Perfil de atletas amadoras de Beach Tennis: Impacto de uma ação extensionista durante um torneio

Autores

  • Matheus Silva
  • Luiz Bonilla
  • João Acosta
  • Guilherme Guedes
  • Liane Vargas
  • Mohammad Mustafa

Palavras-chave:

Beach, Tennis, Lesão, TENS

Resumo

O Beach Tennis (BT) é uma modalidade esportiva que combina elementos do tênis e do vôlei de praia, apresentando crescimento exponencial no Brasil. De acordo com a International Tennis Federation, o país fica apenas atrás da Itália, considerada o berço da modalidade. Com a expansão do esporte, observou-se um aumento na incidência de lesões, principalmente entorses, tendinites e dor lombar. Essa ocorrência está associada à prática frequente de movimentos repetitivos, muitas vezes sem preparação adequada da musculatura antes do jogo. Diante disso, a fisioterapia torna-se essencial na prevenção e reabilitação dos praticantes, garantindo o bem-estar por meio de métodos de recuperação, tais como a eletroterapia e técnicas manuais. O presente estudo teve como objetivo caracterizar o perfil de atletas amadoras de BT, bem como avaliar o impacto de intervenções fisioterapêuticas no alívio da dor durante um torneio de BT. Trata-se de uma ação extensionista, na qual graduandos de fisioterapia, integrantes do Grupo de Estudos e Pesquisa em Eletrotermofoterapia (GEPEletro) da Unipampa, realizaram atendimentos fisioterapêuticos durante um torneio amador de BT em Uruguaiana/RS. A ação contou com três momentos: (i) Identificação das queixas musculoesqueléticas das participantes, por meio de um formulário eletrônico, o qual continha perguntas como idade, hábitos físicos, queixa principal e intensidade de dor (avaliada pela escala visual analógica da dor - EVA); (ii) Atendimento fisioterapêutico individualizado de acordo com a queixa principal relatada, onde foram utilizados recursos físicos como eletroestimulação, fotobiomodulação, ultrassom e técnicas manuais, buscando alívio imediato dos sintomas e (iii) Avaliação da satisfação dos atendimentos recebidos, por meio de um formulário online encaminhado às participantes. Durante os atendimentos Os dados sobre a caracterização da amostra foram analisados de forma descritiva (frequência absoluta, relativa, média e desvio padrão). Para os valores atribuídos na EVA para a percepção de dor, utilizou-se o software GraphPad Prism 8.0, aplicando teste t pareado para comparar os valores antes e após a intervenção, adotando nível de significância de p < 0,05. Participaram desta ação 15 indivíduos com média de idade de 31,67 ± 8,24 anos. 93,3% da amostra foi constituída por mulheres (14/15), e a média do Índice de Massa Corporal (IMC) foi de 22,8 kg/m². Todos relataram realizar a prática regular de atividade física, com frequência predominante entre 35 vezes/semana (46%), seguida de prática diária/quase diária (31%) e 2 vezes/semana (15%). As modalidades mais citadas foram academia (66,7%) e BT (66,7%); enquanto pilates, corrida, padel e dança apareceram em 6,7% cada. As principais queixas concentraram-se em ombro/cíngulo escapular (46%) e lombar (38%), seguidas de cotovelo (13,3%), tríceps (6,7%), panturrilha (6,7%) e quadril (6,7%). A EVA média antes da intervenção foi de 4,8, reduzindo para 1,5 após o atendimento, com redução média de 3,37 pontos (p = 0,0156). Quanto às lesões e situações clínicas registradas, 20% foram classificadas como trigger points e 13,3% como lesões em tecidos moles. Também foram observadas dor lombar (20%), dor pós-lesão curada (6,7%), incômodo nas costas (6,7%) e dor localizada em quadril (6,7%). Em todos os atendimentos utilizou-se a estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) associada, conforme o caso, à liberação miofascial/palpação de trigger point (23%), técnicas manuais/RTM (15%), laser (8%) e mobilização articular (8%). Por fim, 74% dos participantes responderam o questionário final, atribuindo 10 para a satisfação com os atendimentos e 100% consideraram necessária esse tipo de ação. Os resultados obtidos evidenciam que a intervenção fisioterapêutica teve impacto positivo na queixa de dor dos praticantes de BT. A aplicação da eletroanalgesia (TENS) mostrou se eficaz na redução da dor, conforme demonstrado pela diminuição na EVA. A musculatura mais acometida foi a do deltoide, principal responsável pelos movimentos com a raquete, indicando a necessidade de fortalecimento específico dessa região. Dessa forma, os achados reforçam o papel da fisioterapia não apenas na reabilitação, mas também na prevenção de lesões, evidenciando a relevância de intervenções precoces em contextos esportivos.

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Publicado

2025-10-26

Como Citar

Perfil de atletas amadoras de Beach Tennis: Impacto de uma ação extensionista durante um torneio. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/121138. Acesso em: 16 abr. 2026.