POLUIÇÃO SOB A ÓTICA DA QUÍMICA AMBIENTAL
Palavras-chave:
Química, Ambiental, Júri, Simulado, Metodologia, AtivaResumo
Este trabalho, elaborado por um discente do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) Campus Bagé, aborda a temática da poluição química, considerada um dos maiores desafios do nosso tempo por afetar tanto a saúde humana quanto os ecossistemas globais. O objetivo do trabalho é discutir a diversidade de poluentes, seus impactos nos organismos vivos e no meio ambiente, bem como apresentar ferramentas e estratégias desenvolvidas pela Química Ambiental para monitorar, prevenir e remediar a poluição química. A metodologia utilizada baseou-se em uma prática de ensino-aprendizagem ativa, por meio da realização de um júri simulado na disciplina de Química III, no 3º semestre do curso técnico em Informática, realizado em março de 2025. Nessa dinâmica, os estudantes assumiram diferentes papéis sociais como cientistas, representantes da indústria, ambientalistas, governantes e membros da comunidade e promoveram um debate crítico e fundamentado sobre os impactos da poluição química, refletindo também sobre as responsabilidades de cada setor diante desse problema. O júri proporcionou uma investigação coletiva, pautada em argumentos científicos e pesquisas em fontes acadêmicas, incentivando o protagonismo discente, a interdisciplinaridade e o desenvolvimento de competências socioemocionais como a argumentação e a escuta ativa. De acordo com a investigação, a poluição química é um dos maiores desafios do nosso tempo, afetando a saúde humana e os ecossistemas globais (Faria et al., 2024). A Química Ambiental é a chave para entender e combater esse problema, analisando as complexas interações entre a atividade humana, a indústria e as estruturas de gestão ambiental. A diversidade de poluentes pode ser categorizada em quatro grupos principais: os Metais Pesados, como chumbo e mercúrio, que são persistentes, tóxicos e se acumulam na cadeia alimentar; os Compostos Orgânicos Persistentes (COPs), como o pesticida DDT, que são extremamente estáveis, acumulam-se em tecidos adiposos e são transportados por longas distâncias, com graves riscos à saúde; os Plásticos e Microplásticos, presentes em quase todos os lugares, que demoram a se degradar e se fragmentam em partículas minúsculas, representando uma ameaça séria à vida aquática e à saúde humana; e os Poluentes Emergentes, uma nova fronteira de poluição que inclui fármacos, produtos de higiene pessoal e adoçantes artificiais, encontrados em baixíssimas concentrações e não removidos por tratamentos convencionais (Ueno, 2023). A poluição química não é um problema estático. Os poluentes se espalham através do ar, da água e do solo por processos de transporte. No entanto, sua toxicidade é amplificada por dois fenômenos críticos: a bioacumulação, o acúmulo de poluentes em um organismo vivo ao longo do tempo, e a biomagnificação, o aumento exponencial da concentração de um poluente à medida que ele sobe na cadeia alimentar. Para combater essa realidade, a Química Ambiental oferece uma série de ferramentas. O monitoramento e a análise com técnicas avançadas, como cromatografia e espectroscopia, permitem a detecção e quantificação de poluentes em concentrações mínimas, permitindo o cumprimento de regulamentações ambientais. A abordagem mais eficaz, no entanto, é a prevenção, que é o foco da Química Verde, uma filosofia que busca projetar produtos e processos químicos que sejam seguros e eficientes, minimizando a geração de resíduos. Quando a prevenção não é suficiente, as tecnologias de tratamento e remediação se tornam necessárias (Ueno, 2023). A biorremediação utiliza organismos vivos para degradar poluentes. Os Processos de Oxidação Avançados (POAs) geram radicais livres para degradar uma ampla variedade de poluentes orgânicos. A necessidade de soluções eficazes fomenta o desenvolvimento de novas tecnologias e a colaboração entre diversas áreas de conhecimento. A luta contra a poluição química exige uma abordagem integrada que combine o conhecimento científico com estratégias de engenharia e políticas públicas rigorosas, sendo a colaboração e a inovação que permitirão à humanidade enfrentar esse desafio e construir um futuro mais sustentável. Assim, este estudo, proveniente da participação de um júri simulado no ensino de Química, evidencia a importância de refletir sobre os impactos da poluição química e reforça o papel da Química Ambiental não apenas como campo científico, mas também como ferramenta social, educativa e política, capaz de promover consciência, responsabilidade e ação em prol da preservação do planeta.Downloads
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Publicado
2025-10-24
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
POLUIÇÃO SOB A ÓTICA DA QUÍMICA AMBIENTAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120797. Acesso em: 14 maio. 2026.