A Feira Pop: Fortalecendo Circuitos Curtos de Comercialização da Agricultura Familiar em Dom Pedrito/rs
Palavras-chave:
Agricultura, familiar, CCAA'S, Alimentos, saudáveisResumo
A Feira Livre Municipal é um espaço essencial para o acesso a alimentos frescos e saudáveis, e produtos desenvolvidos pela Agricultura Familiar. Ademais, também é um espaço utilizado e ocupado por uma diversidade significativa de pessoas, essas, de locais, etnias e crenças distintas e que se encontram com a finalidade e o desejo de demostrar o fruto do seu próprio trabalho (Darolt e Rover, 2021). Em meio à complexidade do consumo e os desafios enfrentadas pelos feirantes, o projeto A Feira É Pop tem como objetivo fortalecer os circuitos curtos de comercialização por meio da inovação, divulgando à comunidade de Dom Pedrito/RS a Feira como espaço para socialização e opção de alimentação saudável, a partir da valorização da produção local da agricultura familiar. Os Circuitos Curtos de Abastecimento Alimentar (CCAAs) pode ser categorizadas em pelo menos três características principais: i) face a face, especialmente por meio de feiras de agricultores, tendas, venda na beira da estrada, cestas prontas, colha e pague, encomendas e e-commerce; ii) de alcance próximos, ou seja, se ampliam as possibilidades de comercialização a partir de arranjos institucionais mais complexos por meio da cooperação entre produtores e suas organizações; iii) de alcance ampliado, por meio de selos de certificações, códigos de produção e efeitos de reputação, as quais ocorrem geralmente a partir de especialidades regionais, como vinhos e queijos (Renting, Marsden, Bank, 2017). A partir da estratégia das CCAAs, a produção familiar encontra um espaço adequado para a sua consolidação, especialmente no âmbito da agricultura familiar. Isto porque, em nossa compreensão, há inúmeras conectividades entre a agricultura familiar, entre o conceito de CCAAs. Atualmente, a feira acontece semanalmente, todas as sextas-feiras, e recebe 28 feirantes distribuídos em diferentes tipos atividades, são 15 produtores de hortifrutigranjeiros, 02 produtores de derivados de leite, 06 artesãs e 05 produtores de pães, cucas e bolos. Ou seja, nem todos se classificam como agricultores familiares. Nesse contexto, as ações do projeto foram divididas em três etapas: diagnostico da realidade da feira, levantamento de demandas e estratégias de comunicação. Em termos metodológicos, optou-se por uma abordagem descritiva e, como instrumento de coleta de dados utilizaram-se as técnicas de Observação Não Participante, diretamente na feira, e condução de entrevistas com os agricultores familiares e demais feirantes. Entre os principais resultados alcançados até o momento no projeto de extensão A Feira É Pop destaca-se a criação de canais de comunicação diretos, como o grupo do WhatsApp e o perfil do Instagram da feira. Ferramentas essas que têm contribuído para a divulgação da feira como espaço de comercialização dos produtos, assim como, valorização dos feirantes e aproximação do publico consumidor. O Perfil do Instagram A Feira é Pop criado em dezembro de 2024, já conta com mais de 40 publicações e atingiu aproximadamente 3.400 visualizações, 60 stories e aproximadamente 500 seguidores, demonstrando o interesse da comunidade e o potencial das redes sociais na feira. Foram organizadas até aqui três oficinas, a saber: i) levantamento das principais demandas por parte dos feirantes; ii) rotulagem; iii) boas práticas no manuseio de alimentos. Estas atividades visaram profissionalizar e aprimorar a apresentação dos produtos e atender as exigências legais. Nesse sentido, ressalta-se a relevância deste projeto para agricultores familiares e seus pares, pois, consegue oferecer visibilidade por meio de estratégias que muitas vezes não são acessíveis a este público. Destaca-se também, que o projeto está alcançando outras categorias de feirantes como de artesãs e confeiteiras, que mesmo não sendo agricultores familiares, também carecem de algum tipo de suporte. Referências RENTING, H.; MARSDEN, T.; BANKS, J. Compreendendo as redes alimentares alternativas: o papel de cadeias curtas de abastecimento de alimentos no desenvolvimento rural. In: GAZOLLA, M.; SCHNEIDER, S. (org.). Cadeias curtas e redes agroalimentares alternativas: negócios e mercados da agricultura familiar. Porto Alegre, RS: Editora da UFRGS, 2017. p. 27-51. ROVER, O. J.; DAROLT, M. R. Circuitos curtos de comercialização como inovação social que valoriza a agricultura familiar agroecológica. In: DAROLT, M. R.; ROVER, O. J. (org.). Circuitos curtos de comercialização, agroecologia e inovação social. Florianópolis, SC: Estúdio Sempre, 2021. p. 19-43Downloads
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Publicado
2025-10-26
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
A Feira Pop: Fortalecendo Circuitos Curtos de Comercialização da Agricultura Familiar em Dom Pedrito/rs. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/121032. Acesso em: 17 abr. 2026.