Metodologias Ativas no Ensino de Geometria Espacial: Um Relato de Experiência na Licenciatura em Matemática

Autores

  • Larissa dos Santos Lenhard
  • Diênifer Lemos Correa
  • Larissa Almeida de Garcia
  • Anderson Luís Jeske Bihain

Palavras-chave:

Raciocínio, Espacial, Aprendizagem, Significativa, Formação, Professores

Resumo

Este trabalho apresenta os resultados de uma intervenção pedagógica focada no ensino de projeções ortogonais e vistas, consolidando uma iniciativa acadêmica que visa aprimorar a qualidade da aprendizagem e a inovação pedagógica na formação de professores. A aplicação ocorreu em uma turma com 15 acadêmicos do curso de Licenciatura em Matemática, na disciplina de Geometria Espacial. O ponto de partida foi a constatação da dificuldade intrínseca ao desenvolvimento do raciocínio espacial, uma competência fundamental para a futura prática docente, cuja construção de significados é favorecida pela conexão entre representações bidimensionais e tridimensionais (Silvio, 2025). Para enfrentar esse desafio, foi implementada uma sequência didática de dois dias, fundamentada em metodologias ativas, que colocam o discente como protagonista de sua aprendizagem. A metodologia empregada foi multimodal e progressiva, iniciando com uma avaliação diagnóstica via Google Forms para aferir o conhecimento prévio. Os resultados desta etapa inicial revelaram um cenário heterogêneo, com a maioria dos discentes já tendo ouvido os termos, mas com uma compreensão conceitual ainda frágil, onde uma minoria conseguiu apresentar definições precisas. A intervenção seguiu com uma breve exposição teórica, sucedida por atividades práticas que constituíram o cerne da experiência: os acadêmicos realizaram desenhos de vistas, construíram uma maquete da vista superior com recortes de papel e participaram de um experimento com lanterna e sólidos de acrílico (prismas, cilindros, pirâmides) para observar a projeção de sombras, tornando o conceito abstrato em algo tangível e visualmente concreto. Adicionalmente, foi utilizada uma ferramenta de simulação digital interativa da UFF para aprofundar a visualização dinâmica dos sólidos, permitindo a rotação e a análise das projeções em tempo real. A avaliação dos resultados foi processual e somativa, combinando a análise de uma rubrica com critérios de desempenho (compreensão do conteúdo, raciocínio espacial, precisão nos desenhos, participação e empenho), um questionário final de percepção e um simulado com questões de concursos e do ENEM. Os dados qualitativos, coletados no questionário final, revelam um elevado engajamento discente, com os futuros professores descrevendo a experiência como "interessante" e "inovadora", e destacando as atividades práticas, como a projeção de sombras e a construção da maquete, como os aspectos mais positivos e eficazes para a sua aprendizagem. Um relato significativo foi que "observar e escrever sobre a atividade facilitou a compreensão". O desempenho no simulado somativo foi moderado, indicando que a intervenção foi eficaz na construção dos conceitos básicos, visto que a questão com maior índice de acerto envolvia o reconhecimento de vistas. Contudo, a análise também apontou a necessidade de aprofundamento, pois a questão com maior número de erros exigia um raciocínio espacial mais complexo, como a interpretação de trajetórias sobre a superfície de um prisma e sua projeção no plano. Conclui-se que a abordagem pedagógica ativa e diversificada foi extremamente eficaz para a construção da intuição conceitual e para o aumento do engajamento, representando uma contribuição significativa ao processo de ensino-aprendizagem na formação inicial de professores. A experiência demonstra que a transição do concreto para o abstrato, mediada por múltiplas representações, é uma estratégia potente para superar barreiras cognitivas no ensino da Geometria, oferecendo um modelo prático e reflexivo para o enfrentamento de desafios recorrentes na educação matemática superior. SILVA, Cláudio Aprigio da. Aprendizagem do conceito de prisma em abordagem de ensino por investigação, com ludicidade e interatividade. 2025. 64 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de Ciências) - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Campus Nilópolis, Nilópolis, 2025. Acesso em: https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/973344/2/Disserta%C3%A7%C3%A3o_Claudio_Aprigio.pdf

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Publicado

2025-10-24

Como Citar

Metodologias Ativas no Ensino de Geometria Espacial: Um Relato de Experiência na Licenciatura em Matemática. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120815. Acesso em: 15 maio. 2026.