Influência da Prática de Atividade Física para a Qualidade de Vida das Trabalhadoras do SUS
Palavras-chave:
saúde, exercícios, bem, estarResumo
O ser humano é biopsicossocial, sendo assim deve-se ressaltar a importância de conhecimentos na área da saúde mental e qualidade de vida. A atividade física é uma forma de lazer e de restaurar a saúde dos efeitos nocivos que a rotina estressante do trabalho e estudo podem trazer, a mesma é capaz de promover diversos benefícios ao praticante, desde físicos à emocionais. Segundo o Ministério da Saúde (2021) a prática da atividade física auxilia no controle do peso; diminuição da chance de desenvolvimento de alguns tipos de cânceres e de algumas doenças crônicas, como diabetes, pressão alta e doenças cardíacas, além de proporcionar a melhora da disposição e a promover interação social. Com a rotina estressante é fundamental que os profissionais da área da saúde tenham tempo para se cuidar, respeitando os seus limites e buscando estratégias que se encaixem no dia a dia. Infelizmente, sabe-se que o cenário atual não é o ideal, entre os profissionais de saúde, já que muitas vezes se encontram muito sobrecarregados para inserir a atividade física na rotina. Tendo em vista tal problemática, este trabalho tem como objetivo apontar dados estatísticos, por meio de um projeto de pesquisa, sobre a prática de atividade física entre as trabalhadoras do SUS, que atuam nos serviços de Atenção Básica, no município de Uruguaiana-RS, além de salientar a importância da prática no cotidiano dessas profissionais. Esse projeto de pesquisa está vinculado ao Projeto PET-Saúde: Equidade, intitulado Interseccionalidade e Equidade no Trabalho do SUS: Questões de Gênero, Saúde Mental e Contexto Sociocultural. Trata-se de um estudo observacional transversal, com dados epidemiológicos com uma abordagem quantitativa analítica. Para a realização desta pesquisa foi aplicado um questionário anônimo dentro dos serviços de Atenção Básica do município de Uruguaiana/RS, no qual foram incluídas trabalhadoras mulheres de todas as faixas etárias, com qualquer nível de formação, desde que atuassem nos serviços públicos municipais de saúde. Anteriormente à aplicação do questionário foi aplicado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido TCLE (CAAE 81652024.0.0000.5323). O estudo foi finalizado com a participação de 347 mulheres que atuam na Atenção Básica, apresentando idade média de 41,95 anos. Entre elas, 57,3% relataram manter uma rotina de prática regular de atividades físicas. Ademais quanto à frequência semanal, 32,9% realizam exercícios de duas a três vezes, enquanto apenas 15,3% se exercitam de quatro a cinco vezes. Apenas 2,6% das participantes afirmaram praticar regularmente todos os dias. Sobre o cumprimento da recomendação mínima de 300 minutos semanais de atividade física, apenas 30% atenderam a esse critério. Com base nos dados apresentados, é notório a prevalência de mulheres que mantêm uma rotina regular de atividades físicas, todavia quando questionado quanto a frequência dessas atividades uma porcentagem bem pequena afirma praticar regularmente todos os dias. Importante levar em consideração o trabalho dessas mulheres e o ambiente em que estão inseridas, por vezes o trabalho é exaustivo a ponto de não conseguirem sair para praticar os exercícios. Essa porcentagem é de extrema relevância para o projeto em que foi realizada a pesquisa, pois o mesmo tem como objetivo criar alternativas e atividades que essas mulheres possam realizar no ambiente de trabalho e que possam reproduzir sempre que puderem, seja no intervalo do trabalho ou em casa. Conclui-se que a prática de atividade física é fundamental para a saúde mental e física dos profissionais da saúde e deve-se criar estratégias que se adequem à realidade profissional de quem trabalha nos serviços de saúde.Downloads
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Publicado
2025-10-26
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Influência da Prática de Atividade Física para a Qualidade de Vida das Trabalhadoras do SUS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/121344. Acesso em: 18 jun. 2026.