Divulgação Científica em Redes Sociais: Análise de Postagens do Projeto de Extensão Tudo Que Natural, Faz Bem?

Autores

  • Erica Mengue Hahn
  • Jean Ramos Boldori
  • Luis Paulo dos Santos Ribas
  • Juliana Lunkes Amaral
  • Jean Carlos Costa Nogueira
  • Cristiane Casagrande Denardin

Palavras-chave:

Divulgação, científica, Redes, sociais, Saúde

Resumo

O uso das redes sociais como ferramenta de divulgação científica tem se consolidado como uma estratégia de comunicação essencial para o fortalecimento do vínculo entre universidade e sociedade, permitindo que informações baseadas em evidências científicas cheguem a públicos amplos de forma acessível e atrativa. No cenário atual, em que a desinformação sobre saúde e alimentação se dissemina rapidamente em ambientes digitais, projetos de extensão universitária que utilizam plataformas como o Instagram assumem papel ainda mais relevante, pois cumprem a função de aproximar o conhecimento produzido na academia da realidade vivida pela população. O projeto de extensão Tudo que é natural, faz bem?, vinculado ao Grupo de Pesquisa em Bioquímica e Toxicologia de Compostos Bioativos (GBTOXBIO/UNIPAMPA), busca justamente traduzir conteúdos científicos em linguagem acessível, promovendo a reflexão crítica sobre saúde, nutrição e bem-estar. Portanto, este resumo tem como objetivo verificar os dados das publicações relacionadas ao projeto postadas em um período de três meses no Instagram, a fim de mensurar o engajamento alcançado e avaliar a relevância da rede social como espaço de divulgação científica. Para a análise, foram considerados todos os posts publicados entre abril e junho de 2025, totalizando 16 postagens. O levantamento dos dados foi realizado com base nos indicadores disponibilizados pela própria plataforma, incluindo métricas de alcance, engajamento, interações, compartilhamentos e curtidas, o que permitiu quantificar de maneira objetiva o impacto do projeto junto ao público. Os resultados obtidos indicaram que, no período estudado, o perfil atingiu 32.927 contas, gerou engajamento de 473 usuários e registrou um total de 623 interações. Além disso, a análise detalhada revelou que a média total de curtidas por publicação foi de 22,19, enquanto a média de compartilhamentos foi de 8,56, evidenciando que, mesmo em postagens de caráter científico, é possível alcançar números expressivos de difusão de conteúdo. Entre os destaques, identificou-se a postagem intitulada Você sabe as diferenças de cacau 70%, chocolate em pó e achocolatado?, que apresentou uma abordagem comparativa sobre a composição, benefícios e possíveis malefícios de cada produto, alcançando 22 compartilhamentos e se configurando como o conteúdo mais difundido do período. Outro destaque foi o post Leite condensado vs mistura láctea: entenda suas diferenças, que discutiu os diferentes compostos desses alimentos e a forma como são preparados, suscitando grande interesse do público e contribuindo para o engajamento geral da página. Também merece menção a publicação Você já ouviu falar sobre pele de tilápia no tratamento de queimaduras?, que abordou a utilização inovadora desse recurso como curativo biológico, alcançando 28 curtidas e ampliando o debate sobre terapias alternativas em saúde, demonstrando como a ciência pode dialogar com a curiosidade popular e estimular o aprendizado em temas diversos. A partir da análise, observa-se que publicações que abordam alimentos e práticas de saúde de interesse cotidiano, ao trazerem explicações fundamentadas em ciência, despertam maior interação, pois respondem diretamente a dúvidas práticas da população. Esses achados confirmam que o Instagram, quando utilizado de maneira estratégica, pode ser um espaço eficaz para a democratização da ciência e para a formação de um público mais crítico e consciente de suas escolhas relacionadas à saúde e à alimentação. A extensão universitária, nesse contexto, demonstra seu papel transformador ao extrapolar os muros da universidade e estabelecer canais de diálogo direto com a sociedade, valorizando a produção acadêmica e tornando-a socialmente útil. Conclui-se, portanto, que o projeto de extensão Tudo que é natural, faz bem? exerce papel fundamental na promoção da saúde, ao mesmo tempo em que fortalece a importância da ciência em ambientes digitais, contribuindo para uma comunicação mais clara, acessível e confiável entre a universidade e a comunidade.

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Publicado

2025-10-26

Como Citar

Divulgação Científica em Redes Sociais: Análise de Postagens do Projeto de Extensão Tudo Que Natural, Faz Bem?”. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/121116. Acesso em: 16 abr. 2026.