Simulação e Programação de Semáforos no Ensino: Uma Experiência Didática no Pibid

Autores

  • William Pazinato
  • Vitor Otaran Borin
  • Sabrina Gonçalves Marques
  • Amanda Teixeira Fagundes
  • Marcio Andre Rodrigues Martins
  • Rafhael Werlang Brum

Palavras-chave:

Pensamento, Computacional, Ensino, Matemática, Aprendizagem, significativa

Resumo

Este trabalho apresenta uma experiência didática desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), cujo objetivo foi articular a simulação de programação de semáforos à aprendizagem de conceitos matemáticos e ao desenvolvimento do pensamento computacional. A proposta partiu de um elemento do cotidiano escolar e social, o semáforo que, pelo potencial de simular e operar com base em linguagens de programação ou blocos de comandos, possibilita explorar noções de lógica, sequências e organização de etapas, de modo lúdico, prático e colaborativo (WING, 2006). Tal escolha também dialoga com as competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que destaca a importância de integrar tecnologias digitais ao ensino, incentivando o raciocínio lógico, a criatividade e a resolução de problemas. O pensamento computacional, segundo Wing (2006), corresponde a uma forma de organizar e estruturar o raciocínio por meio de estratégias como decomposição, abstração, reconhecimento de padrões e algoritmos. Ao ser inserido na educação básica, esse conceito amplia as possibilidades de ensino de matemática, que passa a ser compreendida não apenas como cálculo, mas como linguagem de representação e resolução de situações complexas. Valente et al. (2017) reforçam que, ao trabalhar com desafios que exigem planejamento e sistematização, os estudantes desenvolvem competências que ultrapassam o conteúdo disciplinar, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e preparados para atuar em uma sociedade permeada por tecnologias digitais. A atividade foi aplicada em turmas do 2º ano do ensino médio na componente curricular de matemática e estruturou-se em cinco momentos principais. Inicialmente, os estudantes foram divididos em grupos de no mínimo quatro integrantes, promovendo cooperação desde o início. Em seguida, ocorreu uma introdução dialogada com demonstração da lógica de funcionamento dos semáforos, abordando aspectos como temporização, alternância das luzes e importância da sincronia no fluxo do trânsito. No terceiro momento, cada grupo se organizou para a escrita dos comandos, atribuindo funções específicas a cada integrante (programadores, semáforos e veículos). Posteriormente, a dinâmica foi realizada no pátio da escola, transformado em um espaço de simulação, no qual os alunos vivenciaram de forma prática o funcionamento do sistema. Por fim, aplicou-se um questionário avaliativo para registrar percepções individuais e coletivas sobre aprendizagens, dificuldades e contribuições da atividade. Os resultados evidenciaram forte engajamento e participação ativa. Os estudantes demonstraram interesse pela articulação entre matemática, programação e cidadania, refletindo sobre a importância da sincronia, da organização sequencial e da lógica nos sistemas. Observou-se também desenvolvimento de raciocínio lógico, cooperação, comunicação e capacidade de resolução de problemas. Embora alguns grupos tenham apresentado dificuldades iniciais na formulação de comandos e na compreensão das funções de cada papel, essas situações se transformaram em oportunidades de debate, ajustes e construção coletiva do conhecimento. Em comparação com metodologias tradicionais de ensino de matemática, a experiência mostrou-se mais dinâmica e significativa, pois permitiu que os estudantes se percebessem como protagonistas do processo de aprendizagem. A prática revelou o potencial da simulação de semáforos como estratégia didática inovadora, capaz de integrar conteúdos matemáticos a situações reais do cotidiano, ao mesmo tempo em que desenvolve habilidades de pensamento computacional e competências sociais. Além disso, reforçou a relevância do PIBID como espaço de experimentação pedagógica e de aproximação entre universidade e escola básica. Dessa forma, conclui-se que a atividade contribuiu para tornar o ensino de matemática mais dinâmico, contextualizado e interdisciplinar, corroborando a relevância de metodologias interativas na construção de aprendizagens e no desenvolvimento de competências essenciais para a vida em sociedade (VALENTE, 1999). Assim, a experiência promoveu uma aprendizagem significativa, incentivou o engajamento dos estudantes e evidenciou caminhos possíveis para a inserção de práticas inovadoras no ensino médio.

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Publicado

2025-10-24

Como Citar

Simulação e Programação de Semáforos no Ensino: Uma Experiência Didática no Pibid. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120821. Acesso em: 14 maio. 2026.