Modelo Didático do Corpo Humano Como Estratégia para o Ensino de Ciências no Ensino Fundamental
Palavras-chave:
Aprendizagem, ativa, Recurso, pedagógico, PIBIDResumo
Compreender a organização e as funções do corpo humano exige estratégias pedagógicas que superem a mera memorização. Desse modo, a utilização de modelos didáticos no Ensino de Ciências é importante, pois possibilita aproximar os estudantes de conteúdos abstratos por meio de recursos manipuláveis por eles próprios, estimulando uma aprendizagem mais prática e participativa. Partindo dessa premissa, apresenta-se o relato de uma prática pedagógica que teve como objetivo conhecer, identificar e localizar os órgãos do corpo humano, relacionando-os às suas respectivas funções. Metodologicamente, a prática foi desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) com uma turma do 8º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Argeny de Oliveira Jardim, em Dom Pedrito/RS, contando com a participação de dez estudantes. A prática foi realizada em três horas/aula e utilizou um modelo confeccionado pela bolsista, utilizando folhas de ofício com a silhueta do corpo humano impressa e dividida em partes coladas. Os órgãos foram impressos separadamente, recortados e receberam velcro para que pudessem ser retirados e posicionados no modelo. Também foram elaboradas fichas com informações sobre os órgãos, envolvendo conhecimentos de Biologia, Química e Física, além de fichas com perguntas para serem utilizadas durante a aula. No início da atividade, a turma foi dividida em três grupos, sendo dois trios e um quarteto. Os grupos receberam fichas com as informações dos órgãos e tiveram um momento para ler e estudar o material. Na sequência, cada estudante recebeu uma folha com informações complementares sobre as funções dos órgãos que estavam presentes no modelo. Em seguida, os grupos foram chamados, um por vez, para montar o corpo humano, colocando os órgãos nos locais que consideravam corretos. Conforme a montagem era realizada, a quantidade de órgãos acertados por cada grupo era registrada na tela interativa. Esse momento permitiu observar quais órgãos eram identificados com mais facilidade e quais geravam dúvidas entre os estudantes. Depois que todos participaram da montagem, os grupos retornaram às suas classes para realizar uma atividade avaliativa. A avaliação utilizou novamente o modelo do corpo humano e solicitou que os estudantes enumerassem os órgãos de acordo com sua localização. Além disso, continha dez questões de múltipla escolha sobre os órgãos e conteúdos estudados. As informações necessárias para responder às questões estavam presentes nas fichas que haviam sido estudadas pelos estudantes no início da aula. Após a realização da avaliação, foram feitas perguntas aos grupos, nas quais o primeiro a apresentar as respostas corretas recebeu a pontuação correspondente. Essa etapa trouxe um caráter mais dinâmico para retomar os conteúdos e fez com que os estudantes voltassem a consultar mentalmente as informações que haviam estudado. Em seguida, foi realizada a correção das avaliações com a participação da turma, sendo as pontuações registradas na tela interativa e posteriormente atribuídas as notas. Por fim, como forma de conhecer a opinião da turma sobre a prática, os estudantes preencheram uma ficha na qual registraram o que haviam aprendido, o que mais gostaram e o que poderia ser melhorado. Como resultados, durante a prática foi possível perceber um maior envolvimento dos estudantes nos momentos em que precisavam participar diretamente da montagem do modelo e nas perguntas realizadas entre os grupos. O trabalho em equipe esteve presente principalmente na escolha do local dos órgãos, pois os estudantes precisavam conversar entre si antes de realizar a colocação das peças. Também foram observadas algumas dificuldades na identificação e localização de determinados órgãos, que puderam ser retomadas durante a correção das atividades. Nas questões avaliativas, não tiveram grandes dificuldades, pois contaram com o apoio das informações das fichas, permitindo observar a relação entre o conteúdo apresentado e as respostas dadas. A partir da atividade, foi possível perceber que o modelo serviu como um recurso alternativo para trabalhar um conteúdo que muitas vezes costuma ser abordado apenas por meio de textos e imagens. A possibilidade de retirar, posicionar e corrigir a localização dos órgãos permitiu que os estudantes participassem diretamente da construção do modelo. Como considerações finais, a prática mostrou que materiais simples, como folhas de ofício, impressões e velcro, podem ser utilizados na elaboração de recursos didáticos para tornar a aula mais interativa. A combinação entre as fichas de estudo, a montagem do corpo humano e a avaliação por meio de perguntas possibilitou retomar o mesmo conteúdo em diferentes momentos. Para futuras aplicações, o modelo pode ser ampliado e adaptado de acordo com as dificuldades apresentadas pelos estudantes e com os conteúdos que serão trabalhados em sala de aula.Downloads
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Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Modelo Didático do Corpo Humano Como Estratégia para o Ensino de Ciências no Ensino Fundamental. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/122389. Acesso em: 4 nov. 2026.