Inclusão e acessibilidade de pessoas com deficiência no âmbito do PIBID

Autores

  • Ana Machado
  • Everton Ferrer de Oliveira

Palavras-chave:

Inclusão, Acessibilidade, PIBID, Educação, Infantil, Deficiência, Formação, Docente, Práticas, Pedagógicas, Equidade, Interação, Social, Adaptações

Resumo

Inclusão e acessibilidade de pessoas com deficiência no âmbito do PIBID 1. Introdução A inclusão de crianças com deficiência na educação infantil representa um desafio para a escola contemporânea, exigindo práticas pedagógicas que assegurem a participação de todos. Apesar dos avanços legais, ainda persistem barreiras quanto à adaptação de recursos, metodologias e posturas docentes. Durante minha atuação como pibidiana nas escolas Silvina e IMEI Leonel, foi possível vivenciar o cotidiano dessas crianças e perceber como o processo inclusivo, embora essencial, apresenta dificuldades concretas. O dia a dia é desafiador, especialmente pela necessidade constante de materiais específicos adequados às diferentes demandas, os quais muitas vezes não estavam disponíveis. Nesse caso, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) foi e é fundamental para refletir e propor estratégias que busquem superar tais obstáculos. O problema que orienta este estudo é: de que forma as práticas do PIBID contribuem para a inclusão de crianças com deficiência na educação infantil? Assim, o objetivo é analisar as contribuições das ações do programa na promoção da acessibilidade pedagógica e de práticas humanizadoras, fortalecendo a formação docente e a efetivação da inclusão escolar. 2. Metodologia Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza descritiva e com objetivo exploratório, realizada no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). O campo de investigação foram as escolas Silvina e IMEI Leonel, ambas de educação infantil, onde atuo como bolsista do programa. Os procedimentos metodológicos envolveram observação participante, registros reflexivos e interação direta com docentes e alunos, possibilitando acompanhar de perto as práticas inclusivas no cotidiano escolar. A amostra correspondeu às turmas de educação infantil que incluíam crianças com deficiência e necessidades educacionais específicas.As práticas pedagógicas observadas e realizadas foram fundamentadas em referenciais teóricos que dialogam com a inclusão. Monterossi (2020) destaca a importância de adaptar atividades e recursos para atender às singularidades de cada criança, o que se refletiu nas ações desenvolvidas. Vygotsky (1991) sustenta que o aprendizado acontece por meio da mediação e da interação social, princípio observado nas propostas que estimulavam a convivência entre crianças com e sem deficiência. Já Mantoan (2003) defende que a escola inclusiva deve ser espaço de equidade, perspectiva assumida ao propor práticas humanizadoras e acessíveis. No campo mais específico, algumas atividades foram inspiradas nos princípios da ABA (Applied Behavior Analysis), conforme Skinner (1953), favorecendo a aprendizagem de habilidades sociais e cognitivas. Também foram realizadas propostas adaptadas para crianças com fobia social, privilegiando acolhimento e interações graduais, além de atividades de coordenação motora fina, como o uso de lápis e tesouras, pensadas a partir das contribuições de Oliveira (2002) sobre o desenvolvimento infantil. Os dados foram analisados em uma perspectiva reflexiva, buscando compreender os limites e potencialidades das práticas inclusivas desenvolvidas e a contribuição da experiência do PIBID para a formação docente e a construção de uma educação infantil mais acessível e humanizadora. 3. Desenvolvimento A educação infantil é a primeira etapa da educação básica e deve garantir às crianças, com e sem deficiência, condições para o pleno desenvolvimento de suas potencialidades. Segundo Mantoan (2003), a inclusão não deve ser compreendida como um processo de integração assistencial, mas como parte da construção de uma escola democrática, que reconhece as diferenças como constitutivas do processo educativo. Contudo, a efetivação da inclusão ainda encontra barreiras, principalmente no que se refere à formação docente e à disponibilidade de recursos pedagógicos adequados (Carvalho, 2004). Nesse cenário, a atuação de programas de iniciação à docência, como o PIBID, torna-se fundamental para aproximar licenciandos da realidade escolar e possibilitar a elaboração de práticas pedagógicas mais inclusivas e humanizadoras. 2. Referenciais teóricos da prática inclusiva De acordo com Vygotsky (1991), o desenvolvimento humano ocorre por meio da interação social e da mediação, o que implica reconhecer a importância do ambiente escolar como espaço de convivência e aprendizagem compartilhada. Monterossi (2020) reforça que a adaptação de recursos e estratégias é essencial para valorizar a singularidade de cada criança, favorecendo sua participação nas atividades escolares. Outro aporte importante vem de Skinner (1953), cujos princípios deram origem à ABA (Applied Behavior Analysis), utilizada em contextos escolares para estimular habilidades cognitivas e sociais. No âmbito da educação infantil, também se desta

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Publicado

2025-10-26

Como Citar

Inclusão e acessibilidade de pessoas com deficiência no âmbito do PIBID. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120462. Acesso em: 17 abr. 2026.