Atividade Prática do Pibid Sobre Propriedades Organolépticas: Uma Abordagem Sensorial com Estudantes do Curso Normal
Palavras-chave:
Propriedades, organolépticas, Experimentação, Ensino, CiênciasResumo
As propriedades organolépticas correspondem às características da matéria que podem ser percebidas pelos sentidos humanos, sendo fundamentais para a identificação e diferenciação de substâncias e materiais presentes no cotidiano. O estudo desse conteúdo favorece a compreensão da relação entre os estímulos sensoriais e a percepção das características físicas da matéria, tornando-se relevante para o ensino de Ciências. Nesse contexto, por meio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), foi desenvolvida uma atividade no Clube de Ciências com alunos do 1º ano do Curso Normal, buscando ampliar os conhecimentos científicos a partir de situações práticas relacionadas ao cotidiano. A proposta teve como objetivo promover a compreensão das propriedades organolépticas por meio de uma metodologia ativa, articulando conhecimentos teóricos e experimentação. Inicialmente, foi realizada uma aula expositiva dialogada, com auxílio de slides, abordando os cinco sentidos do corpo humano: visão, audição, olfato, tato e paladar, relacionando-os à percepção das propriedades dos materiais. Durante a abordagem teórica, foram utilizados questionamentos e exemplos do cotidiano para estimular a participação dos estudantes e aproximar o conteúdo de suas experiências. Na etapa prática, os alunos foram organizados em pequenos grupos, favorecendo a interação, a colaboração e a troca de conhecimentos. Embora a aula teórica contemplasse os cinco sentidos, as atividades práticas foram direcionadas à audição, ao tato e ao olfato. Na atividade de audição, diferentes recipientes fechados contendo materiais distintos foram agitados para que os estudantes identificassem seus conteúdos somente pelo som produzido. No tato, foi utilizada uma caixa sensorial contendo diferentes objetos, que deveriam ser reconhecidos exclusivamente pelo toque, sem contato visual. Na atividade de olfato, um integrante de cada grupo teve os olhos vendados e recebeu diferentes líquidos, buscando identificar as substâncias por meio dos aromas percebidos. Durante as atividades, os estudantes foram incentivados a formular hipóteses, comparar percepções, discutir possibilidades e chegar coletivamente às respostas. Ao final, foi aplicado um questionário aos grupos, com questões relacionadas às experiências realizadas, às dificuldades encontradas, aos sentidos utilizados e às percepções dos estudantes sobre a atividade. Os resultados obtidos a partir dos questionários respondidos pelos quatro grupos demonstraram uma boa percepção dos estudantes em relação às propriedades organolépticas trabalhadas. No tato, 100% dos grupos relataram facilidade para identificar os objetos pelo toque, sendo a característica macio a mais recorrente, mencionada por 75% dos grupos. Na atividade de audição, todos os grupos perceberam diferenças entre os sons e afirmaram conseguir reconhecer pelo menos um deles, com destaque para a chuva, identificada como um dos sons mais fáceis de reconhecer. Em relação ao olfato, 75% dos grupos classificaram os odores como agradáveis e desagradáveis, enquanto todos relataram ter conseguido identificar alguma substância ou produto pelo cheiro. Entre os odores citados, destacaram-se álcool, perfume, amaciante, sabão líquido e desinfetante, sendo o álcool frequentemente apontado como um dos cheiros mais marcantes devido à sua intensidade. As respostas também demonstraram que os estudantes conseguiram relacionar as características percebidas durante a prática com materiais e situações presentes em seu cotidiano. A dinâmica favoreceu a participação ativa, a curiosidade, a observação, a percepção sensorial, a comunicação e a cooperação entre os grupos, além de possibilitar a comparação entre diferentes hipóteses e percepções. A articulação entre a aula teórica, a experimentação e a avaliação por meio do questionário contribuiu para aproximar os conceitos científicos das experiências dos estudantes, tornando o conteúdo mais compreensível e significativo. Conclui-se que a utilização de uma metodologia ativa, associada à experimentação e à discussão coletiva, contribuiu para o ensino das propriedades organolépticas de forma mais participativa e contextualizada. A atividade possibilitou aos estudantes explorar diferentes sentidos, desenvolver habilidades de observação e investigação, bem como compreender, na prática, como as características dos materiais podem ser identificadas e diferenciadas por meio dos sentidos humanos.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Downloads
Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Atividade Prática do Pibid Sobre Propriedades Organolépticas: Uma Abordagem Sensorial com Estudantes do Curso Normal. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/122393. Acesso em: 23 out. 2026.