Aventura Botânica: o Uso de Jogos Didáticos para Fomentar a Educação em Ciências

Autores

  • Alexia Weber Silva Padilha
  • Thalessa Pinto Santos
  • Ailton Dinardi

Palavras-chave:

Ludicidade, Jogos, Tabuleiro, Biodiversidade, Vegetal

Resumo

O ensino de Botânica, área significativa da Biologia, que focaliza plantas desde aspectos físicos até às suas complexas funções no ambiente, têm enfrentado, históricamente, alguns entraves didáticos persistentes, Destacam-se entre os principais desafios o baixo engajamento e o alto desinteresse, ao que tudo indica, é devido a forma descontextualizada que os conteúdos são abordados, com a realidade dos alunos (Tuler, 2022). Esta falta de contexto transforma o estudo de funções e classificações vegetais em uma tarefa difícil e intangível, distante da intensa biodiversidade que nos rodeia, resultando em um déficit da aprendizagem significativa e na dificuldade de compreender a grande relevância crítica do reino Plantae para a manutenção da vida no planeta. Em vista disso, este trabalho tem como objetivo fomentar a educação em ciências através da ludicidade de um jogo didático direcionado especificamente à área de Botânica. O jogo, concebido de Aventura Botânica foi criado e desenvolvido como artefato pedagógico, dentro do âmbito da componente curricular de Biodiversidade II, do curso de Ciências da Natureza Licenciatura, da Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana. O processo de originar a ferramenta didática envolveu pesquisa, seleção de conteúdos essenciais, design excêntrico e testes interativos, garantindo tanto o rigor científico quanto a viabilidade, a adaptabilidade e a atratividade lúdica. Com a finalidade principal de trabalhar e facilitar a compreensão da morfologia foliar (uma base essencial para entender e verificar a ecologia vegetal). A jogatina foi estruturada com a idéia que simula uma jornada através de diferentes biomas, foi utilizado um tabuleiro temático, cartas contendo desafios (sobre função ecológica, morfologia, etc), dados e peões para uma dinâmica colaborativa da turma, intencionando a observação, a classificação e a verificação de estruturas vegetais. De uma forma divertida, os alunos foram divididos em grupos de 3 a 5 participantes. Cada casa do tabuleiro corresponde a um tipo específico de desafio, que foi descrito acima, em cores variadas. Os grupos avançam conforme o número sorteado no dado e cumprem o desafio proposto pela carta. Se errarem, voltam ao início, incentivando a revisão de conceitos. Esse mecanismo de retrocesso em caso de resposta incorreta, voltar à casa inicial, não é configurado como repreensão, mas como um incentivo estratégico para a revisão imediata e consolidação dos conceitos, criando um ciclo de tentativa erro e aprendizado corrigido em tempo de aula. A partida encerra quando um grupo chega com sucesso ao final da expedição botânica. A premissa central é transformar a classificação e a verificação de estruturas vegetais de uma atividade passiva e árdua em uma missão ativa e investigativa, que promove olhares distintos e interessados. O artefato também valoriza a interdisciplinaridade, podendo ser adaptado em diferentes eixos temáticos dentro das ciências da natureza, como ecologia, fisiologia vegetal e ciências ambientais, pois envolve observação, análise crítica da matéria, criatividade e trabalho em equipe. Essa admirável flexibilidade amplia o potencial educativo da ferramenta, permitindo que seja utilizada em diferentes contextos e etapas de ensino, sempre com o principal desígnio de tornar o aprendizado mais palpável, envolvente e significativo para os educandos. O uso de metodologias ativas como esta, está alinhado com as inovações da educação em Ciências, que defendem principalmente a aprendizagem ativa, contextualizada e centrada no estudante.

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Publicado

2025-10-24

Como Citar

Aventura Botânica: o Uso de Jogos Didáticos para Fomentar a Educação em Ciências. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120748. Acesso em: 15 maio. 2026.