Relato de Experiência do Pibid na Escola Indígena: Ciclo Hidrológico
Palavras-chave:
ciclo, hidrológico, PIBID, prática, pedagógicaResumo
A Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental Gomercindo Jete Tenh Ribeiro, localizada no município de Tenente Portela, Rio Grande do Sul, caracteriza-se por sua forte ligação com a comunidade indígena local e por sua busca constante em oferecer uma educação integral, contextualizada e significativa. Atendendo aproximadamente 200 estudantes, a instituição desenvolve práticas pedagógicas que valorizam a cultura indígena e, ao mesmo tempo, aproximam os alunos do conhecimento científico, promovendo a integração entre saberes tradicionais e saberes acadêmicos. Nesse cenário, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), vinculado à Universidade Federal do Pampa (Unipampa) Campus Dom Pedrito, possibilitou aos acadêmicos do curso de Educação do Campo vivenciarem a prática pedagógica na Educação Básica. A experiência proporcionou não apenas a construção de conhecimentos científicos, mas também a compreensão das especificidades culturais da escola indígena, reforçando a importância de metodologias inovadoras que articulem teoria e prática no ensino. O presente relato descreve uma experiência desenvolvida nas turmas finais do Ensino Fundamental, na disciplina de Ciências, cujo tema central foi o ciclo hidrológico. O objetivo desta ação foi oportunizar aos estudantes da Escola Indígena Gomercindo Jete Tenh Ribeiro a compreensão prática e contextualizada do ciclo hidrológico, destacando a importância da água para a manutenção da vida e a necessidade de preservação ambiental. A atividade foi planejada de forma colaborativa, envolvendo pibidianos, professores e estudantes da escola. Optou-se por uma abordagem prática-experimental, de baixo custo, que permitisse aos estudantes visualizar os processos do ciclo da água de maneira concreta e participativa. Foram construídos mini sistemas hidrológicos utilizando materiais acessíveis, como garrafas PET, terra, água e plantas. Esses sistemas simulavam os fenômenos de evaporação, condensação, precipitação e infiltração, permitindo que os estudantes observassem diretamente o movimento da água em seus diferentes estados e interações com o ambiente. Os estudantes foram organizados em grupos, o que favoreceu a cooperação, o diálogo e o desenvolvimento de habilidades sociais. Cada grupo ficou responsável por montar, observar e registrar os experimentos. Para o registro, foram utilizados celulares e Chromebooks disponibilizados pela escola, possibilitando a produção de fotos, vídeos e anotações. Além disso, os estudantes realizaram pesquisas complementares em sites e materiais digitais, aprofundando seus conhecimentos e relacionando-os ao contexto de preservação ambiental. A metodologia também contemplou momentos de diálogo coletivo, nos quais os pibidianos instigaram os alunos a refletirem sobre a importância da água em suas comunidades e sobre práticas sustentáveis de uso desse recurso. Os resultados obtidos foram bastante significativos, tanto no aspecto cognitivo quanto no socioemocional. Durante a execução da atividade, os alunos demonstraram entusiasmo, curiosidade e engajamento. A possibilidade de manipular os materiais e observar diretamente os fenômenos despertou maior interesse pelo conteúdo de Ciências, tornando a aprendizagem mais dinâmica e participativa. No aspecto científico, os estudantes ampliaram sua compreensão acerca do ciclo hidrológico, reconhecendo a importância dos processos de evaporação, condensação, precipitação e infiltração. Também refletiram sobre a relevância da água para os ecossistemas e para a vida humana, associando o conteúdo estudado às questões de sustentabilidade e preservação ambiental. Como produto final, os materiais construídos e os registros gerados foram expostos em murais da escola e em eventos de divulgação científica, ampliando o alcance do projeto para além da sala de aula. A construção dos mini sistemas hidrológicos possibilitou que os estudantes visualizassem e compreendessem de forma prática os processos do ciclo da água, ao mesmo tempo em que refletiam sobre a importância da preservação ambiental em suas próprias realidades. Para nós, acadêmicos do curso de Educação do Campo, a atividade representou uma oportunidade valiosa de inserção na escola indígena, permitindo compreender suas especificidades culturais e refletir sobre práticas pedagógicas contextualizadas. O PIBID, nesse sentido, reafirmou seu papel fundamental como elo entre a formação inicial docente e a realidade escolar, contribuindo para o desenvolvimento de professores críticos, reflexivos e comprometidos com uma educação transformadora. Conclui-se que ações como esta fortalecem não apenas o processo de ensino-aprendizagem dos alunos da Educação Básica, mas também a formação dos futuros docentes. Além disso, contribuem para o diálogo intercultural, para a valorização da identidade indígena e para a construção de uma escola mais inclusiva, crítica e cidadã. Palavras-chave: ciclo hidrológico, PIBID, prática pedagógicaDownloads
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Publicado
2025-10-24
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Relato de Experiência do Pibid na Escola Indígena: Ciclo Hidrológico. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120900. Acesso em: 14 maio. 2026.