Utilização da Câmera Escura de Orifício Como Artefato Pedagógico para Alunos dos Anos Iniciais

Autores

  • Geovana Da Silva Lima Lopes
  • Vinicius Bibiano Sauceda
  • Ana Luísa Esteves Toledo
  • Miguel Ribeiro Pessano
  • Carla Beatriz Spohr
  • Ketelin Monique Cavalheiro Kieling

Palavras-chave:

Experimentação, EF, Investigação

Resumo

A aplicação de atividades experimentais em contextos educacionais, especialmente no ensino fundamental, é uma estratégia eficaz para promover a curiosidade, o pensamento crítico e a compreensão de fenômenos naturais. Foi realizada por nós bolsistas do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), uma atividade com as turmas do 3° e 4° ano do ensino fundamental I, escola Emeb Rui Barbosa na cidade de Uruguaiana RS. A câmera escura remonta aos princípios da óptica estudados desde a Antiguidade, serviu como ferramenta prática para explorar conceitos como a propagação retilínea da luz e a formação de imagens e a funcionalidade do olho humano. A atividade foi planejada para alinhar-se às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que enfatiza a importância do ensino investigativo e da experimentação nas Ciências da Natureza. O nosso objetivo com essa atividade era incentivar o uso de atividades experimentais desde os anos Iniciais para que esses estudantes desde cedo aprendessem a criar um pensamento crítico, trazer hipóteses com as observações e sozinhos tentarem resolver problemas de uma forma que fique mais acessível a eles adaptamos para facilitar a compreensão desses conceitos. Atividade foi estruturada em cinco etapas, mas adaptadas para torná-las mais acessíveis e envolventes para crianças: (1) Observação, os alunos foram apresentados à câmera escura de orifício, um dispositivo que foi produzido pela autora deste trabalho e uma colega, os materiais utilizados na confecção foram: cartolina preta, lata de café, tinta preta para pintar e ficar o máximo possível escuro por dentro e papel manteiga para a visualização, e um pequeno furo em uma das faces e no formato de cilindro. Os estudantes observaram como a luz externa passava pelo orifício e projetava uma imagem invertida no interior da câmera. Para enriquecer a experiência, esta etapa foi realizada no pátio da escola, perto da pracinha, e foi essencial para despertar o interesse pelo fenômeno óptico e a curiosidade, porque as imagens observadas no interior da câmera estavam invertidas. (2) Formulação de Perguntas: a partir das observações, os estudantes foram incentivados a formular perguntas sobre o fenômeno. Questões como "Por que a imagem fica invertida?", "O que acontece se o orifício for maior?" e "Por que a imagem fica mais clara ou mais escura?" surgiram espontaneamente. Por (3) elaboração de hipóteses: os estudantes levantaram questões para explicar o fenômeno observado. Algumas das ideias incluíam: "Que era lente", "Ilusão", Reflexo invertido e até que era um filtro. (4) Experimentação e Validação, para testar as hipóteses, os estudantes assistiram a um vídeo explicativo sobre os princípios da óptica envolvidos na câmera escura. Ao final, os alunos chegaram coletivamente à conclusão de que a luz se propaga em linha reta e que a inversão da imagem ocorre devido à geometria da câmera. Para consolidar o aprendizado, eles produziram desenhos, e textos explicativos, que foram expostos em banners nas paredes da escola. A abordagem prática demonstrou ser altamente eficaz para facilitar a compreensão de conceitos científicos abstratos.Os registros em desenhos e textos revelaram que as crianças internalizam os conceitos de propagação retilínea da luz e formação de imagens. Além disso, a exposição dos trabalhos na escola criou um ambiente de valorização do conhecimento científico, envolvendo não apenas os alunos, mas também a comunidade escolar. A câmera escura de orifício mostrou-se uma ferramenta pedagógica viável para introduzir o método científico e conceitos de óptica de forma lúdica e acessível. A atividade não apenas facilitou a aprendizagem, mas também estimulou a curiosidade e a criatividade dos alunos. Conclui-se que a integração de experimentos práticos no currículo escolar é essencial para despertar o interesse pelas Ciências desde os anos iniciais.

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Publicado

2025-10-26

Como Citar

Utilização da Câmera Escura de Orifício Como Artefato Pedagógico para Alunos dos Anos Iniciais. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/121068. Acesso em: 17 abr. 2026.