Impactos da Pandemia de Covid-19 nos Anos Iniciais nas Escolas Municipais de Pinheiro Machado
Palavras-chave:
Pandemia, anos, iniciais, escolas, públicasResumo
A pandemia de COVID-19, declarada em março de 2020, trouxe desafios sem precedentes ao sistema educacional global, forçando as escolas a se adaptarem ao fechamento temporário das instituições de ensino, em razão do qual o Ministério da Educação (MEC) autorizou o ensino remoto emergencial (ERE) para manter o cronograma e proteger a comunidade escolar (Pereira, Otte, Silva, 2024). Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, a interrupção das aulas presenciais resultou em lacunas no aprendizado e desafios relacionados à socialização, saúde mental e bem-estar emocional, afetando o desempenho acadêmico e o desenvolvimento socioemocional dos alunos (Lima, Guimarães, 2022). Este trabalho teve como objetivo explorar os impactos da pandemia nos Anos Iniciais das escolas municipais de Pinheiro Machado, município da região da campanha do Rio Grande do Sul, analisando as consequências do ensino remoto e as implicações a longo prazo para o aprendizado e desenvolvimento das crianças. A importância deste tema não se limita à identificação dos problemas ocasionados pelo ensino remoto, mas à busca por soluções que promovam o desenvolvimento das crianças, minimizando as lacunas do pós-pandemia e destacando o olhar dos docentes sobre essas questões. Trata-se de uma pesquisa de campo com abordagem qualitativa. Foi utilizado o questionário, instrumento de coleta de dados com perguntas fechadas e abertas (Marconi e Lakatos, 2017), desenvolvidos e aplicados por meio da plataforma Google Forms. Dois modelos foram criados, um para cada grupo de respondentes. A pesquisa considerou respostas de 30 educadores que atuaram nos Anos Iniciais durante o ensino remoto e 100 pais/responsáveis de alunos dessa etapa no município. Desses, 60% dos docentes e 34% dos pais responderam. Os dados foram analisados qualitativamente, com o objetivo de oferecer uma visão dos desafios enfrentados durante e após esse período.O Sars-Cov-2 (COVID-19) causou uma crise sanitária, agravada pela falta de planejamento nacional de saúde. A LDB já previa a possibilidade de ensino a distância em emergências. O MEC autorizou o ensino remoto emergencial (ERE) temporariamente, com o intuito de proteger estudantes, professores e funcionários (Pereira, Otte e Silva, 2024). Este modelo, nunca antes adotado, surgiu como solução diante do contágio elevado. Pinheiro Machado implantou este modelo com apoio de professores, pais e tutores. A disseminação do vírus exigiu rápida adaptação de educadores, estudantes e instituições. É evidente que o isolamento social impactou a vida dos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. As lacunas deixadas são notáveis, sobretudo nas turmas em fase de alfabetização, que não desenvolveram habilidades mínimas de leitura e letramento (Lima, Guimarães, 2022). A transição para a educação online apresentou desafios: falta de acesso a computadores, internet de qualidade, recursos materiais, treinamento docente e dificuldade em manter a motivação dos alunos (Ortega e Rocha, 2020, apud Freitas, 2023). Os dados visam identificar os impactos da pandemia no sistema educacional de Pinheiro Machado. Na visão de educadores e famílias, a falta de interação presencial dificultou a assimilação de conteúdos e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Conforme Lima e Guimarães (2022), 47,1% dos pais relataram que a pandemia afetou o bem-estar social e emocional das crianças. O retorno às aulas também trouxe dificuldades. Muitos alunos não conseguiram aprender os conteúdos devido ao baixo contato com professores e à falta de apoio familiar (Lima, Guimarães, 2022). Brechas digitais exigiram envio de atividades impressas, mas sem acompanhamento, a adesão foi baixa. Professores também foram impactados. Apontaram a falta de capacitação como problema, evidenciando a necessidade de formação para lidar com novas demandas. Costa, Alves e Leite (2024) observam que, embora as escolas já utilizassem ferramentas tecnológicas, seu uso era esporádico e presencial. Docentes destacam a diversidade nos níveis de aprendizagem dentro de uma mesma turma, ampliada no pós-pandemia. Hickmann et al. (2022) afirmam que desigualdades cognitivas e de desenvolvimento foram intensificadas nesse contexto. Apesar dos desafios, os educadores reconhecem que a pandemia permitiu rever práticas pedagógicas, como o uso da internet. No entanto, seu uso deve ser orientado por valores éticos, conforme Castells (2017), que alerta para o uso responsável da tecnologia. Os alunos dos Anos Iniciais de Pinheiro Machado foram profundamente impactados, e esses efeitos terão repercussões a longo prazo. As ações implementadas pela Secretaria Municipal de Educação em parceria com as escolas como reforço em turno inverso, apoio pedagógico e atividades lúdicas podem atenuar os impactos. Ainda assim, observa-se uma lacuna em iniciativas voltadas ao bem-estar emocional das crianças.Downloads
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Publicado
2025-10-24
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Impactos da Pandemia de Covid-19 nos Anos Iniciais nas Escolas Municipais de Pinheiro Machado. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120699. Acesso em: 14 maio. 2026.