Brincando com as cores na pré-escola: Relato de uma prática desenvolvida no Pibid

Autores

  • Jaci Antônia Pereira Costa do Amaral
  • Gina Clarice Carrion Munhoz
  • Antônio Galvão Peçanha Espinosa
  • Maria Camila Loreto dos Santos Batista
  • Rafael Lucyk Maurer
  • Vitor Garcia Stoll

Palavras-chave:

Aprendizagem, lúdica, Educação, Infantil, Ensino, Ciências

Resumo

Este trabalho apresenta uma prática desenvolvida no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência PIBID, Subprojeto Ciências da Natureza, vinculado à Universidade Federal do Pampa UNIPAMPA Campus Dom Pedrito/RS. O lócus foi Escola Municipal de Ensino Fundamental Argeny de Oliveira de Jardim e envolveu os 12 estudantes da turma do Pré-B. A prática foi desenvolvida no mês de junho de 2025, com duração de três horas/aula, e teve como proposta Descobrindo as cores, tema que emergiu como uma demanda da professora titular da turma, que já havia inserido o conteúdo e gostaria que a atividade fosse realizada no Clube de Ciências do PIBID. A aplicação também se justifica, pois, trabalhar as cores na Educação Infantil amplia a percepção, a linguagem e a criatividade das crianças, ajudando-as a compreender e se expressar melhor sobre o mundo ao seu redor. Os objetivos foram reconhecer e nomear as cores primárias e secundárias; e estimular a criatividade e a expressão artística dos estudantes. Metodologicamente, a prática foi desenvolvida em cinco momentos, sendo o primeiro caracterizado pelo levantamento dos conhecimentos prévios dos estudantes. Para tanto, foi realizada uma roda de conversa interativa, na qual foram dispostos cartões com diferentes cores sobre a mesa, onde cada estudante escolheu a cor que mais gosta, nomeou e citou objetos e materiais constituídos dessa cor. No desenvolvimento, foi explorada a temática por meio da música As cores do Mundo Bita, onde havia pausas para que as crianças apontassem objetos da cor citada. Na sequência, foram apresentadas as cores primárias e secundárias, sendo realizadas misturas pelos próprios estudantes. Houve, ainda, a exploração sensorial da Caixa mágica, composta por objetos coloridos, onde diziam a cor e como era feita a mistura. Por fim, a verificação do conhecimento se deu através de uma dinâmica com quadrinhos e balões coloridos, nos quais nomeavam as cores e suas misturas. Os dados empíricos foram registrados por meio de fotografias e anotações no diário das pibidianas, no qual parte da equipe ficou responsável por registrar as percepções dos estudantes. Como resultados, percebeu-se que, na roda de conversa interativa, os estudantes se mostraram desinibidos e participativos, já sabiam nomear todas as cores, porém desconheciam sua classificação em primárias e secundárias. Também mencionaram objetos do cotidiano que eram compostos pela cor escolhida, citando peças de seu vestuário, trajes de personagens e super-heróis, brinquedos e objetos da própria escola. As práticas de musicalização e sensorial foram envolventes e estimulantes, sendo solicitado pelos estudantes sua repetição várias vezes durante a aplicação. Já a atividade de mistura das cores permitiu a exploração e testagem para formação das cores secundárias, favorecendo sua visualização. Neste momento, os estudantes também criaram desenhos livres e composições, que permitiram a livre expressão. Concluiu-se que os objetivos pedagógicos foram alcançados, pois as crianças participaram de forma ativa, interagiram entre si e com as pibidianas, e souberam identificar, nomear e classificar as cores. Dessa forma, defende-se que práticas como a aqui descrita podem contribuir para o desenvolvimento integral das crianças, pois exploram diferentes campos do conhecimento e unem experimentação e ludicidade, elementos essenciais para a construção de conhecimentos, estímulo à criatividade e à imaginação, e promoção de novas aprendizagens no cotidiano escolar.

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Publicado

2025-10-24

Como Citar

Brincando com as cores na pré-escola: Relato de uma prática desenvolvida no Pibid. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120712. Acesso em: 14 maio. 2026.