Geometria das Dobraduras: Uma Atividade Interdisciplinar Como Ferramenta de Aprendizagem no Plano e no Espaço

Autores

  • Fernanda Aline Pereira da Silva
  • Nathália Cabral Rodrigues Batista
  • Marcelo Alves do Nascimento
  • Larissa dos Santos Lenhard
  • Dionara Teresinha da Rosa Aragon
  • Denice Aparecida Fontana Nisxota

Palavras-chave:

Origamis

Resumo

O presente trabalho tem por finalidade relatar uma experiência pedagógica vivenciada por bolsistas do Programa de Iniciação à Docência (PIBID) do curso de Licenciatura em Matemática da UNIPAMPA/Bagé. Neste contexto, trataremos sobre uma atividade desenvolvida com alunos do terceiro ano do Curso Normal da Escola de Educação Básica Professor Justino Costa Quintana. A proposta foi planejada e desenvolvida a partir de uma metodologia dinâmica e interdisciplinar com o objetivo de estimular os alunos a explorarem os conceitos geométricos e construir figuras tridimensionais a partir da arte milenar dos Origamis. Dessa forma, foi possível conectar o teórico com a prática, o abstrato com o concreto e minimizar possíveis dificuldades em relação aos sólidos geométricos. A proposta da utilização desse material didático se deu a partir da agregação da matemática, arte e história em uma só atividade e teve como objetivo contribuir com o aprendizado de Geometria Plana e Espacial com sólidos geométricos por meio de uma metodologia ativa. Essa metodologia procura favorecer a autonomia e o protagonismo do estudante, ampliando seus saberes de maneira significativa, uma vez que cada indivíduo possui formas próprias de compreender e aprender. Desse modo, a técnica de dobraduras incentiva a participação ativa dos alunos em todas as etapas da construção evidenciando os conceitos matemáticos envolvidos no processo. A arte milenar dos Origamis traz a possibilidade de criar e construir diferentes sólidos geométricos e de uma maneira concreta ter uma concepção melhor do conteúdo. Nessa prática com origamis foi composta de diversas etapas voltadas à construção de sólidos geométricos. O primeiro passo foi a entrega dos materiais utilizados na construção (régua e folhas A4 coloridas) aos estudantes. Em seguida, foi feita uma breve explicação sobre o tema evidenciando a história do Origami, onde, quando, quem criou e seus aspectos culturais. Na segunda parte, foi realizado o passo a passo da confecção, a partir disso foram realizadas dobraduras formando distintas figuras planas ao longo do processo observando as relações de paralelismo e ortogonalidade até chegar ao produto final (pirâmide) dos dois sólidos. O primeiro sólido a ser construído foi uma pirâmide de base quadrada que foi confeccionada a partir de uma única folha A4, inicialmente reduzida a uma forma quadrada. Logo após, os estudantes construíram um Cubo Sonobe que foram utilizadas seis folhas A4 reduzidas a um formato quadrado que após dobradas tornavam-se diversas figuras geométricas até formar uma face, na qual foram encaixadas umas às outras até formar um Cubo Sonobe, sem a utilização de cola durante a confecção. Durante toda aplicação, explicação e construção desta atividade os bolsistas do PIBID se mantiveram presentes e atentos para auxiliar os alunos no que fosse preciso, tanto com dúvidas que surgiam sobre algumas formas geométricas, como a montagem dos sólidos após as dobraduras. A mediação dos bolsistas serviu como suporte para que alunos conseguissem realizar cada etapa da Oficina proposta. Após o término das construções foi aplicado um questionário aos alunos para que cada um pudesse fazer uma avaliação da proposta, como também verificar se realmente assimilaram as intervenções e compreenderam os conceitos matemáticos trabalhados ao longo da atividade prática. Ao total, 17 alunos responderam à avaliação. Quando questionados sobre quais as figuras geométricas estavam presentes na pirâmide que foi construída, a maioria reconheceu corretamente figuras como triângulos, quadrados e retângulos. Foi perguntado também quantas diagonais havia no quadrado, e nessa ocasião, 14 responderam corretamente, do total de 17 alunos. Questionou-se aos alunos se há diferença entre quadrado e o losango, 12 alunos responderam corretamente. Foi indagado sobre a quantidade e o tipo de triângulo que se obtém ao traçar a diagonal em um quadrado, 4 alunos não responderam corretamente, 2 alunos erraram o tipo de triângulo, 2 alunos erraram a quantidade de triângulos e acertaram o tipo de triângulo e por fim 10 alunos acertaram a questão completa demonstrando total conhecimento da questão. Sobre o desempenho, 16 alunos deram nota máxima (5) e um avaliou com nota 4, reforçando a aceitação positiva da proposta. A atividade com Origamis demonstrou excelentes resultados pedagógicos, pois a maioria dos alunos conseguiu reconhecer e diferenciar as figuras geométricas propostas. Mesmo com algumas dificuldades em pontos específicos, o desempenho geral foi positivo. As notas atribuídas e os comentários positivos reforçam que o uso das dobraduras, aliado ao acompanhamento dos bolsistas, foi uma estratégia eficaz tornando a aprendizagem mais clara e motivadora. Conclui-se, que a proposta atingiu seus objetivos, despertou maior interesse dos alunos e mostrou a importância de metodologias ativas no ensino da geometria.

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Publicado

2025-10-24

Como Citar

Geometria das Dobraduras: Uma Atividade Interdisciplinar Como Ferramenta de Aprendizagem no Plano e no Espaço. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120816. Acesso em: 14 maio. 2026.