CORES DA PAMPA: RELATO DE EXPERIÊNCIA COMO RESIDENTE CULTURAL
Palavras-chave:
Cultura, Extensão, AquarelaResumo
Este trabalho apresenta o relato de experiência de uma residência cultural selecionada por meio da chamada interna do Programa Residência Cultural 2024 organizado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) e Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Assistência Estudantil (PRODAE). Financiado através do edital Nº 11/2024, o projeto "Cores da Pampa" visou oferecer oficinas de pintura em aquarela para a comunidade acadêmica e externa da Universidade Federal do Pampa - Campus Bagé. Como forma de valorização do patrimônio material da cidade, a pintura ao ar livre teve por objetivo retratar o espaço ao nosso redor e registrar o cotidiano diante marcos históricos de Bagé por meio da técnica ensinada. Os encontros ocorreram semanalmente às sextas feiras, das 16h30 às 18h30, entre os meses de setembro a dezembro, sendo três encontros mensais presenciais em parceria ao Centro de Criação Coletiva e Formação em Arte - Educação - Cultura (CCC FAEC) e um encontro mensal para a pintura ao ar livre em uma das praças da cidade selecionadas. Foi montado um formulário através da plataforma Google Forms para a inscrição prévia; para a escolha dos dias e horários das oficinas e para avaliar o nível de conhecimento dos interessados sobre a técnica. Durante essa fase, houve 39 manifestações de interesse nas oficinas, demonstrando que ações desse tipo captam a atenção do público em geral da cidade. Quanto ao questionamento sobre o conhecimento da técnica, 38,5% afirmaram nunca tê-la conhecido, 30,8% afirmaram conhecê-la, mas nunca tê-la praticado, 17,9% afirmaram tê-la praticado poucas vezes e 2,6% afirmaram tê-la praticado com frequência e estar familiarizados com ela. As oficinas tiveram início no dia 29 de setembro com o total de 15 participantes no momento, um pouco além da quantidade esperada e do material preparado, porém, funcionando de forma tranquila e colaborativa. No decorrer dos encontros houve uma variação de 7 a 15 participantes, havendo assiduidade por parte dos alunos de Letras - Línguas Adicionais e dos participantes da comunidade externa à universidade. Quanto à técnica da aquarela e às práticas de desenho para urban sketching, foram apresentadas as características das tintas, os materiais necessários para a prática, os conceitos de diluição e consistência, a movimentação do pincel, a luz e a sombra, atividades de observação, o círculo cromático e a teoria das cores, a regra de composição, a perspectiva e o ponto de fuga. Quanto aos encontros ao ar livre, foram selecionados os seguintes locais de Bagé-RS: Praça Silveira Martins, conhecida como Praça do Coreto, Praça da Estação e Praça Carlos Telles, conhecida como Praça da Matriz por ser em frente à Igreja de São Sebastião. Antes da prática de pintura, a história do local era apresentada junto a fatos relacionados aos nomes das praças, causando certa curiosidade por parte de participantes residentes da cidade. Relatos como sempre passo aqui por frente e nunca soube disso e eu nasci aqui e não sabia da história desse prédio surgiram nesses encontros de forma natural, mostrando a importância da prática como valorização do patrimônio histórico local. Nesse processo foi possível perceber o avanço nas práticas artísticas dos participantes e a dedicação diante das atividades propostas, resultando em uma exposição de trabalhos na Galeria Itinerante do Centro de Criação Coletiva e Formação em Arte - Educação - Cultura (CCC FAEC) no hall de entrada do Campus Bagé. As pinturas foram divididas em cada uma das praças visitadas e, na lateral, havia uma breve descrição histórica do espaço representado, com um QR Code direcionando ao site da Secretaria de Turismo da cidade. Para avaliação das práticas da Residência Cultural, outro formulário foi idealizado contendo perguntas como: qualidade das aulas; qualidade dos materiais oferecidos; proposta apresentada; espaço de realização das aulas; qual foi o encontro favorito; qual foi a praça mais interessante e um espaço para que relatassem sobre a experiência. Dentro da área de relatos, três participantes enfatizaram a importância do ambiente oferecido ser seguro em relação a erros, havendo interações memoráveis entre os alunos, além da importância do ensino da técnica antes dos encontros ao ar livre. Acerca dos locais visitados, os alunos enfatizaram experiências positivas sobre a pintura no local e outros focaram no interesse pela história que conheceram. Sobre os relatos pessoais, uma das alunas trouxe sua experiência positiva sobre a produção artística sentindo que podia errar e que ainda sim estava bom, além de aprender mais sobre sua cidade, de saber o porquê de tal praça se chamar assim ou o que rodeava ela anos atrás. Assim, dentro da proposta apresentada à seleção para o edital, conclui-se que a iniciativa contribuiu para a disseminação da história local com ênfase no patrimônio histórico através de sua representação artística.Downloads
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Publicado
2025-11-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
CORES DA PAMPA: RELATO DE EXPERIÊNCIA COMO RESIDENTE CULTURAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120376. Acesso em: 14 abr. 2026.