Vivencias do Pibib na Escola Indígena:explorando Solos,água e Práticas Pedagógicas Sustentaveis

Autores

  • Neli Ribeiro Sales
  • Neli Ribeiro Sales
  • Daniela Ferreira Sales
  • Vilmar Sales
  • Andreia Mentchu Joaquim Alves
  • Maritza Costa Moraes
  • Severino Giovane Ribeiro

Palavras-chave:

Práticas, Pedagógicas, Cultura, Campo, Escola, Indígena

Resumo

Nós, acadêmicos do curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), campus Dom Pedrito, participamos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID). Esse programa tem sido fundamental para nossa formação, pois nos oportuniza vivenciar experiências práticas em escolas do campo e indígenas, permitindo que, ainda durante a graduação, possamos construir e aplicar metodologias de ensino que dialoguem com as realidades locais. Nesse contexto, desenvolvemos atividades pedagógicas voltadas para o estudo dos tipos de solo e do ciclo da água, conteúdos essenciais para a compreensão dos processos naturais e para a valorização da sustentabilidade no campo. Para tanto, buscamos apresentar a importância desse recurso natural para a vida no planeta. Foram abordados quatro tipos principais de solo: arenoso, calcário, argiloso e humoso. Cada um foi estudado em seus aspectos físicos, químicos e produtivos, para que os alunos pudessem compreender suas diferenças, bem como as regiões onde geralmente são encontrados. Dessa forma, ressaltamos com os estudantes que solos pobres em nutrientes ou excessivamente compactados dificultam a infiltração de água e o crescimento das plantas, enquanto solos ricos em matéria orgânica e com boa permeabilidade favorecem o desenvolvimento saudável da vegetação. A metodologia adotada foi o estudo do meio, que nos permitiu unir teoria e prática de forma investigativa. Para a atividade prática, coletamos amostras em duas áreas distintas: a primeira em uma área agrícola com solo argiloso, pobre em matéria orgânica, pesado e compacto; a segunda, em uma área de vegetação nativa, com solo humoso, rico em nutrientes e matéria orgânica, solto e de alta permeabilidade. Durante as análises, observamos parâmetros como compactação, permeabilidade e pH, relacionando-os ao desenvolvimento das plantas. Com base nessas coletas, planejamos um experimento no qual cada aluno pôde plantar mudas em amostras de diferentes tipos de solo, acompanhando o crescimento, registrando dados sobre textura, cor, umidade e realizando testes de pH. A atividade foi muito bem recebida pela turma, que se mostrou curiosa, levantou hipóteses, fez perguntas e participou com entusiasmo. Esse envolvimento demonstrou que o ensino prático desperta maior interesse e auxilia na compreensão de conceitos científicos que, muitas vezes, podem parecer abstratos. Além do estudo dos solos, desenvolvemos atividades sobre o ciclo da água, abordando sua importância para a manutenção da vida e para a dinâmica ambiental. Construímos com a turma uma maquete representando as etapas do ciclo hidrológico. No primeiro encontro, trabalhamos a montagem da base, recortamos o relevo, pintamos as superfícies e representamos as nuvens com algodão. Utilizamos materiais reaproveitáveis, incentivando a criatividade e a consciência ambiental, finalizamos a maquete, acrescentando etiquetas que identificavam cada etapa do processo: evaporação, condensação, precipitação e escoamento. Embora os estudantes tenham acompanhado mais de perto a finalização da maquete, ficou evidente, pelo brilho nos olhos e pelas reações de entusiasmo, que compreenderam a proposta e se sentiram motivados pelo resultado do trabalho. O uso do estudo do meio, da experimentação prática e da construção de materiais didáticos como a maquete favoreceu não apenas a compreensão dos conteúdos, mas também o desenvolvimento de habilidades cognitivas, motoras e sociaisAo refletirmos sobre o impacto dessas atividades em nossa formação, compreendemos que o PIBID tem nos proporcionado uma experiência formativa diferenciada, pois nos coloca em contato direto com os desafios da prática docente e com a necessidade de adaptar metodologias às realidades locais. Isso é especialmente relevante quando consideramos a Educação do Campo, que exige um olhar sensível e contextualizado para que o conhecimento científico se articule com os saberes tradicionais, respeitando a cultura, as crenças e os modos de vida das comunidades. Concluímos que a experiência foi extremamente enriquecedora, tanto para os alunos das escolas quanto para nós, acadêmicos em formação. Trabalhar com temas como o solo e a água possibilitou não apenas a compreensão de processos ambientais fundamentais, mas também o fortalecimento de uma visão crítica sobre a relação entre natureza, sociedade e sustentabilidade. Acreditamos que atividades como essa contribuem para a construção de uma prática pedagógica transformadora, que valoriza a autonomia, a criatividade e o protagonismo dos estudantes. Por isso, reiteramos nossa gratidão a CAPES, Unipampa campus Dom Pedrito e a escola que tem sido essencial para o nosso crescimento acadêmico e profissional, permitindo que vivenciamos, desde já, a realidade da sala de aula e compreendamos a importância do planejamento, da organização e da inovação metodológica em nossa futura prática docente.

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Publicado

2025-10-24

Como Citar

Vivencias do Pibib na Escola Indígena:explorando Solos,água e Práticas Pedagógicas Sustentaveis. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120898. Acesso em: 14 maio. 2026.