Evolução de Software de um MVP em Gestão Ambiental

Autores

  • Willian Clemente
  • Rodrigo Thoma da Silva
  • Maicon Bernardino

Palavras-chave:

Microsserviços, Pesquisa-ação, Sustentabilidade, corporativa

Resumo

Os Sistemas de Gestão Ambiental (SGA) representam instrumentos estratégicos para empresas que necessitam lidar com grandes volumes de dados e prazos legais rigorosos, assegurando conformidade regulatória e otimização de processos (CLAVER et al., 2007). No contexto das consultorias ambientais, a ausência de ferramentas digitais robustas configura uma lacuna que compromete a centralização de informações e a confiabilidade na execução de atividades (GOMES et al., 2023). Em 2024, foi apresentado o Mínimo Produto Viável (MVP) do Sistema Suassu (https://app.suassu.com), um software web direcionado a pequenas e médias empresas do setor (RIBEIRO et al., 2024). Contudo, a versão inicial apresentava limitações relacionadas à escalabilidade, documentação e experiência do usuário. Para enfrentar esse cenário, o presente trabalho tem como objetivo relatar a evolução do sistema, identificando estratégias técnicas e metodológicas aplicadas para aprimorar sua confiabilidade, escalabilidade e manutenibilidade. A pesquisa possui natureza aplicada, abordagem qualitativa e caráter exploratório, adotando a Action Research como método, o que permitiu integrar investigação científica e intervenção prática em ciclos iterativos de diagnóstico, planejamento, ação e avaliação (TRIPP, 2005). Os procedimentos envolveram a análise da arquitetura inicial do sistema, seguida de refatorações no back-end e no front-end, além da reestruturação da infraestrutura em nuvem. Foram empregados instrumentos de engenharia de software, como integração contínua (HUMBLE; FARLEY, 2010), arquitetura em microsserviços (NEWMAN, 2021), padronização de commits e documentação sistemática (SPINELLIS, 2010). O desenvolvimento concentrou-se em três eixos: arquitetura de software, infraestrutura e processos de desenvolvimento. No back-end, a refatoração estabeleceu separação entre controllers, services e repositories, bem como middlewares globais para autenticação e tratamento de erros, em consonância com princípios de Clean Architecture (MARTIN, 2017). No front-end, a modernização incluiu custom hooks e provedores de contexto especializados, resultando em interfaces mais consistentes, responsivas e acessíveis, alinhadas às recomendações de Banks e Porcello (2020). A infraestrutura foi migrada de uma hospedagem fragmentada para a DigitalOcean App Platform e Render, consolidando microsserviços independentes em conformidade com padrões descritos por Richardson (2018), o que aumentou a resiliência, reduziu pontos únicos de falha e permitiu escalabilidade seletiva. Além disso, os processos de desenvolvimento foram padronizados, com convenções de commits, revisões obrigatórias de pull requests e uso de Jira para gestão ágil, enquanto a documentação evoluiu de registros básicos para um conjunto estruturado de histórias de usuário, regras de negócio e matriz de rastreabilidade (SPINELLIS, 2010). Os resultados alcançados demonstram avanços significativos em quatro dimensões: confiabilidade, com autenticação robusta e tratamento uniforme de erros; manutenibilidade, com modularização do código e documentação estruturada; escalabilidade, por meio da arquitetura distribuída em microsserviços (NEWMAN, 2021); e experiência do usuário, garantida pela modernização do front-end e alinhamento às diretrizes de qualidade. Esses achados corroboram a literatura que associa os sistemas ambientais a ganhos de desempenho organizacional e sustentabilidade corporativa (BERTÃO, 2022; CLAVER et al., 2007). Além disso, o uso de metodologias ágeis e participativas reforça o papel da Action Research na construção de soluções aplicáveis ao contexto real (PRODANOV; DE FREITAS, 2013). Como conclusão, destaca-se que a evolução do Sistema Suassu consolidou uma base tecnológica mais robusta, escalável e confiável, ao mesmo tempo em que ampliou a experiência do usuário e fortaleceu a rastreabilidade dos requisitos. Como próximos passos, prevê-se a migração da API de Node.js para Go, aplicando Clean Architecture, Dependency Injection e uso de Docker, com vistas a robustez, eficiência e escalabilidade contínua.

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Publicado

2025-10-26

Como Citar

Evolução de Software de um MVP em Gestão Ambiental. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120475. Acesso em: 18 abr. 2026.