Matemática Financeira: Uma Proposta de Ensino Envolvendo Problemas Reais Enfrentados por Famílias Fictícias

Autores

  • Francine Da Luz
  • Diênifer Natália Lemos Correa
  • Rodrigo Marques de Almeida
  • Lisiane Pereira Baptista Silveira
  • Aline Picoli Sonza
  • Denice Aparecida Fontana Nisxota

Palavras-chave:

Matemática, financeira, educação, PIBID

Resumo

No cotidiano das famílias brasileiras, é comum surgirem decisões que envolvam escolhas financeiras, como por exemplo: avaliar se compensa adquirir um produto parcelado em diversas vezes, optar pelo pagamento à vista com desconto, ou ainda refletir sobre a melhor forma de poupar recursos pensando no futuro. Situações como essas demonstram que lidar com questões relacionadas ao consumo, ao crédito, ao endividamento e aos investimentos exige preparo e orientação adequada. A Educação Financeira surge como resposta a essa necessidade, visto que possibilita ao cidadão desenvolver autonomia, consciência crítica e responsabilidade no uso do dinheiro. Por meio dela, busca-se proporcionar às pessoas a capacidade de planejar gastos, compreender riscos e oportunidades, além de adotar estratégias mais seguras para alcançar estabilidade financeira. Com esse intuito, o presente trabalho relata a realização de uma atividade envolvendo Matemática Financeira intitulada Famílias Fictícias, implementada em uma turma de sexto semestre do Ensino Médio Integrado do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia Sul-Riograndense (IFSul), Campus Bagé.  A atividade foi desenvolvida pelos bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), subgrupo de Matemática, sob a orientação da professora supervisora. A proposta consistiu na composição de seis famílias fictícias, cada uma com renda e gastos distintos, representando diferentes realidades socioeconômicas. Para a realização da atividade, os 24 alunos da turma foram divididos em seis grupos com quatro integrantes cada um. Cada grupo escolheu um envelope onde havia informações sobre a família específica. Cada família foi identificada por um nome, como: Schulz, Gomes, entre outros. A dinâmica foi dividida em quatro etapas: na primeira, houve o sorteio das famílias; na segunda, entregou-se a cada grupo a descrição detalhada da família fictícia contendo características, renda e despesas mensais; na terceira etapa, cada grupo recebeu uma situação-problema ou desafio inesperado, com ganhos ou perdas financeiras, para que pudessem analisar e deliberar soluções de acordo com a realidade de sua família. Por fim, na quarta etapa, cada grupo apresentou os resultados de suas reflexões à turma, sendo elas: as características da sua família, os desafios enfrentados e as soluções encontradas. A atividade permitiu a realização de discussões e reflexões que auxiliaram no desenvolvimento da criticidade, criatividade e trabalho em equipe, além demonstrar e comprovar a importância da Educação Financeira na vida das pessoas. Durante as apresentações finais dos grupos, foi possível observar o envolvimento e o interesse dos estudantes que mostraram diferentes formas de solucionar problemas considerando, inclusive, aspectos reais da vida financeira como simulações de financiamentos, empréstimos, venda de imóveis, entre outros. No momento final, cada grupo foi convidado a fazer suas considerações sobre a realização da atividade apresentando um feedback sobre a experiência, avaliando a proposta de maneira geral, apontando contribuições e expressando como se sentiram diante da dinâmica. O retorno foi bastante positivo, evidenciando o impacto da atividade e a relevância do tema para a formação dos estudantes. Por outro lado, é importante destacar a importância da realização da atividade para os bolsistas do PIBID, que tiveram participação ativa ao longo do desenvolvimento, da elaboração, e de reflexão sobre novas estratégias para o ensino de Matemática e da Educação Financeira. Diante dos resultados observados, pode-se afirmar que a atividade Famílias Fictícias alcançou plenamente seus objetivos pedagógicos, promovendo não apenas a compreensão prática dos conceitos de Matemática Financeira, mas também a reflexão crítica dos alunos sobre situações que se aproximam de sua realidade cotidiana. A proposta favoreceu o desenvolvimento da autonomia, da cooperação e da capacidade de tomada de decisão, elementos essenciais para a formação de cidadãos conscientes e preparados para lidar com os desafios financeiros da vida real. Assim, conclui-se que iniciativas como essa enriquecem o processo de ensino-aprendizagem, ao articular teoria e prática, evidenciando o potencial da Educação Financeira como um recurso transformador no ambiente escolar. Além disso, esse tipo de atividade contribui para fortalecer a relação entre escola e sociedade, aproximando o estudante das situações reais que pode enfrentar no futuro. Dessa forma, amplia-se o alcance do aprendizado, tornando-o mais significativo e duradouro.

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Publicado

2025-10-24

Como Citar

Matemática Financeira: Uma Proposta de Ensino Envolvendo Problemas Reais Enfrentados por Famílias Fictícias. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120572. Acesso em: 15 maio. 2026.