Pibid: a Prática Como Espaço de Aprendizagem - Um Relato de Experiência

Autores

  • Andressa Siqueira
  • Amandha de Abreu Espindola
  • Gianna Denis Cacciatore
  • Maria Alzira Lira Chaves
  • Ronaldo Colvero
  • Estevan Rodrigues Liska

Palavras-chave:

PIBID, Formação, docente, Experiência

Resumo

O presente trabalho visa explanar os resultados parciais referentes ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), licenciaturas interdisciplinares, subprojeto Sociologia da Escola Estadual de Ensino Médio Tricentenário. O programa é voltado para aproximação do aluno com o ambiente escolar, a fim de apresentar o funcionamento de suas futuras atividades e deveres como professor. Possui como principal objetivo aproximar o aluno com o convívio e atividades feitas pelo professor da rede básica da educação, fazendo com que o discente tenha um contato maior com a rotina escolar, produção de projetos e atividades didáticas/pedagógicas. Os discentes bolsistas deste programa, possuem um cronograma de inserção ao ambiente escolar. Em um primeiro momento, é feita uma visita e conhecimento dos espaços e direção escolar, após começa o período de monitoria, onde os pibidianos auxiliam os professores na sala de aula, no desenvolvimento de atividades, explicando brevemente conteúdos ou auxiliando os alunos em pesquisa, produção de slides e resolução de exercícios. Ademais, os bolsistas podem desenvolver projetos na escola, se inserindo em algum já existente ou criando projetos ao longo dos meses que possam integrar as turmas, desenvolvendo temas transversais que serão proveitosos tanto aos alunos quanto no desenvolvimento da escola. Desta forma, diversos projetos já foram desenvolvidos ao longo do ano, como por exemplo, referente ao dia da mulher, importância da saúde alimentar e influência da globalização, bullying, questões etnico-raciais, dia do estudante, maio laranja, desenvolvimento da horta da escola, entre outros. Outrossim, o grupo da escola Tricentenário possui licenciandos do primeiro até o quinto semestre, possibilitando troca de experiências entre os semestres. Os pibidianos em seus relatos afirmam que sua experiência até o momento com o PIBID, está sendo de extrema importância para seu desenvolvimento quanto futuros docentes, como sua postura, sua facilidade em explicar determinado conteúdo, de uma forma dinâmica e acessível aos alunos, como também, se torna uma experiência valiosa, à vista disso, o ensinante que assim atua tem, no seu ensinar, um momento rico de seu aprender. O ensinante aprende primeiro a ensinar mas aprende a ensinar ao ensinar algo que é reaprendido por estar sendo ensinado (FREIRE, 2001. p. 259), principalmente para seus futuros estágios, possuir uma iniciação a docência faz com que a prática do estágio seja de maior proveito ao estagiário, uma vez que não seja um contato repentino, podendo muitas vezes causar evasão do curso de licenciatura, ou desanimar o licenciando por más experiências, pois quando se trata de prática docente, é possível se deparar com algo bem diferente da teoria que se aprende em sala de aula, pois, como citado por Edgar Morin em entrevista em 2017, o grande problema da humanidade é que todos nós somos idênticos e diferentes, e precisamos lidar com essas duas ideias que não são compatíveis, o que acontece quando os PIBIDIANOS tem seu primeiro contato com a docência, se encontram com várias ideias que não são compatíveis e devem, por meio de práticas educativas, adaptar-se a essas dicotomias do cotidiano docente, por isso, destaca-se, segundo Paulo Freire, no seu livro Pedagogia da Autonomia, 2002, que ensinar exige bom senso, ao pensar sobre o dever que tenho, como professor, de respeitar a dignidade do educando, sua autonomia, sua identidade em processo, e colocar isso em prática torna-se enriquecedor para os bolsistas, também porque, Tornar-se professor para nos servirmos do célebre título de Carl Rogers, Tornar-se pessoa obriga a refletir sobre as dimensões pessoais, mas também sobre as dimensões coletivas do professorado (NÓVOA, 2019. p. 6). Não é possível aprender a profissão docente sem a presença, o apoio e a colaboração dos outros professores. Portanto, pode-se dizer que, quando acontece uma metamorfose na escola, o intuito é criar um novo ambiente educativo, construindo relações com uma diversidade de práticas e de apoio de trabalhos em comum, tornando iminente o ensino e a epistemologia, fazendo com que isso implique com mudanças na formação dos professores e reflexamente a criação de um ambiente novo para a formação do profissional docente, dessa forma, o PIBID se torna valioso para os professores em formação, visto que, os estágios são o único contato com a docência que está previsto para o licenciando na graduação. Sendo assim, conclui-se que o PIBID se faz proeminente para o desenvolvimento de um bom futuro docente, principalmente por possuir remuneração para bolsistas, o que pode ser um fator importante para que estudantes de baixa renda permaneçam na graduação e concluam seu curso.

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Publicado

2025-10-24

Como Citar

Pibid: a Prática Como Espaço de Aprendizagem - Um Relato de Experiência. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120589. Acesso em: 15 maio. 2026.