Circuitos com Massa de Modelar: Eletricidade Lúdica nos Anos Iniciais
Palavras-chave:
Alfabetização, Científica, Metodologias, Ativas, PIBID, Ensino, CiênciasResumo
A alfabetização científica constitui-se como elemento essencial para a formação de cidadãos capazes de compreender, interpretar e intervir em situações do cotidiano à luz do conhecimento científico. Como defende Chassot (2014, p. 35), alfabetizar cientificamente é possibilitar que os indivíduos leiam o mundo e nele intervenham com responsabilidade. Partindo dessa perspectiva, este trabalho foi desenvolvido no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), através da aplicação de oficinas pedagógicas de eletricidade para alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, em uma escola pública de Uruguaiana, Rio Grande do Sul. O objetivo principal foi superar a abstração de conceitos de eletricidade por meio de uma abordagem lúdica, experimental e diversificada. Desde sua implementação, o PIBID tem se consolidado como política pública voltada ao fortalecimento da educação básica possibilitando a aproximação entre universidade e escola. Essa integração promove a inserção de licenciando no cotidiano escolar, favorecendo tanto a formação inicial docente quanto a inovação pedagógica (BRASIL, 2007; PIMENTA; LIMA, 2012). Nesse contexto, a atuação dos bolsistas, possibilita a criação de práticas que dialogam com a realidade dos estudantes, fortalecendo o compromisso com uma educação pública de qualidade. A principal dificuldade enfrentada no ensino de eletricidade nos anos iniciais está relacionada à escassez de materiais e estratégias didáticas concretas que auxiliem na compreensão de conceitos abstratos, como corrente elétrica e polaridade. O projeto buscou, portanto, estimular o interesse dos estudantes pelo tema utilizando materiais acessíveis e de baixo custo, favorecendo a experimentação e a aprendizagem significativa. A proposta fez uso de pilhas, LEDs e massa de modelar condutiva para introduzir noções de circuitos elétricos, polaridade e condutividade. A metodologia baseou-se nos três momentos pedagógicos (DELIZOICOV, ANGOTTI, 1990) e em estratégias de Metodologias Ativas, posicionando o o aluno como protagonista do processo de aprendizagem. Inicialmente, partiu-se dos conhecimentos prévios dos estudantes acerca do tema. Em seguida, realizou-se uma exposição dialogada sobre os conceitos, enfatizando os cuidados com a segurança, seguida da atividade prática central: a montagem de circuitos simples utilizando massa de modelar em substituição aos fios tradicionais, o que possibilitou a manipulação direta e maior interação com o fenômeno. Por fim, os alunos foram desafiados a representar graficamente o circuito que haviam construído. Os resultados qualitativos demonstraram alta efetividade da proposta, pois 92% dos estudantes montaram o circuito de forma correta já na primeira tentativa, evidenciando a compreensão de circuito fechado e polaridade. Na etapa de representação gráfica, 83,7% das produções registraram corretamente o fluxo de corrente e a identificação dos polos, utilizando cores para diferenciar o estado do LED. Conclui-se que a estratégia mostrou-se eficaz para tornar conceitos abstratos em experiências tangíveis e significativas, promovendo engajamento, colaboração e aprendizagem consistente, em consonância com as premissas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino de Ciências por investigação. Além disso, as oficinas favoreceram o trabalho em equipe e a troca de saberes entre os estudantes, proporcionando momentos de encantamento e descoberta, essenciais para o processo de alfabetização científica. Dessa forma, evidencia-se o potencial de metodologias hands-on como caminhos para a inovação pedagógica no ensino de Ciências nos anos iniciais.Downloads
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Publicado
2025-10-24
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Circuitos com Massa de Modelar: Eletricidade Lúdica nos Anos Iniciais. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120704. Acesso em: 14 maio. 2026.