A Importancia da Monitoria para a Permanencia dos Estudantes NDigenas e Quilombola no Campus Jaguarao/rs

Autores

  • Giovana Oliveira
  • Leticia de Faria Ferreira
  • Silvia Rozane De Souza Avila De Souza

Palavras-chave:

Políticas, públicas, permanência, ensino, monitoria, indígena

Resumo

O presente trabalho pretende apresentar as atividades de ensino desenvolvidas pela Monitoria Indígena e Quilombola MONIQ, no campus Jaguarão, no ano de 2025. Tendo em vista a importância da inclusão no ensino superior, a monitoria indígena na universidade surgiu em torno de 2016, com o objetivo de conectar a vida acadêmica dos alunos meio acadêmico, para que com isso pudessem ter voz ativa no campus universitário, reconhecendo sua importância e contribuindo para o desenvolvimento cultural. Entretanto, ainda na atualidade existe uma desvalorização indígena na sociedade muito forte, sempre os vendo como inferiores, ou sem conhecimento O indígena sempre foi visto como um problema aos olhos do povo dominante, que não percebia o tamanho do seu valor cultural (PEREIRA, Kamila; SOUZA, Raquel, Monitoria indígena no ensino superior no curso de licenciatura e filosofia da UFT: Um relato de experiência pg.195). Portanto, a existência desses alunos dentro da universidade faz com que as pessoas quebrem seu olhar estereotipado e preconceituoso. O MONIQ vem para dar apoio a esses estudantes e para trazer reconhecimento, principalmente de cultura, pois por muitas vezes tem sido relacionada a algo intelectual, e sabemos que ela vai bem além disso, pois ela está ligada a tradições, nas crenças, nas histórias e até mesmo na alimentação (Da MATTA, Roberto Você tem cultura?p.1). Esse trabalho se encontra no modelo de ensino, trazendo um relato pessoal de experiência e interações diretas com os alunos indígenas durante os encontros, que inicialmente começaram em maio de 2025 e se estendem até o final deste ano em dezembro. Neste tempo foram realizados encontro e interações com os alunos, fazendo o acompanhamento das atividades do semestre e a orientação da vida acadêmica para que se encontrassem aqui dentro e não ficassem invisíveis, foram também tiradas dúvidas comuns como a organização, horários de aula, inscrições em bolsas e dificuldades de escrita. A monitoria também conseguiu a participação em dois eventos, que inicialmente foi o Maio Idígena e após em junho aconteceu a 1ª Jornada Integrada do campus, onde um total de 5 alunos indígenas e 1 quilombola foram convidados a participar de uma roda de conversa, onde cada um compartilha suas vivências, sua jornada até chegar na universidade e como está sendo suas experiências dentro do espaço acadêmico. Essa atividade conseguiu trazer visibilidade aos alunos, fazendo com que se sentissem mais confortáveis e menos deslocados. Também podemos concluir que além de tudo, a monitoria em parceria com outros programas da universidade como o Projeto de Apoio Social e Pedagógico - PASP e o Núcleo de Desenvolvimento Educacional NuDE conseguiram deixar um olhar mais reflexivo e atento aos que presenciaram este dia. Os alunos indígenas ingressantes em 2025 chegaram na universidade no início do semestre letivo, e enfrentaram algumas dificuldades de adaptação e medo, principalmente do preconceito, e da distância em que estavam de suas famílias. Em maio iniciaram as programações de encontros de estudos da MONIQ, que ocorrem semanalmente de segunda a sexta feira das 15h às 18h, No começo se encontravam na monitoria para conversar e detalhar suas principais dificuldades, como por exemplo a escrita e a socialização no ambiente. Juntamente com os alunos, foram organizados projetos para a apresentação deles na universidade, onde foram feitas reuniões, que se era discutido ideias de temas e formas de apresentação. Ressalta se que nesses encontros, havia uma receptividade, atenção e respeito, aos seus limites e suas necessidades. Com o decorrer da monitoria, passaram a se adaptar melhor no ambiente acadêmico e partiram para suas inscrições em bolsas remuneradas, que se torna um espaço de aprendizado, tanto para eles, quanto para quem está integrado nessas bolsas, pois acaba sendo uma troca cultural muito fortalecedora, sendo assim a confiança deles dentro da universidade traz valorização de cultura, os aproximando assim cada vez mais da comunidade acadêmica e se posicionando em qualquer situação que venha ocorrer. Por isso a importância em abordar esse tema e apresentar o trabalho de ensino e aprendizagem desenvolvido pela MONIQ, que por muito tempo já foi deixado de lado, pois essa relação entre o monitor e aluno deve - se existir, para que haja um acolhimento. E, neste caso, desenvolvemos a monitoria com discentes oriundos de uma comunidade com imensas distâncias geográficas e culturais, residentes na Amazônia brasileira e peruana, e pertencentes ao grupo étnico kokama. A experiência com a monitoria indígena possibilitou um avanço notável no processo de adaptação dos alunos com o decorrer dos meses, evitando assim a evasão dentro da universidade e o isolamento social. As atividades mostram - se essenciais para a socializaçao dos alunos, gerando diversidade e inclusao na universidade.

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Publicado

2025-10-24

Como Citar

A Importancia da Monitoria para a Permanencia dos Estudantes NDigenas e Quilombola no Campus Jaguarao/rs. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120853. Acesso em: 9 jun. 2026.