino de Química mais participativas, contextualizadas e investigativas.Downloads
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Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Atividade Experimental Problematizada (aep) Teste de Chama Como Estratégia Didática: Uma Experiência no Pibid. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/122445. Acesso em: 29 out. 2026.