Avaliação de Propriedades de Argamassas Modificadas com Pó de Madeira no Estado Fresco
Palavras-chave:
Argamassa, pó, madeira, revestimento, resíduoResumo
A engenharia civil brasileira tem experimentado uma notável evolução tecnológica nos últimos anos, impulsionando significativamente a competitividade do setor da construção. Esse avanço é marcado pela incorporação de novos paradigmas construtivos e pelo emprego de práticas inovadoras que buscam otimizar os processos produtivos, promovendo maior integração entre as etapas de planejamento, execução e manutenção das obras. Nesse contexto, observa-se uma crescente valorização de técnicas construtivas mais racionais, capazes de reduzir desperdícios de materiais, otimizar o uso da mão de obra e melhorar o aproveitamento de recursos naturais. Além disso, a introdução de novos materiais, mais sustentáveis, tem possibilitado a criação de soluções que conciliam desempenho técnico, durabilidade e responsabilidade ambiental. Como resultado, as empresas do setor têm alcançado ganhos expressivos em eficiência operacional, redução de custos e aprimoramento no controle tecnológico dos serviços executados, garantindo maior qualidade, segurança e sustentabilidade nas construções, ao mesmo tempo em que atendem às demandas da sociedade por edificações mais modernas e ambientalmente conscientes. Entretanto, o setor da construção civil também figura entre os principais responsáveis pela emissão de CO₂, o que torna essencial a busca por soluções que conciliem desenvolvimento urbano e sustentabilidade. Uma alternativa promissora é a substituição dos agregados naturais por resíduos reaproveitáveis, como pó de pedra, pó de madeira, resíduos de demolição, garrafas PET e vidro. A utilização de resíduos na fabricação de argamassas reduz a extração de agregados naturais, preservando recursos escassos e diminuindo os impactos ambientais da mineração. Além disso, evita o descarte inadequado desses resíduos em aterros ou no meio ambiente, prevenindo poluição e enchentes, e diminui os custos com aquisição de matéria-prima e com descarte, promovendo uma construção mais sustentável e econômica. A incorporação do pó de madeira na argamassa tende a aumentar sua capacidade de isolamento térmico, tornando-a mais eficiente para o controle climático em edificações. Esse material pode ser obtido a partir de serragem ou de resíduos de madeira que, após moagem e eventual tratamento, são adicionados à mistura em percentuais, atuando como substituto parcial do agregado miúdo (areia). O uso dos diferentes resíduos contribui para a redução do impacto ambiental e, ao mesmo tempo, agrega novas propriedades às argamassas. A aplicação desses materiais tem se mostrado estratégica não apenas para racionalizar o uso de insumos, mas também para qualificar os serviços de revestimento em alvenaria e concreto. Em virtude de sua ampla aplicação, estudos têm sido conduzidos para o aprimoramento das características desses materiais e de seus componentes. O foco é desenvolver um produto com desempenho superior, que atenda às normas técnicas vigentes, apresente baixo custo de manutenção e possua a trabalhabilidade ideal. Para avalição do comportamento das argamassas será utilizado as recomendações da NBR 13281 que prescreve requisitos informativos como retenção de água, densidade de massa e teor de ar incorporado. O objetivo principal deste trabalho é avaliar o comportamento das argamassas para revestimento substituindo areia natural por resíduo proveniente da indústria madeireira mais precisamente o pó. O material coletado é originário de madeira de reflorestamento da espécie Pinnus Elliottii. Os resultados esperados dessa pesquisa são que as argamassas de revestimento apresentem trabalhabilidade que contribui para a aplicação em substratos cerâmicos e de concreto. Também se espera que apresentem coesão na mistura, pois tal elemento contribui para a durabilidade da composição.Downloads
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Publicado
2025-10-26
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Avaliação de Propriedades de Argamassas Modificadas com Pó de Madeira no Estado Fresco. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120494. Acesso em: 17 abr. 2026.