Experimentação Como Estratégia Didática no Ensino de Química no Pibid: Enfoque na Atividade Experimental Problematizada

Autores

  • Roger Cristopher Ferreira Farias
  • Renata Deli da Rosa Ribeiro
  • André Luís Silva da Silva

Palavras-chave:

PIBID, Atividade, Experimental, Problematizada, Ensino, Química, Experimentação

Resumo

Nos dias atuais, é de exímia relevância que a experimentação esteja presente no planejamento pedagógico dos professores da área das Ciências da Natureza, sobretudo da Química. O papel da experimentação não deve limitar-se apenas à comprovação de conceitos teóricos, mas criar espaços para debates e reflexões por meio de situações-problemas reais, associando-as à realidade dos alunos, favorecendo sua compreensão dos problemas relacionados ao seu cotidiano (Leite, 2018). As práticas experimentais apresentam como objetivo promover o aprendizado significativo, e não se tornar apenas mais um material de estudo linear e mecanizado. De acordo com Peruzzi e Fonfonka (2021), a experimentação deve unir a teoria à prática e possibilitar o desenvolvimento da pesquisa e da problematização em sala de aula, despertando a curiosidade e o interesse do aluno. O presente trabalho contempla um relato de experiência de uma prática experimental balizada pela Atividade Experimental Problematizada (AEP) (Silva; Moura, 2018), realizada em uma turma do 2º ano do Ensino Médio na modalidade integrada ao Curso Técnico em Agropecuária de uma escola pública estadual no Rio Grande do Sul no município de Caçapava do Sul. Para isso, este objetiva descrever e avaliar as contribuições de uma AEP sobre soluções químicas, visando a compreensão significativa dos conceitos científicos. A intervenção faz parte das atividades desenvolvidas na escola no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), campus Caçapava do Sul. Os conhecimentos explorados contemplam o estudo das soluções químicas no que se refere aos componentes e o preparo de soluções, solubilidade, concentração e diluição. A intervenção foi planejada e desenvolvida, inicialmente, na esfera teórica dos conceitos e, em um segundo momento, com uma prática experimental nos pressupostos da AEP. A atividade organizou-se a partir de um problema proposto elencado no início do processo, seguido pelo objetivo experimental e diretrizes metodológicas da prática. A metodologia foi balizada pelos pressupostos da AEP, na qual um dos critérios para desenvolver a prática experimental é o desenvolvimento de um problema, que deve anteceder a atividade. O experimento, objeto da prática experimental em questão, deve dialogar com o problema proposto. A intervenção foi organizada de modo que o conteúdo de soluções fosse desenvolvido antes de todo o restante da programação, com a intervenção do PIBID logo em seguida. A AEP desenvolvida pelos bolsistas foi idealizada na reunião semanal do grupo, com o objetivo de construir uma atividade que fosse aplicável e próxima do cotidiano dos estudantes. Neste contexto, a AEP contemplou dois experimentos desenvolvidos em duas horas/aula de 45 minutos, junto a dezoito alunos, sendo que estes dividiram-se em três subgrupos de trabalho para execução das atividades. Para avaliar as atividades no que tange ao objetivo deste trabalho, utilizou-se os seguintes critérios: participação e envolvimentos dos estudantes, discussões entre o grupo de trabalho das questões propostas e possíveis resoluções para o problema proposto. Iniciou-se a AEP organizando todos os materiais e deixando-os prontos para os estudantes antes que os mesmos chegassem. Posteriormente, foi solicitado que eles se dividissem em 3 subgrupos para dar início aos experimentos. Após a conclusão de cada experimento, os estudantes foram desafiados a resolver os cálculos com os dados obtidos, com a utilização das seguintes expressões: C = m/V, onde C é a concentração comum (em g/L), m é a massa do soluto (em gramas) e V é o volume da solução (em litros). C1V1 = C2V2, onde C1 e V1 são a concentração e o volume da solução inicial, respectivamente, e C2 e V2 representam a concentração e o volume da solução final. Como conclusão da AEP, os subgrupos construíram possíveis respostas para o problema proposto no início do processo. Os resultados foram avaliados de maneira qualitativa, considerando a autoria dos estudantes no que compreende a sua aprendizagem sobre os conceitos explorados, os debates e reflexões promovidos durante a atividade e seu nível de interatividade com a atividade proposta. Com as observações e registros realizados é possível destacar a relevância da proposta no que se refere a construção dos conhecimentos sobre soluções, de maneira significativa e contextualizada com situações cotidianas. Nas discussões dos subgrupos de trabalho, verificou-se a curiosidade e o envolvimento positivo dos estudantes, tanto na execução dos cálculos quanto na construção de respostas para o problema em questão. Em síntese, reitera-se a importância de inserir a experimentação no Ensino de Química de forma contextualizada, problematizada e investigativa, como uma possibilidade de despertar o olhar curioso e crítico dos estudantes pelos fenômenos científicos.

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Publicado

2025-10-24

Como Citar

Experimentação Como Estratégia Didática no Ensino de Química no Pibid: Enfoque na Atividade Experimental Problematizada. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120580. Acesso em: 14 maio. 2026.