Recomposição em Matemática: Uma Experiência do PIBID no Ensino Fundamental
Palavras-chave:
Educação, Matemática, CAEd, Resolução, problemasResumo
Este trabalho apresenta uma experiência de recomposição das aprendizagens em Matemática, desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), Subprojeto Matemática Campus Bagé, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Téo Vaz Obino, em Bagé/RS. A experiência foi realizada com 15 estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental, a partir de atividades de revisão e resolução de questões de avaliações anteriores do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd). O objetivo foi analisar as contribuições das intervenções pedagógicas para a identificação das dificuldades de aprendizagem e para a evolução do desempenho dos estudantes, com ênfase na leitura, interpretação de enunciados e resolução de problemas. As atividades foram desenvolvidas ao longo de um mês, uma vez por semana no turno vespertino, na biblioteca da escola, espaço adaptado com a organização de cadeiras em duplas e utilização de televisão para projeção dos slides. As tarefas foram elaboradas a partir de itens das provas dos anos anteriores do CAEd, referentes às Provas de Avaliação de Aprendizagem do Ciclo II, abrangendo os eixos de números e operações, frações, geometria, grandezas e medidas, proporcionalidade, probabilidade e análise de dados (tabelas e gráficos). Para cada situação-problema, estipulou-se o tempo de três minutos para leitura, discussão em dupla e resolução. Ao término do tempo, a resposta correta era exibida para conferência dos acertos e erros, seguida da identificação das causas das dificuldades. As questões com maior índice de erro eram resolvidas no quadro, com explicação detalhada dos conceitos mobilizados. Caso as dúvidas fossem recorrentes, outro bolsista apresentava estratégias e alternativas de resolução, diversificando as linguagens pedagógicas. A partir das observações realizadas durante as quatro atividades e da análise dos erros apresentados pelos estudantes, constatou-se que a principal fragilidade residia na leitura analítica dos enunciados e na seleção das estratégias adequadas para cada problema. A partir desse diagnóstico, os bolsistas estruturaram intervenções direcionadas para contribuir para a superação dessas dificuldades. Os resultados positivos dessa abordagem pedagógica ficaram evidentes na comparação entre os diagnósticos oficiais: enquanto na Avaliação Contínua da Aprendizagem nos Anos Finais - Ciclo I/2026 apenas 2 estudantes alcançaram a média, na Avaliação Contínua da Aprendizagem nos Anos Finais - Ciclo II/2026 o número de estudantes com desempenho satisfatório subiu para 10. Esse ganho substancial evidencia uma evolução no desempenho dos estudantes após as ações de recomposição realizadas. Para analisar a evolução das aprendizagens, realizou-se uma comparação do desempenho dos 15 estudantes participantes entre o Ciclo I e o Ciclo II da Avaliação Contínua da Aprendizagem nos Anos Finais (2026). É fundamental destacar que ambas as avaliações foram conduzidas como instrumentos distintos, sendo que, em nenhuma das etapas, houve qualquer auxílio ou intervenção dos bolsistas durante a realização das provas. No Ciclo I, realizado sem qualquer intervenção prévia do PIBID, a média da turma foi de 40,27 pontos, com apenas 2 estudantes atingindo a média. Após um mês de ações de recomposição conduzidas pelos bolsistas, os resultados no Ciclo II elevaram-se para uma média de 57,07 pontos. Esse avanço representa um incremento de 16,80 pontos no desempenho médio, além de uma evolução expressiva no número de estudantes com rendimento satisfatório, que passou de 2 para 10 alunos. A experiência evidenciou a importância de compreender a avaliação como instrumento diagnóstico, capaz de auxiliar na identificação de aprendizagens ainda não consolidadas e no planejamento de ações de recomposição. Também mostrou que o ensino de Matemática precisa contemplar, além da apropriação dos conteúdos, o desenvolvimento da leitura, interpretação, seleção de informações e elaboração de estratégias para a resolução de problemas. A vivência no cotidiano escolar contribuiu diretamente para a formação docente dos pibidianos ao aproximar o conhecimento acadêmico da realidade do ensino de Matemática. A aprendizagem dos bolsistas desenvolveu-se de forma prática e reflexiva durante a análise dos diagnósticos, a elaboração dos gabaritos, o mapeamento das fragilidades dos estudantes e o posterior planejamento de intervenções apoiadas em diferentes linguagens pedagógicas. Assim, a atuação no projeto demonstrou o valor do PIBID não apenas na recomposição de aprendizagens da educação básica, mas também no fortalecimento da formação inicial de professores.Downloads
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Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Recomposição em Matemática: Uma Experiência do PIBID no Ensino Fundamental. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/122426. Acesso em: 22 out. 2026.