Desenvolvimento de Membrana Polimérica de Pcl Eletrofiada: Potencial Aplicação em Curativos Tópicos.
Palavras-chave:
solubilidade, intumescimento, espessuraResumo
A alta demanda por curativos para aplicação em lesões tópicas, como queimaduras, contusões, cortes, perfurações, lacerações, úlceras crônicas e abrasões, tem instigado a pesquisa na área da engenharia de tecidos por materiais poliméricos que possam acelerar o processo de cicatrização, além de reduzir o risco de infecção. O curativo biopolimérico destinado ao tratamento de feridas deve apresentar elevada biocompatibilidade celular, propriedades antioxidantes e antimicrobianas, além de adequada permeabilidade ao oxigênio e capacidade de manter o microambiente úmido, promovendo a regeneração tecidual e acelerando os processos de cicatrização. A policaprolactona (PCL) é um polímero sintético biodegradável que, quando eletrofiado, forma fibras semelhantes às fibras presente no corpo humano, o que a torna favorável para aplicação em lesões que necessitem de uma regeneração tecidual, atuando como suporte estrutural nas mesmas. Além disso, pode formar uma barreira protetora para a ferida, protegendo-a de agentes externos e evitando sua exposição à bactérias, fungos e microrganismos, promovendo melhor cicatrização. Estudos recentes também destacam a lenta taxa de degradação do PCL, fator esse que garante maior estabilidade perante o tratamento, pois além de permitir que curativos com entrega de fármacos fiquem ativos por mais tempo, também evita trocas frequentes do curativo em feridas crônicas. A partir disso, este trabalho teve como objetivo desenvolver uma membrana polimérica eletrofiada com policaprolactona (PCL) para possível aplicação em curativos tópicos. A membrana polimérica foi obtida a partir do método de electrospinning, utilizando-se uma solução 70:30 (v/v) de etanol e clorofórmio e 15% (m/v) de PCL. A amostra foi coletada em uma placa contendo uma camada de papel alumínio, localizado a 20 cm de distância de uma agulha de 0,8 mm, alocada em uma seringa de 5 mL. O processo foi realizado sob condições controladas de temperatura (18 ± 2 °C), umidade relativa (48 ± 2%), voltagem (17 kV) e vazão da solução polimérica (1 mL/h). A membrana foi caracterizada quanto a espessura, a partir de um micrômetro (Insize, model IP65), medindo-se 10 pontos aleatórios. A solubilidade em água foi determinada a partir de amostras de 1cm2, secas em estufa a 20 °C por 40 min e pesadas para determinação da massa inicial, logo após foram imersas em 25 mL de água destilada por 1440 min. Em seguida, filtradas e secas novamente para obter-se a massa final. O índice de intumescimento foi determinado de forma análoga à solubilidade, com a pesagem final realizada sem a secagem por 1440 min. O resultado para espessura foi de 0,265 ± 0,027 mm, o que de acordo com a literatura proporciona conforto na utilização do curativo mesmo quando há movimentação da área de aplicação. A solubilidade em água foi de 41,48 ± 13,81 e o índice de intumescimento 120,93 ± 43,39 %, evidenciando a capacidade da membrana de absorver fluidos aquosos, além de controlar a umidade na área lesionada. As análises realizadas evidenciam que a membrana polimérica formada apresenta características adequadas para agir como curativo tópico para as feridas, visto que suas propriedades reforçam sua possível utilização como material para auxílio na cicatrização e proteção de feridas. Diante disso, este estudo evidencia potencial para futuras pesquisas em incorporação de agentes bioativos, com liberação controlada de fármacos que tenham fatores hidratantes, antifúngicos, antimicrobianos e anti-inflamatórios.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Downloads
Publicado
2025-10-26
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Desenvolvimento de Membrana Polimérica de Pcl Eletrofiada: Potencial Aplicação em Curativos Tópicos. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120508. Acesso em: 17 abr. 2026.