Desempenho do Modelo WRF em Simulações de Radiação Solar

Autores

  • Guilherme Viana
  • Bruna Luize Dias
  • João Lucas Soares dos Santos
  • Rafael Maroneze
  • Thiago Ferreira Gomes

Palavras-chave:

Modelos, Numéricos, INMET, RMSE

Resumo

O presente estudo buscou avaliar o desempenho do Modelo Numérico WRF (Weather Research and Forecasting Model) na simulação da radiação solar para os municípios de Alegrete, Quaraí e Uruguaiana, que estão localizados na região oeste do Rio Grande do Sul. O objetivo principal da pesquisa foi analisar o ciclo diário da radiação solar durante os meses de dezembro de 2023 e janeiro de 2024, comparando os dados observacionais captados de estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). A escolha dessas cidades não foi aleatória, elas representam uma área com grande potencial para a geração de energia solar, mas que carece de estudos detalhados sobre o comportamento da radiação nessa escala local. Para a realização da simulação, foi empregado um domínio único com resolução horizontal de 10 km, cobrindo uma grade de 26 x 26 pontos. Essa configuração foi escolhida para garantir uma representação mais detalhada e uma maior proximidade com as estações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que forneceram os dados de análise. A alta resolução, embora exija maior poder computacional, é crucial para capturar fenômenos de mesoescala que influenciam a radiação, como a formação e movimentação de nuvens, que podem ter um impacto significativo na quantidade de energia solar que atinge a superfície. A avaliação do desempenho do modelo se baseou na comparação entre a saída de radiação de onda curta do WRF e os dados observacionais. A métrica de erro utilizada foi a Raiz do Erro Quadrático Médio (RMSE), um indicador amplamente empregado em meteorologia para quantificar a diferença entre valores simulados e observados. O RMSE penaliza erros maiores de forma mais significativa, o que o torna uma ferramenta robusta para avaliar a precisão do modelo. Os resultados da simulação revelaram que o modelo gerado a partir do WRF, em geral, conseguiu capturar o padrão diário da radiação solar em todas as localidades. O modelo representou de forma satisfatória o aumento da radiação pela manhã, o pico ao meio-dia e a diminuição gradual no período da tarde, um comportamento que é esperado em condições de céu limpo. No entanto, foram identificadas inconsistências significativas nos dias com precipitação e maior cobertura de nuvens. Nesses cenários, o modelo tende a superestimar a radiação, indicando uma dificuldade em representar com precisão a atenuação da radiação pela cobertura de nuvens. Essas limitações podem estar comparadas com às parametrizações físicas do modelo, que são simplificações de processos complexos, como a interação da radiação com as partículas constituentes na atmosfera até o contato com a superfície. Com a análise voltada para o erro quadrático médio, pode-se evidenciar uma performance superior da simulação entre os meses de janeiro em comparação com dezembro, representada pelo modelo em comparação com as outras cidades. Por outro lado, foi visto que o município de Uruguaiana apresentou um maior erro em torno dos parâmetros que foram calculados estatisticamente. Apesar das limitações, o estudo concluiu que o modelo WRF conseguiu produzir bons resultados para a simulação do ciclo diário de radiação solar, podendo servir como uma base sólida para futuras análises e aplicações, como o planejamento de sistemas de energia solar e a previsão de sua geração. No entanto, é fundamental que as parametrizações físicas do modelo sejam ajustadas, especialmente aquelas relacionadas à representação de nuvens e precipitação, para que no futuro os resultados sejam ainda melhores.

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Publicado

2025-10-26

Como Citar

Desempenho do Modelo WRF em Simulações de Radiação Solar. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/121400. Acesso em: 13 maio. 2026.