O Que o Projeto Fomento

Autores

  • Joao Vitor Rodrigues de Borba
  • Maria Eduarda Gomes de Castro
  • Emily da Silva Santos
  • Nádia Rosana Fernades Oliveira
  • Alessandro Carvalho Bica
  • Vinicius Dalbianco

Palavras-chave:

Políticas, públicas, agricultura, familiar, desenvolvimento, rural, extensão

Resumo

Ao longo dos últimos anos, o estado do Rio Grande do Sul tem sido afetado por eventos climáticos extremos, como estiagens prolongadas, enchentes e tempestades, que têm gerado sérios desafios para a agricultura familiar camponesa. Esses fenômenos impactam diretamente a vida das famílias agricultoras, que dependem da estabilidade ambiental para produzir e sobreviver. Em áreas rurais isoladas e com pouca infraestrutura, muitas comunidades têm visto sua produtividade e a diversidade de alimentos reduzirem drasticamente. Essa realidade amplia a pobreza rural e evidencia a urgência de políticas públicas que incentivem a produção sustentável e promovam a inclusão social. Nesse contexto, o Programa Fomento às Atividades Produtivas Rurais é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e parceria da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), formalizado a partir do Termo de Execução Descentralizada (TED) n° 22/2023. O Programa foi criado para apoiar famílias rurais em situação de extrema pobreza, promovendo melhoria na produção, na renda e na qualidade de vida. Um dos principais diferenciais é a concessão de recursos financeiros não reembolsáveis, onde as famílias recebem 4600 reais, divididas em duas parcelas, dessa forma permitindo às famílias implantar ou fortalecer projetos produtivos adequados à sua realidade. Além disso, há acompanhamento técnico por profissionais capacitados, que orientam sobre boas práticas de cultivo, manejo sustentável e comercialização. O objetivo é gerar renda estável, ampliar a segurança alimentar e incentivar práticas que respeitem o meio ambiente e valorizem os conhecimentos tradicionais das comunidades. O Programa vai além da simples transferência de recursos: fortalece a autonomia das famílias, estimula a organização comunitária e contribui para o desenvolvimento local sustentável. No Rio Grande do Sul, a execução conta também com o apoio do Instituto Cultural Padre Josimo (ICPJ), entidade com atuação histórica na defesa da agricultura familiar. Essa parceria amplia o alcance das ações e garante maior eficiência na aplicação das políticas. Atualmente, são atendidas 986 famílias, divididas em duas etapas: 400 na primeira (2023 a 2025) e 586 na segunda (a partir de 2025). Cada grupo participa de um processo que inclui diagnóstico socioeconômico, planejamento participativo e execução de ações adaptadas às particularidades de cada território. Esse modelo reconhece que não existe solução única e que cada comunidade tem necessidades específicas. Outra frente importante é a produção de materiais educativos, como cartilhas, folders, vídeos e documentários. Esses registros divulgam boas práticas, dão visibilidade às experiências das famílias e possibilitam a replicação dos resultados em outras regiões. Dessa forma, o impacto do Programa vai além dos beneficiados diretos, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais abrangentes. Assim, o Programa Fomento às Atividades Produtivas Rurais consolida-se como uma estratégia essencial de combate à pobreza rural, promoção da sustentabilidade e fortalecimento da agricultura familiar no Brasil. Sua atuação integra poder público, universidade e organizações sociais, demonstrando que é possível enfrentar os desafios climáticos e sociais de forma coletiva. Mais do que aumentar a renda, o Programa promove cidadania, justiça social e um modelo de desenvolvimento que valoriza o campo e as pessoas que nele vivem e produzem.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2025-10-26

Como Citar

O Que o Projeto Fomento. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/121176. Acesso em: 16 abr. 2026.