Ação Salve: Impactos no Ambiente Acadêmico e na Comunidade

Autores

  • Beatriz Gomes Vale Tencaten
  • Igor Rafael Monteiro da Silva
  • Paula Garcia Dos Santos
  • Karoline Pereira Goulart
  • Franck Maciel Peçanha

Palavras-chave:

Parada, Cardiorrespiratória, PCR, Ressuscitação, Cardiopulmonar, RCP

Resumo

A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma das principais causas de morte no mundo, resultante de diversos fatores, incluindo doenças cardiovasculares, respiratórias e metabólicas (GUIMARÃES et al.,2021). A sobrevida é baixa, variando de 4% a 10%, e é ainda menor em ambientes extra hospitalares, onde a detecção tardia e a menor disponibilidade de atendimento imediato contribuem para o prognóstico desfavorável. Estudos epidemiológicos indicam que a maioria das PCR ocorre fora do hospital, principalmente em domicílios e locais públicos, e que a Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) precoce, realizada por leigos ou profissionais, é um fator essencial para aumentar a sobrevida e reduzir sequelas neurológicas. Disponibilizar informação, treinar e capacitar a população e profissionais de saúde na realização da RCP representa uma estratégia fundamental para melhorar os desfechos clínicos, especialmente em contextos extra-hospitalares. Assim, o PET Conexões Fisioterapia criou o projeto de extensão intitulado SALVE com o intuito de capacitar profissionais de saúde e população leiga na realização de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP). O presente estudo é sobre uma das ações do PET Conexões Fisioterapia, tendo como objetivo comparar o conhecimento dos participantes sobre a manobra de Ressuscitação Cardiopulmonar antes e depois da realização do curso, além de gerar conhecimento e usar como estratégia para diminuir as taxas de mortalidade por PCR, principalmente no ambiente extra hospitalar. O curso inicia-se com a apresentação do conteúdo, baseado na Diretriz de ressuscitação cardiopulmonar da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), estruturada em cinco passos: 1) Verificação da segurança do local; 2) Responsividade da vítima; 3) Checagem de pulso e ventilação; 4) Chamar o SAMU e 5) Manobras de compressão torácica. O treinamento prático é realizado sobre em manequins de simulação, no qual os participantes aprendem o posicionamento correto das mãos, braços e pernas, assim como a execução adequada das compressões, auxiliados por música ritmada, utilizada para facilitar o aprendizado e manter a frequência correta das compressões. Posteriormente, os participantes são submetidos a, aplicar a sequência que foi ensinada e repetir a manobra diversas vezes até que a execução correta seja consolidada. A duração do curso varia dependendo da quantidade de participantes inscritos, sendo geralmente turmas com 15 pessoas. Ao final, é aplicado um questionário contendo perguntas com o objetivo de avaliar o aprendizado adquirido e a evolução do conhecimento. Os resultados obtidos são de dois cursos realizados no ano de 2025 em Uruguaiana, totalizando 43 respostas, um deles realizado na Universidade Federal do Pampa, para os calouros de Medicina e Fisioterapia, e o outro em ambiente externo à universidade para os servidores da Receita Federal da cidade. Seguindo a sequência das perguntas, a primeira, que investigava a clareza da apresentação do conteúdo ministrado, observou-se que 40 (93,0%), considerou o conteúdo muito claro, enquanto 3 (7,0%) o avaliaram como claro. Na segunda pergunta, que buscava verificar a autopercepção dos participantes quanto à capacidade de identificar uma pessoa em parada cardiorrespiratória após o curso, obteve-se um total de 16 respostas. Destas, 12 (75,0%) relataram sentir-se capazes e 4 (25,0%) declararam-se muito capacitados. Na terceira questão, referente à percepção de capacidade para realizar a manobra de ressuscitação em uma situação real, 31 (72,1%) respondentes afirmaram sentir-se capazes, enquanto 13 (27,9%) indicaram sentir-se muito capacitados. No que se refere ao nível de satisfação geral com o curso, constatou-se que 32 participantes (74,4%) declararam estar muito satisfeitos e 11 (25,6%) relataram estar satisfeitos. Portanto, é possível observar o impacto positivo da ação, seja ela dentro ou fora da Universidade, cumprindo com o objetivo de gerar conhecimento e tentar usá-lo como estratégia para diminuir a detecção tardia e a menor disponibilidade de atendimento imediato, e consequentemente as taxas de mortalidade por PCR.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2025-10-26

Como Citar

Ação Salve: Impactos no Ambiente Acadêmico e na Comunidade. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/121143. Acesso em: 16 abr. 2026.