FORMAÇÃO INCLUSIVA E PEDAGOGIA: QUEBRA DE BARREIRAS PEDAGÓGICAS PARA ACESSIBILIDADE DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA
Palavras-chave:
formação, inicial, inclusão, pessoas, deficiênciaResumo
Este estudo de mestrado investiga a formação inclusiva de licenciandos/as em Pedagogia, com foco nas barreiras atitudinais e pedagógicas que impactam a prática docente em contextos inclusivos com pessoas com deficiência. Motivada pela experiência pessoal da pesquisadora, que durante sua graduação não teve contato com esse público, a pesquisa busca compreender como essas barreiras influenciam as concepções sobre a deficiência e as práticas pedagógicas dos futuros/as pedagogos/as. A relevância desta investigação está em reconhecer que a formação inicial dos/as professores/as, em muitos casos, não contempla de maneira efetiva os debates sobre inclusão, diversidade e direitos das pessoas com deficiência. Ainda que haja legislações e políticas públicas que garantam o acesso e a permanência dos estudantes com deficiência nas instituições escolares, há um hiato entre a teoria e a prática, especialmente no que diz respeito à superação de preconceitos e de práticas pedagógicas excludentes. Assim, compreender as barreiras atitudinais relacionadas a preconceitos, estereótipos e as barreiras pedagógicas, vinculadas à falta de estratégias, recursos e metodologias adequadas, torna-se essencial para formar professores/as comprometidos/as com a inclusão. Essa pesquisa caracteriza-se como qualitativa do tipo intervenção, em que a coleta de dados se dará por meio de diário de bordo, produzido pelos registros da pesquisadora durante as intervenções. Esse percurso investigativo foi escolhido por possibilitar uma aproximação crítica e reflexiva com os sujeitos da pesquisa, permitindo captar as transformações nas concepções dos/as participantes ao longo do processo formativo. O uso do diário de bordo, além de documentar as atividades realizadas, servirá como material de análise para compreender os efeitos da intervenção no campo das atitudes e das práticas pedagógicas. A investigação aqui relatada será realizada em uma universidade estadual situada em Bagé-RS, por meio de um curso de extensão que promoverá vivências, rodas de conversa, reflexões e estudos de caso fundamentados no modelo social da deficiência. A escolha por um curso de extensão se justifica por sua natureza formativa e prática, que possibilita um espaço de experimentação e diálogo horizontal entre teoria e prática. As rodas de conversa terão papel fundamental na socialização de experiências e na desconstrução de paradigmas excludentes, enquanto os estudos de caso permitirão aos/às acadêmicos/as refletirem sobre situações concretas e desenvolverem estratégias pedagógicas inclusivas. A partir dos dados produzidos será realizada uma análise de conteúdo, estruturando os dados em eixos temáticos tais como: desconstrução/reconstrução de paradigmas sobre a deficiência, barreiras atitudinais e pedagógicas, articulação teórico-prática para inclusão, perspectivas de ação docente para transformação social e inclusão socioeducacional. Esses eixos não apenas organizarão os dados, mas também permitirão vislumbrar de forma clara os avanços e os desafios enfrentados pelos/as participantes ao longo da experiência, servindo como indicadores para futuras pesquisas e práticas formativas. A pesquisa é sustentada em referenciais legais oriundos da Convenção da ONU sobre Direitos das Pessoas com Deficiência (2008), Decreto nº 6.949/2009, Lei Brasileira de Inclusão (2015) e alterações na LDB, que estabelecem a obrigatoriedade da construção de sistemas educacionais inclusivos. Do ponto de vista teórico, apoia-se em autores que criticam o modelo médico da deficiência e reforçam o paradigma social, como Skliar (2003), que discute os discursos sobre a diferença; Sassaki (2005), com sua defesa da inclusão como processo de transformação social; Mantoan (2003), referência em educação inclusiva no Brasil; Rodrigues (2019), que analisa as práticas escolares frente à diversidade; Nóvoa (2019) e Tardif (2002), que tratam da formação docente; e Freire (1996), cuja pedagogia crítica inspira práticas de diálogo, emancipação e transformação social. Espera-se que a intervenção possibilite maior contato dos/as acadêmicos/as com as diferentes deficiências, promovendo reflexão crítica e ampliação dos saberes docentes para a efetiva inclusão escolar, superando barreiras atitudinais e pedagógicas, e fortalecendo a preparação para atuar em uma sociedade plural. Ao proporcionar experiências práticas e reflexivas, pretende-se que os/as participantes desenvolvam competências para planejar e implementar práticas pedagógicas que considerem a singularidade dos/as estudantes e que garantam acesso, permanência e aprendizagemDownloads
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Publicado
2025-10-26
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
FORMAÇÃO INCLUSIVA E PEDAGOGIA: QUEBRA DE BARREIRAS PEDAGÓGICAS PARA ACESSIBILIDADE DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120432. Acesso em: 17 abr. 2026.