Fisioterapia na Rua Cuidando a Saúde do Idoso
Palavras-chave:
terceira, idade, qualidade, vida, convivio, socialResumo
No Brasil é considerado idoso quem tem 60 anos ou mais de vida, e, de acordo com os dados do censo do IBGE (2010 e 2022) esse número aumentou aproximadamente em 12 milhões de pessoas neste período, trazendo à tona a necessidade de estratégias eficazes para promover um envelhecimento ativo e saudável. Um dos aspectos que pode ser afetado pelo processo de envelhecimento refere-se à perda da qualidade do sono. O Sistema Único de Saúde (SUS) emana uma nova forma de abranger a saúde, não mais focada na ausência de doenças ou enfermidades e sim, de maneira preventiva por meio de orientações, políticas públicas ou projetos sociais visando o melhor atendimento desse público. Diante da crescente demanda gerada por diferentes enfermidades acometidas aos idosos, entre elas o isolamento social e solidão, o projeto de fisioterapia em grupo colabora para o convívio social, relações interpessoais e senso de coletividade. O objetivo do trabalho é analisar a importância da fisioterapia para a saúde do idoso, visando melhoria na qualidade de vida, autonomia, saúde física, mental e prevenção de comorbidades causadas pelo sedentarismo e pela falta de estímulo físico, emocional e social. Trata-se de um projeto de fisioterapia na rua (PFR), que vem sendo executado desde abril de 2025 em um logradouro ao ar livre dentro do perímetro urbano no município de São Gabriel/RS. É realizado semanalmente pelos profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (Agente Comunitário de Saúde (ACS) e Fisioterapeuta). Durante os encontros são monitorados os sinais vitais (aferição da pressão arterial), frequência cardíaca (bpm) e saturação do oxigênio (O2). Os exercícios são pensados e adaptados para a realidade peculiar encontrada dentro do grupo, com pacientes de diferentes idades e comorbidades (hipertensão arterial, diabete mellitus, AVC, infarto, aneurisma cerebral, Alzheimer, Parkinson e cadeirante) e idosos que fazem uso de dispositivos auxiliares de marcha DAM (bengala, muleta e andadores) para se locomover. Durante os encontros do PFR são realizadas rodas de conversa com orientações em saúde e elaborados exercícios de aquecimento e força (auxiliando a carregar pesos, sacolas), resistência e equilíbrio (auxiliando a manter a postura, sustentar o corpo sem cair). No 16° encontro foi aplicado um questionário pessoal estruturado com questões relacionadas à saúde dos participantes, para avaliar a sua participação, satisfação e a colaboração em estar participando de atividades em grupo, averiguando e compreendendo a importância da coletividade e os benefícios da integração social que o PFR vem proporcionando. Os resultados preliminares dos 27 participantes evidenciaram que, no quesito de participação junto ao projeto, 56% consideram excelente, 40% ótimo, 4% bom e nenhum participante avaliou como ruim ou péssimo. No item satisfação, 65% avaliam excelente, 27% ótimo e 8% bom. Já na questão da colaboração coletiva, 52% avaliam excelente, 40% ótimo, 8% bom e nenhuma avaliação ruim ou péssima. Esses dados demonstraram o engajamento e entusiasmo entre os participantes, o que enriquece e reflete na saúde e no bem-estar dessas pessoas. Conclui-se que a prática da fisioterapia na rua vem proporcionando condições favoráveis para que se formem laços sociais e afetivos entre os participantes, favorecendo o senso de responsabilidade e de pertencimento ao grupo. O PFR além de proporcionar uma rotina semanal de atividades, faz com que os participantes se sintam ativos, participativos e atuantes na comunidade, prevenindo-se do etarismo (preconceito) ao qual muitas vezes estão expostos.Downloads
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Publicado
2025-10-26
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Fisioterapia na Rua Cuidando a Saúde do Idoso. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/121132. Acesso em: 16 abr. 2026.