Relato de Experiência da Oficina de Jogos Indígenas na Escola Barão de Aceguá

Autores

  • Katia Sillene Antunes da Silva
  • Débora Barros de Moraes

Palavras-chave:

cultura, indígena, ludicidade, diversidade, cultural, protagonismo, juvenil

Resumo

Durante a Semana dos Povos Indígenas de 2025, a Escola Estadual Barão de Aceguá/RS promoveu uma vivência educativa singular, a qual chamaram de Raízes que Brincam. A iniciativa nasceu de um projeto de estudo e ação pedagógica elaborado pelos alunos das primeiras séries do Ensino Médio Integral, sob a orientação da professora de História, Kátia Sillene Antunes da Silva, e colaboração da professora de Educação Física, Débora Barros de Moraes. A ideia principal do projeto era dar ênfase à cultura indígena através do brincar, usando jogos e atividades tradicionais como jeito novo e eficaz de ensinar e aprender. Para isso, fizeram um estudo a fundo em livros e buscaram informações sobre os costumes indígenas, o que levou à escolha de brincadeiras como peteca, arranca mandioca e onça e as galinhas. Essas atividades foram escolhidas não só por serem fáceis de fazer e caberem no espaço da escola, mas, também, por terem um significado cultural forte, além de despertar um grande interesse e a participação dos alunos. A preparação para o projeto envolveu uma pesquisa completa sobre os povos originários, a criação cuidadosa dos materiais usados nas brincadeiras e vários ensaios para coordenar as atividades, para que os alunos pudessem conduzir tudo de maneira clara e interessante. O projeto aconteceu no dia 16 de abril de 2025, como um circuito de brincadeiras, com a participação das turmas de segunda e terceira séries do Ensino Médio. Os alunos das primeiras séries foram os monitores, monitorando as estações e coordenando as brincadeiras, o que ajudou a dar voz aos jovens e desenvolver o protagonismo e habilidades importantes como liderança, organização, comunicação e trabalho em equipe. Durante a experiência, deu para ver como todos se envolveram e ficaram animados, muitos até surpresos ao perceber que brincadeiras simples tinham um significado cultural enorme, ligado à memória, à história e à identidade dos povos indígenas. A forma como os alunos interagiram evidenciou respeito, união e alegria, provando que o brincar é uma ferramenta de ensino poderosa para ajudar a aprender de verdade, incentivar a compreensão e fortalecer os laços na escola. Ao final da atividade, os alunos puderam conversar sobre o que acharam e o que aprenderam com a experiência. Os relatos mostraram que a atividade não só aumentou o conhecimento dos jovens, mas, também, ajudou a derrubar ideias erradas e preconceitos, valorizando o saber indígena como parte importante da identidade brasileira e da história do país. Como professores, vimos que a experiência mostrou o quanto é importante juntar diferentes componentes curriculares em ações que conectam vários conhecimentos, pois a união entre História e Educação Física permitiu entender a cultura indígena em seus símbolos, no corpo e na sociedade, aproximando os alunos de assuntos que nem sempre aparecem nas aulas tradicionais. Concluímos que o projeto Raízes que Brincam foi uma ótima forma de ensinar sobre culturas diferentes, ajudando a valorizar a diversidade, a lutar contra o preconceito e a fortalecer a identidade dos alunos. A simplicidade dos materiais usados, junto com a vontade e o cuidado dos alunos envolvidos, mostra que é possível repetir essa experiência em outras escolas, fazendo com que a escola seja um lugar de resistência cultural, diálogo entre culturas e construção de conhecimento, onde a cultura indígena é reconhecida, respeitada e celebrada como parte essencial da história, da identidade e da riqueza cultural do Brasil.

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Publicado

2025-10-24

Como Citar

Relato de Experiência da Oficina de Jogos Indígenas na Escola Barão de Aceguá. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120890. Acesso em: 15 maio. 2026.