Química da Festa Junina: o Teste de Chama Como Recurso Didático no Ensino de Química
Palavras-chave:
Experimentação, didática, Cultura, PIBIDResumo
O ensino de química no ensino médio apresenta inúmeros desafios, principalmente ligados à abstração dos conceitos e à dificuldade dos estudantes em relacionar os conteúdos científicos com situações cotidianas, como ocorre nos conteúdos de estrutura atômica e propriedades periódicas. Neste cenário, atividades experimentais e lúdicas têm um destaque dado às alternativas que aproximam teoria e prática, fazendo com que o aprendizado seja mais atrativo e significativo, favorecendo a participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem. O referente trabalho apresenta a experiência produzida por bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) em uma escola pública estadual de Bagé a partir do projeto A Química da Festa Junina, para relacionar as manifestações culturais populares com a ocorrência de fenômenos químicos, favorecendo a contextualização do ensino. A proposta pedagógica foi estruturada de modo a valorizar elementos típicos da festa junina, como alimentos, brincadeiras e fogos de artifício, para debater conteúdos de forma interdisciplinar e compreensível aos estudantes. Entre as atividades realizadas, destacou-se o teste de chama, escolhido como recurso didático utilizado para abordar conceitos de estrutura atômica, transições eletrônicas e emissão de fótons. A atividade teve início no laboratório da escola com uma breve explicação teórica sobre o funcionamento do teste de chama e a sua relação com a excitação de elétrons em diferentes átomos, com destaque para a coloração dos fogos de artifício que fazem parte da tradição junina, e também a apresentação dos materiais e reagentes utilizados, que foram: soluções de sais como cloreto de sódio, cloreto de potássio, sulfato de cobre e cloreto de bário; alças de platina; béqueres; e maçarico. Logo em seguida, foi realizada a demonstração experimental com os sais, em que cada solução foi colocada em um béquer, o experimento consistiu em colocar o sal em contato com a chama com o auxílio da alça de platina, para facilitar a observação das diferentes cores características de cada elemento químico. No decorrer da prática, os pibidianos realizaram a demonstração dos testes e estimularam os alunos a observar atentamente as cores características de cada sal. As observações foram sistematizadas em diálogo coletivo, permitindo que os estudantes levantassem hipóteses e associassem os resultados com situações vivenciadas em festas juninas, incentivando um ambiente de diálogo coletivo e aprendizagem colaborativa. As evidências apontaram para um forte comprometimento por parte dos estudantes, que demonstraram surpresa e entusiasmo diante das cores observadas. A atividade experimental contribuiu para a fixação de conteúdos e reforçou a importância da experimentação no processo de ensino-aprendizagem. Pode-se afirmar que o projeto A Química da Festa Junina, com ênfase no teste de chama, demonstrou ser uma abordagem pedagógica eficiente, capaz de integrar ciência, cultura e diversão, aprimorando o aprendizado dos estudantes da educação básica e, ao mesmo tempo, a formação inicial dos licenciandos do PIBID, ao promover experiências inovadoras que integram teoria e prática no espaço escolar. Dessa forma, atividades experimentais contextualizadas não apenas contribuem para a aprendizagem científica dos estudantes, mas também para o fortalecimento da prática docente e para a integração entre universidade e escola básica, reafirmando a relevância do PIBID na formação de professores reflexivos e preparados para os desafios do trabalho coletivo e do ensino contemporâneo.Downloads
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Publicado
2025-10-24
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Química da Festa Junina: o Teste de Chama Como Recurso Didático no Ensino de Química. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120795. Acesso em: 14 maio. 2026.