Clube de Xadrez Universitário Como Estratégia de Ação Social na Comunidade Acadêmica e Externa

Autores

  • Allyson Campos Nunes
  • Rolando Larico Mamani

Palavras-chave:

Xadrez, Habilidade, cognitiva, Unipampa, Raciocínio, lógico, Socialização

Resumo

O jogo de xadrez é reconhecido mundialmente como uma prática que estimula o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais, configurando-se como uma ferramenta pedagógica e cultural de grande relevância. Mais do que um simples jogo, o xadrez exige raciocínio lógico, planejamento estratégico, antecipação de cenários e tomada de decisões rápidas, características que dialogam diretamente com a formação acadêmica em diferentes áreas do conhecimento. Paralelamente, também desenvolve competências não cognitivas, como autocontrole, disciplina, perseverança, motivação, organização pessoal e a capacidade de lidar com vitórias e derrotas de forma equilibrada. Tais competências são atualmente reconhecidas como essenciais para a formação integral do estudante, sendo tão importantes quanto o domínio dos conteúdos tradicionais das ciências exatas, humanas e biológicas. Foi nesse cenário que surgiu o Clube de Xadrez Universitário da UNIPAMPA Campus Itaqui, como uma ação extensionista, destinada a integrar a comunidade acadêmica e local em torno de um espaço de lazer, socialização e aprendizado. O clube passou a se reunir regularmente todas as quintas-feiras, às 17h20, no espaço do campus, reunindo discentes de diferentes cursos, além de moradores da cidade interessados em aprender ou aprimorar-se no jogo. A constância dos encontros consolidou um ambiente estável e acolhedor, tornando o projeto uma referência para aqueles que buscavam no xadrez não apenas entretenimento, mas também oportunidades de crescimento intelectual e social. Os objetivos do projeto foram amplos e estratégicos. Entre eles, destacam-se: oferecer um espaço de lazer e socialização dentro da universidade; difundir a prática do xadrez entre os cursos do campus por meio de oficinas, torneios e atividades abertas; aproximar a comunidade acadêmica da população local, fortalecendo os laços institucionais; estimular o protagonismo discente por meio da participação de bolsistas e colaboradores em ações extensionistas; fomentar o uso do xadrez como instrumento pedagógico em escolas e centros socioeducativos de Itaqui. A metodologia do projeto buscou contemplar tanto iniciantes quanto jogadores mais experientes. Por meio de encontros semanais, o discente bolsista, juntamente com colaboradores voluntários, ministrou oficinas introdutórias voltadas ao ensino dos movimentos básicos das peças, à explicação de regras fundamentais, noções de aberturas e à apresentação de estratégias elementares. Paralelamente, foram realizadas partidas amistosas e torneios internos. O caráter didático foi aliado ao lúdico, permitindo que cada encontro fosse ao mesmo tempo instrutivo e recreativo. Outro aspecto inovador foi a disponibilização de tabuleiros no hall de entrada do campus, acessíveis nos intervalos das aulas. Além disso, a extensão da proposta para além da universidade representou um dos grandes diferenciais do projeto: cinco acadêmicos participaram de ações em escolas públicas de Itaqui. Os resultados alcançados ao longo do período foram bastante significativos. Registrou-se uma média de nove participantes por encontro semanal, número que revela a adesão constante e o interesse contínuo pela prática. Houve também a constatação de que os tabuleiros disponibilizados no hall eram frequentemente utilizados fora do horário regular, evidenciando o envolvimento espontâneo dos estudantes. Outro avanço relevante foi a atuação efetiva de cinco acadêmicos como colaboradores extensionistas em escolas locais, promovendo oficinas e fortalecendo o vínculo entre universidade e comunidade. Em uma parceria com a Secretaria de Educação do Município, o projeto promoveu a etapa municipal do torneio de xadrez dos JERGS (Jogos Escolares do Rio Grande do Sul) de 2025. A comissão organizadora foi composta por seis discentes, três docentes e uma técnica administrativa. O evento reuniu 35 alunos competidores nas categorias mirim, infantil e juvenil. Essa experiência contribuiu para consolidar a imagem da UNIPAMPA como espaço de referência para a prática do xadrez na cidade, além de ampliar a visibilidade do clube e valorizar a atuação dos estudantes envolvidos. No que diz respeito às perspectivas futuras, destaca-se a organização do 10º Torneio Aberto do Clube de Xadrez, no segundo semestre de 2025. A tradição do torneio, que se consolidou como uma atividade cultural e esportiva aguardada no calendário do campus, reafirma o potencial do projeto como instrumento de integração e fortalecimento dos laços comunitários. Conclui-se que o Clube de Xadrez Universitário da UNIPAMPA Campus Itaqui consolidou-se como uma iniciativa exemplar de integração entre ensino, extensão e comunidade. Ao oferecer encontros semanais às quintas-feiras, às 17h20, o clube proporcionou momentos de lazer, socialização e desenvolvimento cognitivo, além de estimular o protagonismo estudantil e promover a inserção da universidade no contexto social de Itaqui.

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Publicado

2025-10-26

Como Citar

Clube de Xadrez Universitário Como Estratégia de Ação Social na Comunidade Acadêmica e Externa. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/121182. Acesso em: 16 abr. 2026.