Ensino de História e Cultura Indígena no Pibid na Escola Manoel Pereira Vargas

Autores

  • Luis Felipe Da Rosa Burgos
  • João Gabriel Carvalho Garcia
  • Guinter Tlaija Leipnitz
  • Kênya Jessyca Martins de Paiva

Palavras-chave:

ensino, docência, história, pública, cultura, indígenas

Resumo

Este trabalho visa relatar os resultados atingidos até o momento pelo subprojeto de História do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência em vigor no campus de Jaguarão da Universidade Federal do Pampa, orientado pelo professor Dr. Guinter Tlaija Leipnitz e com o eixo temático História Pública, no âmbito da Escola Municipal de Ensino Fundamental Manoel Pereira Vargas, abordando específicamente o projeto que tratou junto aos alunos do nono ano a temática da História e Cultura Indígena. O colégio Manoel Pereira Vargas é uma escola de Ensino Fundamental da rede municipal da cidade de Jaguarão, a maior parte de seus alunos é composta por habitantes do bairro onde a escola se localiza, a Pindorama. Um total de seis pibidianos foram designados a atuar na escola em questão, supervisionados pela professora Kênya Jessyca Martins de Paiva, estes se organizaram em um primeiro momento de forma a comportar três das turmas, do sétimo ao nono ano, com atividades pontuais junto dos dois sextos anos.. O trabalho em questão trata do primeiro bloco de aulas elaborado pela dupla de pibidianos Luis Felipe da Rosa Burgos e João Gabriel Carvalho Garcia, que se prontificaram a trabalhar com o nono ano. Neste primeiro bloco, à sugestão da professora supervisora à todas as duplas, se propôs a abordar a temática dos povos indígenas, fazendo valer à lei que torna obrigatório, tanto no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio, seja em escola pública ou privada, o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena (Brasil. Lei nº 11.645/ 2008). O projeto foi composto por quatro aulas, e aos pibidianos foi dada liberdade criativa para decidir de que maneiras iriam estruturá-las. Na dupla em questão, a concepção foi de duas aulas expositivas, que seriam seguidas de uma aula de revisão e por fim uma avaliação escrita. Na primeira aula, a ideia foi a de fazer contextualizar a História Índígena nos diferentes períodos que caracterizam a História brasileira, começando pela invasão européia, perpassando os períodos colonial e imperial, até chegarmos na contemporaneidade. Na segunda aula, nos direcionamos para abordagens que visaram desconstruir pré concepções errôneas e apresentar pautas atuais relacionadas; abordando conceitos como aculturação e etnocentrismo e também a ideia de Clastres (2014) de julgar pela falta. Assim, na terceira aula fizemos uma síntese do que havia sido tratado nas aulas anteriores, ainda com a apresentação de vídeos na segunda metade, nestes incluindo a fala de Ailton Krenak na assembleia constituinte de 1987, fazendo conexões entre o vídeo e os assuntos abordados nas aulas, em uma tentativa de fazer conversar com a História Pública, eixo principal do projeto. Por fim, a última aula foi a aplicação de uma atividade avaliativa com o objetivo de ponderar os efeitos dos temas abordados nos alunos. A avaliação consistiu na produção textual de uma redação com no mínimo vinte linhas, abordando o conteúdo tratado nas aulas e o conteúdo que estavam estudando no componente de História à parte do PIBID. Em uma análise comparativa entre o momento precedente e o posterior à aplicação da Oficina de História e Cultura Indígena, baseando-nos na correção das redações, percebemos um claro aprimoramento do conhecimento dos alunos sobre as temáticas de valorização da diversidade cultural e pluralidade dos povos indígenas. E, também, o desenvolvimento da sua capacidade crítica tanto para com as informações que se consome no meio midiático sobre os povos originários, quanto para o reconhecimento dos povos autóctones como o que Todorov (1999) elencou como grupos sociais concretos, reconhecendo a possível distância entre as esferas culturais, mas também o pertencimento à mesma espécie. Em suma, considerando que o objetivo do projeto foi satisfatoriamente atingido, este trabalho visa demonstrar que a abordagem das questões indígenas em sala de aula faz-se de extrema relevância para todos os envolvidos em curta e longa escala, desde os alunos até os grupos sociais que eles pertencem, delineando a relação do indivíduo ao coletivo. Ainda, visa evidenciar a importância da execução da lei 11.645 (Brasil, 2008) para uma formação completa do aluno como um cidadão com pensamento crítico e que reconhece e respeita a diversidade cultural e étnica do Brasil, para que assim ele alcance a consciência cívica plena, tornando nossa sociedade mais inclusiva e justa.

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Publicado

2025-10-24

Como Citar

Ensino de História e Cultura Indígena no Pibid na Escola Manoel Pereira Vargas. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120624. Acesso em: 14 maio. 2026.