Pensamento Computacional na Escola: Formação de Professores

Autores

  • Isabelle Ferreira
  • Kaua Jardim Dias
  • Angelline Pinto de Almeida
  • Raquel Bueno Fortes
  • Aline Vieira de Mello

Palavras-chave:

Computação, Formação, Professores, Educação, Básica

Resumo

Na contemporaneidade, a computação e tecnologias de informação e comunicação estão cada vez mais presentes na vida de todos, inclusive nas escolas. Esse cenário digital influencia a formação das novas gerações e, consequentemente, grande parte das futuras profissões demandará recursos computacionais. Diante desta realidade, é fundamental preparar os estudantes para as constantes mudanças do sistema corporativo, envolvendo profissões que ainda não foram inventadas e problemas até o momento inexistentes. Sendo assim, a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), que orienta o currículo das escolas brasileiras, tem papel fundamental em reconhecer as necessidades citadas, explicitando nas competências gerais da Educação Básica, como a competência geral número 5, que destaca o uso de tecnologias digitais de forma crítica, reflexiva e ética, além de incentivar a resolução de problemas e a criação de soluções. No entanto, apesar dessa diretriz, muitas escolas públicas ainda enfrentam dificuldades em incorporar o ensino de programação e o uso pedagógico de ferramentas digitais de maneira sistemática. A falta de infraestrutura adequada, a formação insuficiente de professores na área tecnológica e o acesso desigual a esses recursos criam uma lacuna no processo de inclusão digital, limitando o potencial dos estudantes para ingressar em um mundo cada vez mais orientado pela tecnologia. A extensão universitária, por sua vez, tem como viés a interação entre a universidade e a sociedade, promovendo o desenvolvimento social, cultural e científico por meio do protagonismo de graduandos em atividades que estimulam a troca de saberes. Nesse contexto, o projeto Programa C + Educação Básica, vinculado ao programa de extensão "Programa C: Comunidade, Computação, Cultura, Comunicação, Ciência, Cidadania, Criatividade, Colaboração", busca desenvolver habilidades relacionadas à tecnologia, como o pensamento computacional e programação, em estudantes e professores do ensino fundamental e médio de escolas públicas. Para isso, promove a interação com os participantes de forma didática, por meio de eventos e oficinas práticas. Entre as ações realizadas, destaca-se a oficina Pensamento Computacional para Professores", que visa promover e desenvolver a lógica computacional em atividades que não exigem o uso obrigatório de recursos tecnológicos. A equipe executora do projeto é composta por docentes e graduandos do curso Ciência da Computação, incluindo uma bolsista de iniciação à extensão (chamada PROFEXT), e professores e gestores da Educação Básica. A ação foi organizada colaborativamente por meio de reuniões presenciais e online, com o auxílio de ferramentas de colaboração e comunicação, como Google Drive, Google Meet, Canva e WhatsApp. A oficina foi realizada presencialmente nas escolas estaduais Farroupilha e José Bonifácio na cidade de Alegrete/RS, tendo como público alvo professores do ensino fundamental e médio. Foi dividida em: Apresentação, Computação, Pensamento Computacional, Dinâmicas, Reflexões e Avaliação. Na etapa Apresentação, a equipe se apresentou, os participantes/professores se apresentaram e o vídeo institucional da Unipampa foi exibido. Na etapa Computação, foi explicado qual a importância da Computação na educação, quais são os problemas que ela resolve, provando que está em tudo, o que é BNCC Computação e porque todos devem ter conhecimento na área. Na etapa de Pensamento Computacional foi apresentado os quatro pilares do pensamento computacional (decomposição, abstração, reconhecimento de padrões e algoritmo) mostrando esses conceitos sob uma perspectiva desplugada, isto é, sem depender de computadores ou dispositivos eletrônicos. Na etapa Dinâmicas foram aplicadas dinâmicas para cada pilar de maneira prática em que eles pudessem utilizar no dia a dia e em suas aulas. Na etapa Conclusão e Reflexões foram feitas perguntas, por exemplo: Como as etapas do pensamento computacional ajudam a organizar o pensamento? Vocês percebem possibilidades de aplicar esse tipo de raciocínio em outras áreas? Como esses exercícios podem ser adaptados para a sala de aula com os alunos?. Por fim, na etapa de Avaliação, os participantes avaliaram a oficina em uma escala de 5 opções desde eu odiei a eu adorei, e um espaço aberto para comentários. A partir de junho de 2025, foram realizadas três oficinas, somando 35 professores. Os impactos decorrentes da oficina foram extremamente satisfatórios, destacando-se os seguintes comentários: Muito bom! Foi muito interessante, produtivo e de grande importância. Foi claro e ao mesmo tempo divertido.; Gostei muito da ação, porque teve prática e raciocínio; A oficina foi ótima, com explicações bem contundentes. Como trabalhos futuros, a aluna bolsista do programa C prestará assistências personalizadas aos professores.

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Publicado

2025-10-26

Como Citar

Pensamento Computacional na Escola: Formação de Professores. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120985. Acesso em: 16 abr. 2026.