Capacitismo e barreiras atitudinais: conscientização sobre desafios para a inclusão social e educacional com estudantes da EJA
Palavras-chave:
Capacitismo, Inclusão, Social, Barreiras, atitudinaisResumo
Capacitismo e Barreiras Atitudinais: Conscientização sobre desafios para a Inclusão Social e Educacional com estudantes da EJA. O presente trabalho é um recorte da pesquisa Educar para incluir: estratégias e desafios na educação de jovens e adultos frente às barreiras atitudinais e sociais, desenvolvida em nível de mestrado acadêmico, na área do ensino; apresenta-se neste espaço, os resultados de parte do trabalho de coleta de dados da pesquisa em fase de finalização. Como tema central apresenta o capacitismo, fenômeno social que se manifesta por meio de preconceitos, estigmas e atitudes que desvalorizam pessoas com deficiência, limitando sua participação plena na sociedade. Entre as principais dificuldades enfrentadas por estes sujeitos e sujeitas estão as barreiras atitudinais, caracterizadas por comportamentos e visões que reforçam a exclusão e a desigualdade. A ação de promover uma oficina para abordar, conceituar e falar sobre barreiras atitudinais na escola foi realizada com propósito de informar e discutir com os/as estudantes formas para promover a reflexão crítica e empatia, estimular práticas inclusivas no cotidiano escolar. O foco principal da atividade foi aproximar os estudantes das dificuldades, ansiedades e barreiras atitudinais que pessoas com deficiência enfrentam no cotidiano escolar, com a reflexão sobre a importância do tema e da empatia para com o grupo de pessoas ou com outras que estejam, por ventura incapacitadas temporariamente, pois a empatia e o respeito são valores fundamentais na transformação da percepção dos/as jovens estudantes para construção de uma sociedade mais humanizada e respeitando a diversidade. A oficina iniciou-se com uma roda de conversa, com a leitura coletiva de um artigo: Barreiras atitudinais: discutindo inclusão no cotidiano escolar através do combate ao capacitismo com o auxílio de duas professoras da escola, além dos estudantes que fizeram a leitura em voz alta para o grande grupo, alguns estudantes relataram suas experiências pessoais ao ter experimentado momentos de incapacitação temporária para se locomover ou escrever por exemplo. Mesmo tendo um primeiro momento de concentração e leitura, a oficina foi pensada e organizada para se adequar ao nível de conhecimento e faixa etária do grupo, o que requer uma estruturação dinâmica e atrativa, com sua maior aplicabilidade na prática, conversando e expondo suas experiências pessoais anteriores, ou mesmo relatos alguma informação sobre o tema, através de parentes ou conhecidos que possuem alguma deficiência. O segundo momento foi o de experimentar limites e sensações, por meio do uso de equipamentos para recuperação e suporte ortopédico, para caminhada, óculos com bloqueio, deixando visão zero, com guia pela fala de outro colega, trilha com mochila, e braço na tipóia para dificultar o trajeto. A abordagem durante o momento prático da oficina se deu com aplicação das simulações e experimentação das dificuldades, foram abordados diversos temas para incentivar a empatia, compreensão e sensibilidade dos/as estudantes no ambiente escolar, e principalmente para que possam levar para a sociedade e aplicar seus conhecimentos e sentimentos com seus grupos sociais, com capacidade de discutir sobre o conceito de capacitismo, os tipos de barreiras atitudinais identifiquei, ações de combate ao capacitismo no ambiente escolar, dentre outras. A oficina teve excelente participação e envolvimento de todos/as presentes. Por terem colegas com especificidades e deficiência, os/as estudantes relataram que já tiveram resistência e, inclusive, contudo relatam maior consciência a este respeito que, após a oficina, trabalharão continuamente suas ações para ter um comportamento adequado em relação aos colegas que necessitem de algum auxílio, construindo um ambiente realmente inclusivo, e trabalhando sua sensibilidade a todas às pessoas. Alguns estudantes identificaram que foi a primeira vez que tiveram contato com esse tema; também que, por vezes, querem se aproximar de um colega com deficiência, mas não sabem como fazê-lo, que sentem vergonha ou medo de fazer perguntas a respeito de suas síndromes ou deficiências. A oficina cumpriu com seu objetivo de promover a reflexão e incentivar práticas inclusivas no ambiente escolar. Pois foram perceptíveis o interesse e a atenção dos/as estudantes na atividade prática, exercitando empatia e alteridade, sensibilidade para com o outro e suas dificuldades, com fortalecimento do diálogo com uma temática que é de grande importância e nem sempre abordada na escola, tornar coletivo o sentimento dos estudantes em relação ao desconhecido, neste caso o capacitismo, é levar as respostas a outros estudantes, que não tem a coragem de expor suas indagações. Entendemos que a educação é o caminho para essas novas gerações construírem um universo educacional e acadêmico de equidade. Educação inclusiva não é um favor é um direito. Palavras-chave: Capacitismo; Inclusão Social, Barreiras atitudinaisDownloads
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Publicado
2025-10-24
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Capacitismo e barreiras atitudinais: conscientização sobre desafios para a inclusão social e educacional com estudantes da EJA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120840. Acesso em: 14 maio. 2026.