Vidros de Segurança em Instalações Esportivas: Estudo Aplicado a Um Ginásio Poliesportivo

Autores

  • Isabeli Cristofari dos Santos
  • Mônica Dalenogare Guimarães
  • Carissom Ivo Kletke
  • Alisson Milani
  • Jaelson Budny
  • Diego Arthur Hartmann

Palavras-chave:

Vidro, laminado, ginásio, poliesportivo, espessura

Resumo

A escolha adequada do tipo de vidro em esquadrias de Ginásios Poliesportivos é fundamental para garantir conforto e segurança ao usuário. Por se tratar de um ambiente com grande concentração de público e risco de impactos, torna-se necessário um estudo mais aprofundado, a fim de proporcionar desempenho mecânico, térmico, acústico e durabilidade das esquadrias. Dessa forma, este estudo serviu para avaliar qual o tipo de vidro é mais adequado a um ginásio poliesportivo, estudo de caso de um projeto desenvolvido pelo EMEC (Escritório Modelo de Engenharia Civil da Unipampa), levando em consideração suas características técnicas, espessura e desempenho. Inicialmente foi feita uma consulta às normas ABNT, com ênfase na NBR 7199 Aplicações de vidros na construção civil, NBR 10821-2 Esquadrias para edificações, NBR 14697 Vidro laminado e NBR 14698 Vidro temperado. Dessa forma, foi estudado o desempenho de cada vidro, como temperado, comum (float), laminado e insulado, levando em consideração suas características, aplicações, vantagens e limitações para ambiente esportivo. Após a escolha do tipo de vidro, foi estudado a espessura com base nas dimensões típicas de vãos e cargas de vento estabelecidas pela NBR 6123 Forças devidas ao vento em edificações. A partir da análise, verificou-se que o vidro comum (float) não é adequado devido ao risco de fragmentação cortante. O vidro temperado apresenta maior resistência mecânica, mas, em caso de quebra, pode se soltar completamente da esquadria, comprometendo a segurança dos usuários. O vidro laminado, por sua vez, retém os fragmentos, contribuindo para a segurança e isolamento acústico. A solução considerada mais apropriada foi o vidro laminado, que, segundo a NBR 7199, é composto por duas ou mais chapas de vidro interligadas por uma ou mais camadas intermediárias, também chamadas de interlayers. Em caso de quebra, a camada intermediária do laminado mantém os fragmentos presos nela, reduzindo assim o risco de ferimentos e de eventuais acidentes, tornando-o especialmente indicado para locais com alto risco de impacto. A espessura do vidro foi definida por meio do Software de cálculo Cebrace, que é uma ferramenta de especificação destinada a calcular as espessuras de vidro, desenvolvido de acordo com as normas brasileiras ABNT NBR 7199 Aplicações de vidros na construção civil e NBR 6123 Forças devidas ao vento em edificações. Dessa forma, o dimensionamento foi feito de acordo com a maior dimensão do vidro de portas e janelas. A tonalidade do vidro reduz a transmissão luminosa e o calor solar, o que melhora o controle térmico. Sendo assim, a cor do vidro foi definida fumê, a qual reduz o ofuscamento causado pela luz solar direta durante jogos, controla o calor e garante privacidade. Além disso, o vidro laminado auxilia no controle de ruídos, tornando o ambiente mais adequado para práticas esportivas e diminui a manutenção, pois vidros com tratamento superficial e proteção contra raios UV apresentam maior durabilidade e menor degradação ao longo do tempo. A partir dos resultados obtidos, a espessura do vidro laminado adotada foi de 10mm para portas, sendo duas lâminas de 5mm e 8mm para janelas, sendo duas lâminas de 4mm, visto que as esquadrias possuem grandes dimensões, havendo a necessidade de maior reforço devido a impactos e ação do vento, além das janelas do andar superior atuarem como guarda-corpos. Destaca-se que cada projeto deve ser analisado de acordo com as suas peculiaridades, e os sistemas de fixação devem ser adequados para cada situação específica.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2025-10-26

Como Citar

Vidros de Segurança em Instalações Esportivas: Estudo Aplicado a Um Ginásio Poliesportivo. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/121042. Acesso em: 16 abr. 2026.