Identidade e Ensino: uma contextualização da vivência trans docente no PIBID.
Palavras-chave:
Educação, Iniciação, docência, identidade, gêneroResumo
A vivência trans de certa forma desde o passado enfrenta uma grande resistência na luta dos seus direitos à inclusão na sociedade. Na grande maioria marginalizadas e destinadas a prostituição se deparam com a dificuldade de serem entendidas e respeitas em uma sociedade majoritariamente composta por pessoas auto-declaradas heterossexuais (Barros, 2022). Percebemos a desigualdade de gênero em diversos ambientes profissionais, assim como, em escolas, hospitais, e diferentes redes empresariais. Um grande desafio para mulheres transgênero que buscam os direitos básicos, como o direito ao trabalho e a educação. Outrossim, a homossexualidade, a lesbianidade, [...] a bissexualidade, a pansexualidade, a não-binariedade, entre outras sexualidades e identidades de gênero estão presentes ao longo da história (Ferreira, 2021, p. 83). Posterior a isso, um dos grandes problemas enfrentados é a dificuldade de encarar os ambientes profissionais escolares. Voltar à origem de determinadas violências é uma preocupação ao preconceito que existe nestes espaços. Sendo algo inevitável para pessoas transgênero. Com isso, um estudo [...] aponta que dentre 120 famílias, 77,5% de crianças e adolescentes transgêneros - entre 5 e 17 anos - foram vítimas de bullying no ambiente escolar (Souza, 2021, n.p.). Estes dados nos revelam a falta de compreensão social e o não respeito a corpos trans predominantemente discriminados. Nos dias de hoje a comunidade LGBTQIAPN+ alcança um pequeno avanço de pessoas transgênero em diferentes espaços sociais. Um dos grandes exemplos atuais é primeira policial militar trans de Pernambuco (Duarte, 2025). Dito isso, este artigo tem por finalidade trazer minha experiência como pibidiana do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), vinculado ao Colégio Estadual Getúlio Vargas (CEGV). Que através do curso de graduação da Licenciatura em Ciências Humanas da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) - Campus São Borja, que pela eventualidade a participação de um programa governamental, possibilitando a iniciação docente em escolas públicas, na experiência aos saberes escolares e nas demandas em sala de aula. Com a circunstância de poder ministrar um determinado conteúdo e desenvolver ele juntamente com uma turma tanto do ensino fundamental anos finais e/ou médio, faz assim, um vínculo aos futuros professores no desenvolvimento da pesquisa. Construção de planos de aulas, dinâmicas interativas, formas de elaborar diferentes atividades que possam ser atrativas aos alunos que já estão saturados de uma educação bancária. Sendo apenas receptores do conhecimento e não protagonistas do enredo. Um dos grandes autores da educação em seu livro da Pedagogia do Oprimido aborda a educação bancária claramente entendível. A narração, de que o educador é o sujeito, conduz os educandos à memorização mecânica do conteúdo narrado. Mais ainda, a narração os transforma em "vasilhas", em recipientes a serem "enchidos" pelo educador (Freire, 2011, p. 80). Muitos professores do passado não tiveram a oportunidade de participarem de um programa como o PIBID. Conectados a uma escola se deparam com o desespero de ter em mãos a responsabilidade de uma turma composta por diferentes alunos. Posto isso, a experiência trans docente hoje é uma realidade no CEGV - Colégio Estadual Getúlio Vargas. Escola de rede estadual que é integrante do PIBID de sociologia da Licenciatura em Ciências Humanas. Tal experiência nos mostra que o espaço educacional está aberto a corpos claramente marginalizados pela sociedade. Tendo a autonomia em sala de aula e recursos oferecidos pela escola na construção de uma educação melhor. Um pibidiano tem no total de 40 horas mensais para desenvolver diferentes atividades e lecionar conteúdos com a supervisão da professora encarregada de monitorar os bolsistas na escola. Todas as atividades que são desenvolvidas são relatadas em relatórios semanais com o objetivo de registrar o progresso do programa nas escolas parceiras. Tendo em vista, a formação desses relatórios se percebe o desenvolvimento trans docente na escola de forma que a sala de aula pode ser um grande desafio para elas, mas que, com planejamento e conhecimento sobre o assunto a ser trabalhado em sala de aula, traz a segurança não só para bolsistas trans futuros professores mas sim para todos os bolsistas que fazem parte do programa construindo uma educação mais inclusiva e diversificada para todos.Downloads
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Publicado
2025-10-26
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Identidade e Ensino: uma contextualização da vivência trans docente no PIBID. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120445. Acesso em: 17 abr. 2026.